Marillion: Banda emociona mais uma vez o público carioca
Resenha - Marillion (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 30/04/2016)
Por Marcelo Prudente
Fonte: RockBizz
Postado em 08 de maio de 2016
Depois de dois anos da última visita na capital fluminense, a banda progressiva Marillion retorna ao palco do Vivo Rio com um show de trejeitos de ‘best of’, onde o caráter festivo e contemplativo a uma carreira pautada por inúmeros hits foi a tônica de toda a apresentação.
Sem disco novo de estúdio para divulgar – que será lançado no segundo semestre deste ano –, os britânicos souberam, como sempre, emocionar o público com canções irrepreensíveis que edificaram suas carreiras e discografia de sucesso como é o caso de "The King of Sunset Town", que relembrou o ótimo álbum "Season End" e rememorou o porquê da grande aceitação do até então novo vocalista, Steve Hogarth – completa a banda Steve Rothery (guitarra); Mark Kelly (teclado); Pete Trewavas (baixo) e Ian Mosley (bateria) –, visto os predicados do disco e da canção citada.
O Marillion é uma das poucas, quiçá a única, bandas de rock progressivo considerada clássica que se mantém ativa nos dias de hoje, lançando discos de estúdio com periodicidade e que nada devem ao passado de glória, e uma das provas de tal afirmação pôde ser conferida sob os acordes de "Power", canção que compõe o mais recente lançamento, o brilhante "Sounds That Can’t Be Made".
A produção de palco foi de contornos simples com apenas um grande telão, ao fundo do palco, que trazia imagens respectivas às canções, o que fora mais que suficiente para a para celebração da noite progressiva, afinal, quando músicas do quilate de "You’re Gone"; "Hooks in You"; "Cover My Eyes (Pain in Heaven)" e "Man of a Thousand Faces" ecoam pelo PA tais detalhes de palco tomam um caráter efêmero.
O carinho e apreço dos britânicos pelo público brasileiro não é novidade, mas parece que os fãs cariocas são tratados de forma ainda mais especial, fato provado com a execução da emocional "Lavender", ganhada no ‘grito’ pelo público. E se a ideia era emocionar, o ápice emocional da noite veio com a canção "Sugar Mice", que representou o excelente disco "Clutching at Straws" e provou que uma banda pode ter seu momento intimista sem soar piegas e/ou gratuito.
As radiofônicas "Kayleigh"; "Beautiful" e "Easter", cantadas uníssono, enfatizaram, mais do que nunca, o atributo de ‘best of’ do show. "Sounds That Can’t Be Made" fora, infelizmente, prejudicada por problemas técnicos, gerando visível insatisfação em Steve Hogarth que logo, logo, sugeriu à execução de outra canção, sendo "Afraid of Sunlight" a escolhida para desanuviar os problemas da antecessora. E para fechar a primeira parte da apresentação veio à homenagem ao cantor/compositor, Prince, com a canção "King", que contou com imagens projetadas ao telão de ídolos que marcaram a história da música e cinema contemporâneo.
Para o primeiro ‘encore’ da noite, a progressiva "The Invisible Man" trouxe a tessitura complexa que todo fã de rock progressivo é ávido, figurando em um dos momentos mais celebrados do show. E para o segundo e último ‘encore’ e para finalizar a sexta passagem do Marillion na capital fluminense, a citada "Beautiful" e o clássico oitentista "Garden Party" convidaram o público a cantar cada verso e melodia, comprovando o quanto a música do Marillion é bem quista pelas bandas de cá.
Com quase duas horas de show, o Marillion fez o que lhe é atribuído e praxe: emocionar seu público com belas canções. Quanto ao público carioca se pode afirmar também que sua atribuição fora feita de forma brilhante, prestigiando e celebrando um dos principais nomes do rock progressivo. Agora, resta a torcida por um retorno breve com a divulgação do próximo registro de estúdio, que promete ser um álbum de contorno progressivo, complexo e denso, o que é uma afirmação mais que benvinda aos fãs do quinteto britânico.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
Baterista do Matanza Ritual e Torture Squad é dopado e roubado após show do AC/DC
As duas cantoras brasileiras que mereciam estar no Arch Enemy, segundo Mayara Puertas
O melhor guitarrista dos anos 1980, segundo Ritchie Blackmore: "Ele é absurdo"
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O clássico do Metallica que fez James Hetfield se encolher: "Aquilo foi ruim"
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
A piada de Phil Lynott sobre o Black Sabbath que fez Tony Iommi cair na risada


Marillion quer lançar o próximo álbum ainda este ano
Cruise to the Edge fecha lineup da edição de 10 anos com 33 atrações do mundo prog
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
Os onze maiores álbums conceituais de prog rock da história, conforme a Loudwire
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil


