King Diamond: Retorno após duas décadas, em extremas companhias

Resenha - Liberation Fest (Espaço das Américas, São Paulo, 25/06/2017)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Definitivamente não sou o único a me sentir assim, mas surpreende quando pensamos já ter se passado pouco mais de duas décadas desde que ele esteve na capital paulista, como uma das atrações gringas no mítico Phillips Monsters of Rock. Naquele sábado fazia muito calor e o show de KING DIAMOND acontecia por volta das 13h ou 14h, não me lembro bem, mas não consigo esquecer da emoção de vê-lo ali, mesmo com sua maquiagem derretendo, em jornada dupla, afinal, havia tocado com o Mercyful Fate minutos antes naquele mesmo palco no Estádio do Pacaembu. Pela minha tenra idade, condições climáticas, logísticas e nada confortáveis, resolvi zerar e considerar este meu primeiro concerto do Rei. Um acerto, porque a ilusão de ineditismo causou neste que vos escreve as melhores sensações. Emocionante, para trocar em miúdos. Vamos ao resumo dos ocorridos no Liberation Fest, que trazia ainda atrações dos EUA, Reino Unido, Alemanha e Brasil.

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HEAVEN SHALL BURN

Veteranos no país, contabilizam quatro visitas. Os vi em 2014, quando ao lado do Parkway Drive, protagonizaram um dos melhores eventos que tive a sorte em presenciar. Sua discografia e simpatia são queridas pelos brasileiros, mas percebi uma resposta menos calorosa desta vez quando iniciaram seu set com a dupla "The Loss of Fury" e "Bring the War Home", ambas do até agora mais recente registro em estúdio, 'Wanderer' [2016]. Talvez por isso, engatilharam algumas do 'Antigone' [2004], itens mais festejados. De fato, tanto "Voice of the Voiceless" [letra esperta!], quanto "The Weapon They Fear", figuram dentre as mais fortes em seu catálogo. O recheio daquele sanduba teve "Corium", mas ficou meio que 'perdida', mesmo tendo uma melodia tão caprichada. Energia é o que não falta ao vocalista Marcus Bischoff, ainda mais quando "Endzeit" revelou-se após a intro "Awoken". Sim, teve "Combat" antes, mas foi mesmo durante a absurda "Counterweight" e o final com a tradicional cover do Edge of Sanity para "Black Tears" que a banda se consagrou ali e saiu ovacionada.

CARCASS

Não os vi em 2013, mas alguns amigos garantiram ter sido um espetáculo memorável. Sem dúvidas, pelo que presenciei no festival, não havia cenário para exageros. Jeff Walker, Bill Steer, Daniel Wilding [nota do redator: ele emprestou seu talento nas baquetas para o Heaven Shall Burn em 'Veto', diga-se] e Ben Ash castigaram nossos ouvidos sem dó. Dá-lhe "1985/ 316L Grade Surgical Steel" e quarto hinos na sequência. Ou poderia chamar "Buried Dreams", "Incarnated Solvent Abuse", "Carnal Forge" e a 'balada' "No Love Lost" de alguma outra coisa menos digna de suas magnitudes lírica e sonora? As canções de ´Necroticism – Descanting the Insalubrious´ (1991) e ´Heartwork´ (1993) unem-se como pão e pasta de amendoim, não? São essencialmente e literalmente a espinha dorsal do grupo, mesmo eu amando seus primórdios e 'Surgical Steel' [2013].

Aliás, ele veio com tudo nesta parte do show: "Unfit for Human Consumption", "A Congealed Clot of Blood", "Cadaver Pouch Conveyor System" e "Captive Bolt Pistol" fizeram-nos acordar e cheirar a carcaça, se é que me entendem. 😊 Não? Talvez "Edge of Darkness" [nota do redator: tocada parcialmente] ajude. Esta é uma não aproveitada das sessões do lindo 'Swansong' [1996], álbum ignorado naquela noite, mas fica de alento. Dali adiante, somente velharia. A começar com "This Mortal Coil", as pútridas "Exhume to Consume" e "Reek of Putrefaction"; sem faltar as obrigatórias "Corporal Jigsore Quandary" e "Heartwork", ambas berradas em uníssono. Interessante utilizarem "Carneous Cacoffiny" como uma espécie de 'outro', mas eu a queria inteira, ora bolas.

LAMB of GOD

Eu curtiria fácil um show dos estadunidenses, mas naquela noite, àquela altura, eu queria um pequeno descanso para o corpo, mente e audição. Não me tomem como inimigo, eu pessoalmente aprecio bastante o 'groove' em sua música, mas após tanta pancadaria, ter Lamb of God me pareceu um pouco demais. Enfim, vamos ao que presenciei.

"Laid to Rest", "Ruin" e "512" como trinca inicial foi um acerto, porque trouxe os discos 'Ashes of the Wake' (2004), 'As the Palaces Burn' (2003) e o excelente 'VII: Sturm und Drang' (2015), respectivamente, à memória de seus fãs. Eles estavam seduzidos pela bela receptividade nas proximidades do palco, porém do meio para o fundão eu começava a notar uma crescente no cansaço do público, com boa parte dele disputando um pedaço do suado chão para deitar as canelas. Confesso que tive a mesma ideia, mas não encontrei espaço [sic] no Espaço das Américas.

Tomei aquele fôlego extra e foquei no espetáculo. "Now You've Got Something to Die For" e "Still Echoes" são bem interessantes e soaram ainda mais extremas, se é possível isto. O vocalista Randy Blythe deu um salve ao 'cast' do festival e chamou sua turma para cantar junto em "Walk with Me in Hell", retirada do celebrado 'Sacrament' (2006). A seleção de ritos passeava por todo o inventário do LoG, como pode-se notar ao engatarem "Hourglass" e "Engage the Fear Machine", composições distantes em uma década.

Blythe começa a imitar os agudos de Diamond e pergunta se os presentes "gostavam de Satã". Se era uma piada, soou mais como cinismo, mas a sorte estava de seu lado. Pelo menos foi o que me ocorreu ao soltarem "Set to Fail", "Blacken the Cursed Sun" e as necessárias "The Faded Line" e, lógico, "Redneck". Foi como eu disse ali acima, eu teria aproveitado mais, caso fosse um concerto apenas do quinteto. Em tempo, destaque natural para Chris Adler, que recentemente batucou em 'Dystopia', disco de estreia do brasileiro Kiko Loureiro no Megadeth.

KING DIAMOND

Enquanto montavam o belíssimo palco de King Diamond, ouvíamos em playback clássicos do Kansas, Black Sabbath e Uriah Heep, influência confessa do próprio. Inclusive já sabíamos que "The Wizard" seria a derradeira nos PAs antes de ouvirmos aquele tétrico piano de "Out from the Asylum" e a narração iniciar seus versos: "Look, the old bitch is back – yeah/ Finally we'll get some company again (...) That goes for you too, King. And stop playing that thing. You will answer the door?" Vixe! A virada de bateria arrepiou os pêlos dos braços de qualquer marmanjo ali, pois era o momento de cantarmos juntos "Welcome Home", do álbum 'Them' [1988]. Não conseguia decidir para onde olhar, mas foquei no 'homem' e em sua avó na cadeira de rodas. O que eram aquela iluminação e qualidade sonora? Qualquer coisa próxima à perfeição!

Sr. Kim Bendix Petersen estava ali para matar a saudade dos seus súditos, portanto pouco papo e "Sleepless Nights" na cabeça. Eu havia zerado o Monsters de 1996, mas ali voltou tudo. Como diria a minha 'grandma' na vida real, "amarra no rabo da égua e dá um tapa, meu filho...". Sábia senhora! Para melhorar tudo, eu nasci no halloween, portanto a homônima ser tocada na sequência denotou meu presente antecipado de aniversário: "Every Night Will Be Another Evil Scene/ Like In Horror Dreams I Want/ I Command You To Scream… Halloween You Are My Pride/ Halloween Not Just A Dream…" Muito amor na causa. Não aguentei e teve lágrima, sim senhor! "São Paulo, tudo bem? A quanto tempo... esta chama-se 'Eye of the Witch'". Ouvir e ver isto ao vivo pela primeira vez tão de perto foi indescritível. Os teclados e andamento setentista revelam ali a gênese musical de Diamond, algo inspirado no 'Return to Fantasy', do Uriah Heep, se me permitem a licença imaginativa.

Parecia suficiente? Não[6], não[6], não[6]! Um breve silêncio – talvez maior que o esperado – e "Melissa" fez-se presente. UAU! Lembrem-se de que ela não fora tocada no MoR, portanto era IMPOSSÍVEL não se render. No mezanino eu via Fernanda Lira [Nervosa] quase jogando-se de lá de tão feliz! Todos ao redor ajudavam King ao bradar: "Melissa, can you hear me? Melissa, are you there?" Onde quer que estivesse, ela ouvira... "Querem mais 'Mercy'?", perguntou o cantor. "Vocês definitivamente merecem". Sem pestanejar, "Come to the Sabbath" e a plateia não estava mais somente em suas mãos, mas aos seus pés!

O 'lineup' composto pelo lendário guitarrista Andy LaRocque; Matt Thompson [bateria], Pontus Egberg [baixo, ex-The Poodles] e Mike Wead [guitarra, ex-Candlemass, Hexenhaus, Memento Mori, Mercyful Fate, etc.] deixa brevemente o palco, enquanto King inicia o "Funeral": "We are gathered here tonight, to lay to rest Abigail la Fey, whom we now know was first born dead on the seventh day of July, 1777…", assim como fazia durante a Abigail Tour '87 ao pegar o suposto bebê e o esfaquear para que não ressuscitasse. Sabemos que aquilo não funcionou porque mais adiante, noutra das canções, ele menciona "Abigail has been in here for years and years... Stillborn". Argh! "Arrival" mostra a chegada à mansão assombrada do herdeiro da família la Fey, Jonathan, e sua esposa Miriam Natias, os quais são alertados pelos sete cavaleiros. Ignoram, do contrário não teríamos 'A Mansion in Darkness", uma das mais lindas composições do dinamarquês e dona de uma letra assustadora, ainda mais para eu que a li pela primeira vez nos meus 10 anos de idade! "The Family Ghost" traz o fantasma do Conde de la Fey, que revela o babado para Jonathan: "The spirit of Abigail is inside your wife, and there's only one way you can stop the rebirth of EvilItself: You must take her life now!" Quer dizer, o rapaz não só herda uma casa foda e descobre que vai ser pai, mas terá que matar a esposa e garantir que o mal encarnado não saia vivo de seu útero!

Ele ainda custa a acreditar, mas resolve ouvir o que o espectro de seu finado nobre parente tem a dizer. O defunto conta que levou chifre em 1777, quando a sete de julho daquele ano nasceu uma filha bastarda, a quem ele não deixaria sua fortuna. O Conde teve a brilhante ideia de matar a condessa de la Fey, retirar a menina morta e enterrá-la na cripta da mansão, amaldiçoando a alma de todos. Não satisfeito, ainda mumificou o pequeno cadáver. Isto é contado em "The 7th Day of July 1777". Já em "Omens", hino irretocável, o casal começa a ver de fato as manifestações tenebrosas ao seu redor. Tem desde sino tocando sozinho a flores murchando. Maus presságios a caminho, mas a coisa piora para valer em "The Possession", que como o título já entrega, versa sobre a possessão de Miriam pelo espírito de Abigail em seu ventre. "Miriam grew hour by hour, and Jonathan he cried. He knew the ghost had been telling the truth (...) 'I'm having your baby my love...' But it wasn't love! She was possessed..."

A faixa-título é o ápice do álbum 'Abigail' [1987]. Além de ser um baita clássico, a letra nos faz imaginar o desespero daquele jovem rico ao ver seus sonhos irem, literalmente, para o quinto dos infernos! Arrepiou ouvir King entoar "I am alive inside your wife. Miriam's dead, I am her head", assim como a voz da amada em sua cabeça lembrar o que deveria ser feito: "Oh Jonathan, this is Miriam. Our time is out, remember the stairs, it's the only way". Mano, se não fosse o solo de guitarra majestoso eu nem sei. Um adendo: Baita atriz ali interpretando a possuída. O nome dela é Jodi Cachia.

"Black Horsemen" é brutal. Não em sua parte instrumental, mas lírica. Talvez o contraste tenha sido intencional, porque a tornou ímpar. Jonthan e Abigail [já falando através de Miriam] estão na cripta, pois ele a convenceu de que precisaria renascer onde morreu. "The second coming of a devil in disguise", diz uma passagem. Antes de mais nada, ela é quem o empurra da escada e quebra seu pescoço. Então o parto começa: "The soul of Miriam was crying out in pain. Remembering the day... Arrival in the rain... The pain of labour was so strong that Miriam died. Her final seeing was a pair of yellow eyes. You can still hear her screaming if you're walking the stairs in July..."

Os cavaleiros do início da história chegam antes do amanhecer e encontram a dantesca cena do crime, além do bebê no sarcófago rangando sei lá o quê. Eles a pegam, levam embora e parece que realizam uma nova cerimônia para eliminar a entidade de uma vez por todas. Deu certo? O 'Abigail II – The Revenge' [2002] nos mostrou que não.

Agradecimento à Liberation e Costábile Salzano Jr. Pela atenção e credenciamento.

OBS.: Infelizmente não cheguei em tempo de assistir ao show da banda TEST, mas quem viu disse que não teve erro, como sempre ;)

Setlist King Diamond

The Wizard (Uriah Heep em playback)
Out from the Asylum
Welcome Home
Sleepless Nights
Halloween
Eye of the Witch
Melissa (Mercyful Fate)
Come to the Sabbath (Mercyful Fate)
"Them" em playback

Abigail - The Album:

Funeral em playback
Arrival
A Mansion in Darkness
The Family Ghost
The 7th Day of July 1777
Omens
The Possession
Abigail
Black Horsemen

Insanity (instrumental) em playback

Setlist Lamb of God

Laid to Rest
Ruin
512
Now You've Got Something to Die For
Still Echoes
Walk with Me in Hell
Hourglass
Engage the Fear Machine
Set to Fail
Blacken the Cursed Sun
The Faded Line
Redneck

Setlist Carcass

1985
316L Grade Surgical Steel
Buried Dreams
Incarnated Solvent Abuse
Carnal Forge
No Love Lost
Unfit for Human Consumption
A Congealed Clot of Blood (intro snippet)
Cadaver Pouch Conveyor System
Captive Bolt Pistol
Edge of Darkness (from intro to chorus, but intrumental, 90 seconds)
This Mortal Coil
Exhume to Consume
Reek of Putrefaction
Corporal Jigsore Quandary
Heartwork
Carneous Cacoffiny

Setlist Heaven Shall Burn

The Loss of Fury
Bring the War Home
Voice of the Voiceless
Corium
The Weapon They Fear
Combat
Awoken (Intro)
Endzeit
Counterweight
Black Tears (Edge of Sanity)

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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