Liberation: confira como foi o festival pelos olhos de um músico

Resenha - Liberation Fest (Espaço das Américas, São Paulo, 25/06/2017)

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Por Luiz Pimentel, Fonte: Blog do Luiz Pimentel
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Convidei o Woesley Johann, guitarrista de death metal e do grupo Alekto, para resenhar o festival que aconteceu no último domingo, dia 25, em São Paulo, que teve como headliner King Diamond em apresentação de 30 anos do clássico "Abigail". Tá abaixo o que ele achou.

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"O Test deu início ao festival. A banda que possui apenas dois integrantes se mostrou muito precisa e apesar de apenas dois instrumentos o som ficou bem redondo e preenchido com um ótimo público já presente.

A banda Heaven Shall Burn começa por volta das 18:30 e faz um setlist reduzido, com algumas falhas técnicas em alguns momentos do início do show, que segue com guitarras pesadas e precisas, porém com o som muito ''estridente'' achei um pouco embolado prejudicando a banda um pouco. Porém muitos presentes cantaram músicas junto com a banda e eles não deixaram que isso atrapalhasse o show.

Por volta das 19:12 sobe ao palco o grande ícone do death metal Carcass, do Reino Unido, que já estava em tour pela América Latina propagando a destruição de um show pesado e com um ''power'' no talo o tempo inteiro. O guitarrista e fundador da banda, que também já participou do Napalm Death, Bill Steer, dá uma aula de riffs poderosos e solos rápidos e precisos dobrando guitarras em vários momentos, enquanto Jeffrey Walter canta várias faixas do ultimo disco da banda lançado em 2013, uma porradaria do death metal, "Surgical Steel", e também mais alguns clássicos como a "Corporal Jigsore Quandary", que fecha a apresentação em grande estilo (na minha opinião um dos melhores sons da carreira do Carcass).

Lamb Of God assume o palco mantendo o evento em alto nível de performance instrumental, e também quanto à parte técnica de iluminação sincronizada em vários momentos de sons, enquanto mostra seus sons mais recentes e também outros pesados e com vários ''temas'' de guitarras do Sacrament, juntamente com o pedal preciso do baterista Chris Adler, que recentemente teve uma passagem rápida pelo Megadeth e gravou "Dystopia" em 2016. Mas sempre se manteve no LOG, que arregaçou e o publico cantou vários dos sons junto nesse dia histórico, preparando assim a entrada do tão esperado mestre das trevas King Diamond, que não pisava no Brasil há 21 anos.

''Out From the Asylum'', do grande disco "Them", toca enquanto as cortinas se abriam e revelavam o palco com uma super-produção teatral impressionante e uma iluminação impecável.

O setlist com o clássico "Abigail" e mais algumas faixas da sua outra banda, Mercyful Fate, onde ficou conhecido pela voz aguda, foram deixando cada vez mais os headbangers presentes extasiados.

O show seguiu com "Sleepless Night" antes de o dinamarquês Kim Bendix Petersen conversar com os fãs após vários anos longe do Brasil e apresentar os membros da banda que o acompanha.

"Helloween" e "Eye Of The Witch" foram as duas próximas executadas com o público cantando em coro em preparação para dois grandes sons do Mercyful Fate que estavam por vir. "Melissa" e "Come to the Sabbath" mostraram a razão da banda estar entre as melhores do heavy metal mundial.

Foi então que deu início o clássico disco ''Abigail'', que não por acaso batiza a turnê de aniversário de 30 anos do disco. O espetáculo começa com duas pessoas encapuzadas carregando um caixão em direção ao meio do palco, enquanto todos observam calados ao som do ''Funeral". De dentro do caixão o mestre King tira uma boneca (a Abigail) e uma faca que usa para fincar nela começando a reprodução do clássico disco.

Logo depois temos todas as sonzeiras, "Arrival", "A Mansion In Darkness", "The Family Ghost", "The 7th Day Of July 1777", "Omens", "The Possession", "Abigail", "Black Horsemen" que finalizou um dos maiores shows que já vi na vida e tenho certeza que não só eu, mas muitos headbangers que estavam presentes." (Woesley Johann)

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