Accept: Apresentação impecável da melhor banda veterana na ativa

Resenha - Accept (Carioca Club, São Paulo, 08/04/2016)

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Por Fabio Reis
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Se existe uma banda veterana ainda em atividade, que se encontra em uma fase tão excepcional, onde além de lançar discos que não devem nada para sua fase áurea, ainda é dona de performances ao vivo simplesmente arrasadoras e acima de qualquer ressalva, essa banda se chama Accept.

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Assisti-los no Monsters Of Rock em 2015, quando literalmente roubaram a cena e protagonizaram o que para muitos dos presentes, foi a melhor apresentação do festival, não passou de uma pequena prévia do que aconteceria na noite do dia 08 de abril, no Carioca Club, em São Paulo.

Foto tirada por Thiago Rahal
Foto tirada por Thiago Rahal

Foto tirada por Thiago Rahal
Foto tirada por Thiago Rahal

A tradicional casa de shows situada na região de Pinheiros, recebeu um ótimo público e mais uma vez, demonstrou ser o local mais apropriado para apresentações de médio porte. A acústica é perfeita e de qualquer lugar da pista, a visão do palco é excelente. Não houve banda de abertura e passados alguns minutos das 19 horas, a introdução de "Stampede" é ouvida e o frenesi do público é imediato. As cortinas se abrem e lá estavam os ícones Wolf Hoffmann e Peter Baltes, acompanhados de Mark Tornillo, o cara que deu nova vida a banda e os recém integrados Uwe Lillis (ex-Grave Digger), juntamente com o novato Christopher Williams.

A sequência inicial com três faixas presentes nos últimos trabalhos do grupo, apenas confirmaram a total receptividade do público e a qualidade das novas composições. "Stampede", "Stalingrad" e "Hellfire" formaram uma trinca funcional e principalmente em "Stalingrad", a interação com a platéia aconteceu de maneira impressionante, com todos os presentes cantando junto com a banda, fato este que se repetiria por diversos outros momentos na noite.

Foto tirada por Thiago Rahal
Foto tirada por Thiago Rahal

A tradicional introdução de bateria e baixo anunciava a execução do primeiro clássico e diretamente do álbum "Balls To The Wall" (1983), "London Leatherboys" contagiou a todos com seu refrão grudento. "Living For Tonite" foi a próxima a marcar presença, seguida da bombástica "Restless And Wild" e mais uma da chamada era de ouro, "Midnight Mover". É notória a facilidade com que Mark Tornillo canta as canções originalmente gravadas por UDO Dirkschneider e faz com que cada uma delas sejam apresentadas de maneira extremamente fiel e com uma performance impecável.

Duas músicas do mais novo registro, o ótimo "Blind Rage" (2014), vieram para dar uma pequena acalmada na plateia. A tipicamente Accept, "Dying Breed" e a acelerada e detentora de um ótimo refrão, "Final Journey", cumpriram bem o seu papel e serviram como uma ponte perfeita para uma das melhores composições da banda nesta nova fase, a candidata a clássico "Shadow Soldiers".

O set list parece ter sido escolhido a dedo e a execução de "Starlight", fez com que os presentes entrassem numa maquina do tempo e voltassem diretamente ao ano de 1981, quando o álbum "Breaker" foi lançado. Mostrando a pré-disposição de tocar músicas marcantes de todas as fases da banda, seguem com "Bulletproof", do muitas vezes esquecido, "Objection Overruled" (1993) e logo depois, a porrada "No Shelter", do disco que marca a volta do grupo, o irretocável "Blood Of The Nations" (2010).

Foto tirada por Thiago Rahal
Foto tirada por Thiago Rahal

Wolf Hoffmann durante todo a apresentação, demonstra o por que de ser reconhecido como um dos maiores guitarristas do Heavy Metal. Sua presença de palco é absurda e se nunca foi um músico extremamente técnico ou virtuoso, certamente recebe nota máxima nos quesitos feeling, criatividade e carisma. Um dos pontos mais altos da noite estava para se iniciar e o experiente guitarrista seria o responsável por transformar o Carioca Club num misto de emoções e sensações. Os riffs que anunciavam a chegada de um dos maiores clássicos de toda a trajetória do Accept foram desferidos e todos ali presentes, sabiam que chegava a hora de "Princess Of The Dawn" ser cantada em uníssono.

Era necessário um tempo para se restabelecer depois de tal momento e como perfeitos cavalheiros, tocaram duas músicas mais amenas, porém não menos marcantes. "Fall Of The Empire" e "Dark Side Of My Heart", antecederam o início da parte final do set, que começou com a matadora "Pandemic", outra candidata a clássico.

O final estava próximo e todos sabiam que alguns hinos máximos do Metal ainda estavam por vir, foi nesse clima de expectativa que a introdução de uma das canções mais emblemáticas do grupo invadiu os auto falantes do Carioca e o grito rasgado e potente de Mark Tornillo, deu início a devastadora "Fast As A Shark". A pista se transformou num verdadeiro inferno e todos os presentes cantavam, agitavam e iam a loucura.

Com a certeza de estar vivenciando uma noite atípica, os integrantes da banda saem do palco com largos sorrisos estampados nos rostos a após um breve instante, retornam para um bis memorável que iniciaria com nada menos que "Metal Heart". A canção é sempre uma das mais aguardadas dos fãs e como não podia deixar de ser, foi cantada a plenos pulmões pela platéia, que deu um show a parte ao interagir com Wolf em um dos solos de guitarra mais conhecidos de todos os tempos.

Foto tirada por Thiago Rahal
Foto tirada por Thiago Rahal

O bis ainda contaria com "Teutonic Terror", canção que devido a tamanha aceitação dos presentes, parecia ser um clássico da década de 80 e não uma composição de 2010. Para o fechamento, "Son Of A Bitch" com seu riff marcante e refrão forte e a música de maior sucesso da banda, a imprescindível "Balls To The Wall", para incendiar pela última vez a pista do Carioca Club e fazer todos os presentes gastarem o seu último reservatório de energia.

Quem teve o privilégio de comparecer a algum show recente do Accept, sabe o quanto é prazeroso ver um grupo com tantos anos de estrada, tocar um set com mais de duas horas de duração e não demonstrar nenhum sinal de cansaço. Mais uma vez, não investiram em apetrechos de palco, efeitos visuais ou qualquer outro artifício que pudesse tirar o foco da única coisa que os integrantes consideram importante: a música.

Apresentação impecável, desta que na minha visão, é a melhor banda veterana em atividade.

"Watch the damned, God bless ya
They're gonna break the chains, hey
No, you can't stop them, God bless ya
They're coming to get you and then

You'll get your balls to the wall, man
Balls to the wall"

Set List:

1. Stampede
2. Stalingrad
3. Hellfire
4. London Leatherboys
5. Living for Tonite
6. Restless and Wild
7. Midnight Mover
8. Dying Breed
9. Final Journey
10. Shadow Soldiers
11. Starlight
12. Bulletproof
13. No Shelter
14. Princess of the Dawn
15. Fall of the Empire
16. Dark Side of My Heart
17. Pandemic
18. Fast as a Shark
19. Metal Heart
20. Teutonic Terror
21. Son of a Bitch
22. Balls to the Wall

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Sobre Fabio Reis

Paulista, 32 anos, Editor do Blog Mundo Metal, fã de Rock Clássico e Diversos subgêneros do Metal. Banda favorita: Megadeth. Conheceu o Rock ainda quando criança por intermédio dos pais (amantes de Beatles) e com 11 anos já ia na galeria do Rock comprar seus primeiros LP's, desde sempre fez do Metal seu estilo de vida e até os dias de hoje essa paixão pela música só aumenta.

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