Glenn Hughes: hard, soul, funk colorindo a noite porto-alegrense
Resenha - Glenn Hughes (Opinião Bar, Porto Alegre, 18/08/2015)
Por Karen Waleria
Postado em 07 de setembro de 2015
Na terça-feira passada, dia 18 de agosto, Glenn Hughes apresentou-se na capital gaúcha, Porto Alegre. E desta vez o vocalista e baixista que já passou pelo DEEP PURPLE e BLACK SABBATH e, mais recentemente pelo BLACK COUNTRY COMMUNION e CALIFORNIA BREED, apresentou-se numa casa de show à sua altura, no Opinião Bar.
Ao lado de Hughes, os exímios Doug Aldrich (guitarra, ex-WHITESNAKE e DIO) e Pontus Engborg (bateria) que já tocou com Eric Martin (MR BIG) e Joe Lynn Turner, entre outros.
A performance do músico, que funde elementos do hard rock, do soul, do R&B e do funk como poucos, iniciou pontualmente às 21 horas. A casa de shows tradicional da noite porto-alegrense não encontrava-se totalmente lotada, fato que passou despercebido, pois o público que compareceu ao show cantou, vibrou desde a primeira música até a última música executada. Tanto o público quanto a banda demonstraram enorme empolgação desde o primeiro acorde...
O músico britânico, nas duas horas de duração do show, fez um apanhado de toda a sua carreira, composto por músicas que marcaram a sua carreira solo, além de clássicos das bandas que fez parte.
É inegável a química entre Hughes e Aldrich. Dava para sentir o prazer que sentiam por dividirem o palco. Retifico é inegável o prazer, desculpem o termo, é inegável o tesão que esse trio mostrou na sua performance. Uma aula de como se faz o "Bom e Velho Rock N' Roll.
Os sorrisos estampados nos rostos dos presentes diante do músico merecidamente conhecido como "A Voz do Rock" chamavam atenção. Confesso que dividia meu tempo entre apreciar o power trio no palco e as mais variadas reações do público diante do lendário músico, diante da banda.
"Stormbringer" faixa-título do segundo álbum do Deep Purple com Hughes abre o show que segue com "Orion" e "Way Back to the Bone", clássico do TRAPEZE...Logo em seguida Aldrich deixa o público ensandecido quando sola o hit do Deep Purple "Mistreated".
Essa música levou o público à loucura...Foi um dos ápices dessa noite gloriosa. A interpretação de "Good to be Bad" por Hughes, faixa composta por Aldrich em parceria com David Coverdale também foi matadora. Foram muitos momentos grandiosos, nesse grandioso show.
Depois de um hiato de cinco anos o músico estava novamente num palco gaúcho mostrando o porque faz jus ao título "The Voice of Rock". O tempo todo o público sorria, cantava, aplaudia os músicos,o show...Todos sabiam que teríamos um show de alta qualidade, mas minhas expectativas foram todas superadas.
Hughes possuí uma voz privilegiada, uma técnica perfeita.
Sem sombra de dúvida foi o melhor vocalista que já vi, ouvi ao vivo.
É certamente um dos mais talentosos cantores da história do rock, retifico, da história da música. Ele transita pelas mais variadas vertentes musicais, e a cada ano que passa melhora a sua performance. Contrariando aqueles que dizem que quando a idade chega, a voz muda e blá-blá- blá...
O músico possui uma facilidade incrível de transitar entre médios e agudos, indo para o falsete sem nenhum esforço. Deixando os que presenciam sua arte totalmente ENcantados, enfeitiçados.
Ele parece brincar de cantar. Ele é mestre na arte dominada por poucos mortais.
Outro ponto que chama atenção é a energia do músico que completou recentemente 63 anos. Hughes se movimentou o tempo todo no palco, interagiu constantemente com o público...
Acaba o show e o músico não esboça cansaço algum.
Mais um show que leva por àgua abaixo aquela falácia que o Rock N' Roll morreu...Não morreu, Fato.
E graças a músicos como Glenn Hughes, Doug Aldrich e Pontus Engborg que disseminam a boa música, nunca irá morrer.
Hughes, durante o show, disse mais de uma vez que volta ao Brasil em breve. Assim esperamos!
Fotos: Robert Vidal
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
O álbum do Testament onde os vocais melódicos de Chuck Billy não funcionaram
As bandas que Steve Howe recusou antes de se juntar ao Yes
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
Max Cavalera queria tocar bateria, mas Iggor era melhor que ele
A controvertida estratégia militar que gerou um violento hino punk e reapareceu no Metallica
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
O disco que define o heavy metal, segundo Lzzy Hale, vocalista do Halestorm
Rob Dukes não levou raiva por demissão em conta quando aceitou voltar ao Exodus
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
O álbum de rock rural que mistura candomblé e umbanda que Regis Tadeu adora
O exagero de John Bonham que Neil Peart não curtia; "Ok, já chega!"
A música de Paul McCartney que ele sempre odiou: "Tem uma letra horrível"
Jason Newsted, ex-Metallica conta o segredo para manter uma boa grana até hoje
Marcos Mion conta história de encontro (e manjada) com Bon Jovi no banheiro


A música gravada pelo Whitesnake que só foi tocada ao vivo por Glenn Hughes
O cantor que Glenn Hughes chama de "o maior de todos"
Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu
Os dois guitarristas que são melhores que Ritchie Blackmore, de acordo com Glenn Hughes
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!



