Netuno Rock Noel II: como foi o festival em Florianópolis
Resenha - Netuno Rock Noel II (Célula Showcase, Florianópolis, 18/12/2016)
Por Bruno SB
Postado em 10 de janeiro de 2017
Enquanto muitos passam a vida sentados em frente a TV, celular e computador, reclamando da vida e criticando o trabalho alheio, outros não perdem tempo e tomam atitudes. O descaso com a população indígena e com o rock underground foi sacudido pela quinta edição do Festival Netuno Rock, que veio para fechar o ano, e selar a união entre o underground de Florianópolis e os povos indígenas de Santa Catarina.
Em uma cidade que a cultura praiana predomina, é um desafio ainda maior promover eventos em domingos, acrescido ao fato de estar fora do mainstream e sem bandas grandes. Então, só pela iniciativa e concretização da ideia, os organizadores já merecem aplausos.
O público que compareceu, trouxe alimentos e brinquedos em troca da entrada, e as doações somaram: 77 brinquedos, 293 kg de alimentos não perecíveis, 96 litros de leite e 40 frascos de óleo de soja. A distribuição desse total arrecadado durante o FESTIVAL, aconteceu na semana seguinte e beneficiou 17 aldeias indígenas em SC.
O evento começou com a apresentação do GRUPO DE CANTOS E DANÇAS MBYÁ GUARANI NHE'Ẽ AMBÁ, que é coordenado pelo Professor MARCELO KUARAY, composto por crianças e jovens da etnia Guarani, habitantes da ALDEIA TAVA’Í em Canelinha (SC). A espiritualidade e profundidade da cultura tribal trouxeram momentos de reflexão e paz de espírito a todos os presentes.
Na sequência a paz e a calmaria acabaram, com a destruição sonora trazida pela MARRETA, banda nova na cena da cidade, mas que promete se destacar e trazer força aos eventos, com seu Hardcore pesadíssimo, com uma mistura de influências que fica entre o HC latino, a cultura de rua do HCNY, além dos refrões sing-a-long de bandas Straight Edge, todos elementos que se fundiram numa grande banda.
A sequência veio com R.E.U.S (RENEGADOS EXCLUÍDOS ULTRAJANTES E SARCÁSTICOS), power trio já bem conhecido na cidade, por trazer uma mistura de influências, com momentos de rock psicodélico e clássico, punk rock e metal dando peso, sempre com uma pegada Hardcore.
INSURGENTES veio na sequência, com seu show sempre pesado e bem trabalhado, e sua mistura de elementos Crossover, entre Hardcore e Metal, show que marcou um momento de transição da banda, já que em breve irá trazer mudanças na formação.
A finalização da noite veio com ANGER CULT, trio de Jaraguá do Sul, que faz aquele bom e velho thrash, rápido, pesado e muito bem executado. Fechando o evento com aquela diversão que obriga o público a abrir o circle pit.
Foi um fim de tarde e noite entre amigos, e que deveria se tornar exemplo de solidariedade para todos, desde o público carrancudo dos shows de metal até a sociedade em geral, que cada vez mais colabora para aumentar as desigualdades e exploração das minorias.
Durante o evento, a ARRANHA CÉU PRODUTORA fez a captação de imagens de ação de todas as bandas presentes e do grupo musical indígena, para produzir videoclipes que depois serão publicados nas mídias sociais. O evento ainda contou com cobertura fotográfica (EVELISE OLIVEIRA FOTOGRAFIAS) e jornalística dos zines SILÊNCIO BRUTAL E SUBSOLO, da Webrádio FLORIPA ROCK e do jornal MIGUELITO.
Apoio
Jornal Miguelito
Célula Showcase
Evelise Oliveira Fotografias
Silêncio Brutal Zine
Floripa Rock
Arranha Céu Produtora
Realização
Netuno Rock
CEPIn
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