Rhapsody: Italianos fizeram apresentação monumental em São Paulo
Resenha - Rhapsody (Tom Brasil, São Paulo, 07/05/2017)
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 08 de maio de 2017
Confesso que fui ao Tom Brasil conferir o Rhapsody sem grandes expectativas. Como não sou muito fã do symphonic power metal feito pelos caras esperava uma apresentação competente, nada além disso. Contudo o que vi me deixou de queixo caído, pois além de virtuoses os italianos são carismáticos e proporcionaram um espetáculo que deixou o bom público presente satisfeito. A banda integrada por Fábio Lione (vocal), Luca Turilli (guitarra), Dominique Leurquin (guitarra), Patrice Guers (baixo) e Alex Holzwarth (bateria) está percorrendo o mundo com a turnê "The 20th Anniversary Reunion Farewell Tour" com a qual comemoram 20 anos de estrada e ao mesmo tempo se despedem dos palcos. Seus membros darão continuidade a outros projetos, sobretudo Luca Turilli e Fábio Lione. Como se sabe o vocalista agora faz parte do Angra e graças a esse contato com os brasileiros aprendeu português, o que propiciou boa comunicação com a galera.
Falando com um sotaque que lembrava em alguns momentos Inri Cristo o vocalista atestou que o público de São Paulo é foda.
Antes de detalhar a apresentação do Rhapsody um breve relato do que rolou antes. Cheguei cedo à casa que fica ali em Santo Amaro, na zona sul, acompanhado da fotógrafa Letícia Nunes Lima (confiram os cliques) tratei de pegar as credenciais e já entrar no clima. O hall de entrada do Tom Brasil é amplo o que proporciona uma circulação legal do público. As sempre presentes lojinhas das bandas estavam montadas. Claro com CDs, DVDs e camisetas para venda. Artigos do Rhapsody e da paulistana Armored Dawn, grupo de abertura.
Roqueiros de todas as idades circulavam pra lá e pra cá. Tomavam uma cervejinha ou refri, comiam e papeavam. O sempre simpático Bruno Sutter estava presente trocando ideia com o público e posando pra fotos. Pouco depois Raphael Bittencourt, guitarrista do Angra, apareceu para dar uma força para o amigo Lione.
Por volta das 18H40 o Armored Dawn iniciou uma apresentação matadora. Liderados pelo vocalista Eduardo Parras mostrou porque está entre os grandes nomes do metal sinfônico brasileiro e a cada dia ganhando a gringa. Além de Parras o AD é formado por Fernando Giovanneti (baixo), Tiago de Moura e o finlandês Timo Kaarskoski (guitarras), Rafael Agostino (teclados) e Rodrigo de Oliveira (bateria). Em quase 60 minutos de show os paulistanos deram uma mostra de talento e técnica. Todos os instrumentistas fizeram solos refinados e Parras conduziu de maneira competente a galera. No set list músicas do recente "Power of Warrior", disco candidato a clássico.
Terminada a apresentação do Armored Dawn, fecham as cortinas pra preparar o palco pro Rhapsody. Fomos circular pela casa, trocar ideias com alguns camaradas e tomar mais uma água.
A expectativa do público aumentava. Por volta das 20h13 as luzes apagam, a galera grita na espera de Lione e companhia. Passaram ainda alguns minutos até que as cortinas abrissem revelando um grande banner com o logo de divulgação da turnê e o nome da banda em letras enormes. Entra o batera Alex Holzwarth para delírio dos fãs, em seguida "Epicus Furor", de "Symphony of Enchanted Lands", segundo álbum dos italianos e que trouxe a maioria das músicas do show.
Na medida que a banda subiu ao palco o público entrou em êxtase dada a sequência das músicas.
"Emerald Sword", "Wisdom of The Kings", "Eternal Glory" e "Beyond the Gates of Infinity". Todas executadas de maneira precisa pela banda.
Na medida que o show rolava a galera reverenciava com gritos e aplausos. Num momento gritavam o nome de Lione no outro exaltavam Turilli.
Uma noite inesquecível. Além de "Beyond the Gates of Infinity", outras duas foram tocadas pela primeira vez ao vivo: "Wings of Destiny" e "The Dark Of Abyss". Os solos de baixo e batera também competentes serviram de pausa pra Lione trocar as camisas suadas, visto que o vocalista não para no palco e interage a todo instante com os fãs.
"Dawn Of Victory", encerrou o set e também serviu de gravação para um futuro videoclipe. Em seguida, aquele tradicional docinho de alguns minutos de espera.
A banda retornou e tocou mais quatro porradas terminando uma apresentação primorosa com "In Tenebris".
Se esta turnê for mesmo o canto dos cisnes do Rhapsody terminaram com maestria.
Set List
Epicus Furor
Emerald Sword
Wisdom of the Kings
Eternal Glory
Beyond the Gates of Infinity
Knightrider of Doom
Wings of Destiny
The Dark Tower of Abyss
Riding the Winds of Eternity
Symphony of Enchanted Lands
Drum Solo
(By Alex Holzwarth; along with Verdi's Dies Irael)
LAND OF IMMORTALS
The Wizard's Last Rhymes
BASS SOLO (By Patrice Guers)
Dawn of Victory
Encore:
Rain of a Thousand Flames
Lamento Eroico
Holy Thunderforce
In Tenebris
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