Aerosmith: consistência e surpresas durante show em SP

Resenha - Aerosmith (Allianz Parque, São Paulo, 15/10/2016)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Igor Miranda
Enviar Correções  

Em sua sexta passagem pelo Brasil, o Aerosmith se mostrou tão competente quanto das primeiras vezes, anos atrás. Em alguns pontos, chega a melhorar com o tempo.

Aerosmith: Slash diz que 1° show que viu deles foi horrível e Van Halen os detonou

Rolling Stone: Os 500 melhores álbuns da história em lista da revista

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A banda se apresentou neste sábado (15), no Allianz Parque, São Paulo (SP), para, aproximadamente, 45 mil pessoas – próximo à lotação máxima. Além da qualidade do quinteto americano, as recentes declarações que indicam a proximidade de uma aposentadoria estimularam os fãs a comparecerem ainda mais, visto que, em outras ocasiões, o grupo tocou para audiências um pouco menores em terras tupiniquins.

O local escolhido para o show não poderia ter sido melhor. A estrutura do Allianz Parque impressiona a qualquer um. Comodidades como os mais de 200 banheiros, bares/lanchonetes bem distribuídas (além da venda ambulante) e dezenas de encarregados em orientar o público fizeram com que a opção pelo estádio do Palmeiras fosse uma opção melhor que a Arena Anhembi, por exemplo, que já recebeu o Aerosmith no passado.

Antes do Aerosmith subir ao palco, a banda paulista Sioux 66 fez uma performance boa o suficiente para aquecer o público que aguardava por Steven Tyler e seus asseclas. Foram x minutos de um som pesado e envolvente. Hard n' heavy de pegada contemporânea e boas composições, incluindo as letras em português.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Os únicos pesares foram a timbragens dos instrumentos, que deixou a desejar (apesar de compreensível, visto que, geralmente, atrações de abertura têm pouco tempo para ajeitar tudo) e o sotaque gringo levemente forçado do vocalista. Nada, porém, que comprometa o bom show do quinteto, cujo repertório teve cerca de sete músicas e 30 minutos de duração. Entre os destaques, estão a autoral "Porcos" e os inusitados covers de "Black or White", de Michael Jackson (apenas um trecho) e "O calibre" (Os Paralamas do Sucesso).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Poucos minutos após às 21h, o Aerosmith subiu ao palco. Arebatador como sempre, o grupo surpreendeu ao abrir o show com "Draw the Line", clássica, porém pouco usual para o início dos shows. E, em comparação à performance de dias atrás em Porto Alegre, algumas surpresas permearam o repertório em sua primeira metade.

As previstas "Love in an Elevator" e "Cryin'", na sequência, agitaram o público – especialmente a última, com uma performance irretocável de Steven Tyler. "Eat the Rich", outra surpresa do setlist, agradou aos mais atentos à discografia do Aerosmith, enquanto "Crazy", logo após, arrancou suspiros e gritos em uníssono dos presentes.

"Kings and Queens", lado B louvável, ganhou interpretação espetacular de toda a banda. "Livin’ on the Edge", outra canção performática, conquistou o público e abriu alas para a intensa "Rats in the Cellar", com direito a uma boa jam final. A essa altura, o grupo estava todo à vontade, especialmente Steven Tyler, que brincava com o público e se deitava no palco com naturalidade.

O hit "Dude (Looks like a lady)" e a pouco lembrada "Monkey on my Back" destacaram a incrível potência vocal de Steven Tyler, que, aos 68 anos, mostrou fôlego de um menino e experiência de um mestre. "Pink" fez o palco ser tomado por luzes da cor rosa e o público ser fisgado por um hit gostoso tão bem tocado. "Rag Doll", logo após, manteve o nível com uma boa performance de Joe Perry na slide guitar.

"Stop Messin' Around", na voz de Perry, explicitou o lado blues do Aerosmith, com ótimos solos de Brad Whitford na guitarra, Steven Tyler na gaita e Bob Douglas, o sexto elemento, nos teclados. A desconhecida "Chip Away the Stone" mostrou, na sequência, que o Aerosmith vai além dos hits costumeiros em sua discografia. De uma pouco conhecida para um dos maiores sucessos, "I Don't Want to Miss a Thing" emocionou os presentes. E como canta Steven Tyler...

A boa versão para "Come Together" e a clássica "Walk this Way" deram fim ao setlist regulamentar com muita energia. No bis, a incrível "Dream on" foi precedida de trechos de "Home Tonight" e "You See Me Crying", mas logo uma das melhores faixas da banda ganhou forma. Por fim, "Sweet Emotion" encerrou, com pique e excelência, um repertório de quase duas horas, com algumas surpresas e muita consistência.

Entristece-me pensar que o Aerosmith logo chegará ao fim. Mesmo já em idade avançada, os músicos conseguem fazer um show em altíssimo nível, com tonalidades e batidas praticamente iguais às canções originais. Se você nunca foi a uma apresentação dos Bad Boys de Boston, não deixe passar: é uma experiência fora de série.

01. Draw the Line
02. Love in an Elevator
03. Cryin'
04. Eat the Rich
05. Crazy
06. Kings and Queens
07. Livin' on the edge
08. Rats in the Cellar
09. Dude (Looks Like a Lady)
10. Monkey on my Back
11. Pink
12. Rag Doll
13. Stop Messin' Around
14. Chip Away the Stone
15. I Don't Want to Miss a Thing
16. Come Together
17. Walk this Way
Bis
18. Dream on
19. Sweet Emotion

Veja galerias de imagens do show nos links abaixo:

http://musica.uol.com.br/album/2016/10/15/show-de-aerosmith-...

http://veja.abril.com.br/galeria-fotos/a-banda-norte-america...

A seguir alguns vídeos do show:

Comente: Esteve no show? Foi emocionante?




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Aerosmith: Slash diz que 1° show que viu deles foi horrível e Van Halen os detonouAerosmith
Slash diz que 1° show que viu deles foi horrível e Van Halen os detonou

Fever Aerosmith Cover: Fãs se juntam com banda para regravar clássico

Aerosmith: pandemia faz Joe Perry sentir que está de férias pela primeira vez em décadaAerosmith
Pandemia faz Joe Perry sentir que está de férias pela primeira vez em década

Marcos e Belutti: dupla canta Always de Bon Jovi e rock nacional em liveMarcos e Belutti
Dupla canta "Always" de Bon Jovi e rock nacional em live


Aerosmith: Steven Tyler e o peso de ser um frontmanAerosmith
Steven Tyler e o peso de ser um frontman

Steven Tyler: primeira vez aos 7 anos, com duas gêmeasSteven Tyler
Primeira vez aos 7 anos, com duas gêmeas


Rolling Stone: Os 500 melhores álbuns da história em lista da revistaRolling Stone
Os 500 melhores álbuns da história em lista da revista

Ortografia: como deveriam realmente se chamar as bandas?Ortografia
Como deveriam realmente se chamar as bandas?


Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Goo336x280 GooAdapHor Goo336x280 Cli336x280 GooInArt