Grave Digger: Profissionalismo, qualidade e respeito ao Metal

Resenha - Grave Digger (Carioca Club, SP, 03/05/2015)

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Por Tom Macedo
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O quinteto de Heavy Metal Alemão Grave Digger, está em turnê divulgando seu último trabalho, o álbum "Return Of The Reaper". E o Brasil não foi esquecido pela banda. No último dia 03/05 foi a vez dos fãs Paulistanos serem contemplados com um show repleto de disposição e recheado de clássicos do grupo.

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Fotos: Kennedy Silva. Galeria completa em:
https://www.facebook.com/kennedysilvaphotos

O grupo se apresentou no Carioca Club, casa que não atingiu sua lotação, mas que recebeu um público que impressionava pela lealdade e admiração demonstrada. Confesso que fiquei realmente boquiaberto com os fãs, que recepcionaram a banda na entrada da casa aguardando a van que trazia o quinteto.

Já dentro do Carioca Club, todos os presentes buscavam o melhor local para acompanhar o show, o que se viu foi uma grade bastante disputada e um enorme coro gritando "Digger" quando as luzes se apagaram. As 19h:12min o tecladista da banda "H.P." Katzenburg, integrante que sempre se apresenta caracterizado de "morte", sobe ao palco e o delírio é geral. Em seguida os outros integrantes entram e fazem uma "Intro" emendando "Hell Funeral", que é sem dúvidas um dos maiores sucessos do álbum título da turnê.

Então executaram "The Round Table", Witch Hunter", "Dark Of The Sun", "Ballad Of a Hangman" e "Season Of The Witch". O vocalista Chris Boltendahl no auge de seus 53 anos, demostrou estrar em grande forma esbanjando qualidade vocal. O show continua com "Lion Heart", "The Last Supper", War God", "Hammer Of The Scots", "Tattooed Rider" e "The Curse Of Jacques". No mesmo dia do show aconteceram as finais de futebol dos campeonatos estaduais, e algum fã jogou a bandeira do Santos Futebol Clube no palco, objeto que não despertou interesse da banda e logo Chris joga de volta para o público. O quinteto toca em seguida um de seus maiores clássicos, "Excalibur", seguida por "Knights Of The Cross" e "Rebelion".

A banda então deixa o palco, todos aplaudem, mas ninguém se move de seu lugar. Todos os fãs sabiam que a banda iria seguir sua tradição e voltar para o Encore. E não demorou muito e a Grave Digger estava de volta para tocarem "Highland Farewell", "Morgane Lefay" e o hino "Heavy Metal Breakdown". Novamente os integrantes deixam o palco, menos o tecladista "H.P." Katzenburg, que com efeito de órgão finaliza a apresentação com um solo esmagador.

Novamente como na entrada, vários fãs saíram do Carioca Club e ficaram esperando a banda deixar o local.

A Grave Digger mesmo após 35 anos de estrada demonstra muito profissionalismo, qualidade e respeito ao Heavy Metal, e contabiliza agora sua nona passagem por terras tupiniquins. Que esse número não pare de crescer.

Setlist
1. Intro
2. Hell Funeral
3. The Round Table
4. Witch Hunter
5. The Dark Of The Sun
6. Ballad Of A Hangman
7. Season Of The Witch
8. Lion Heart
9. The Last Supper
10. War God
11. Hammer Of The Scots
12. Tattooed Rider
13. The Curse of Jacques
14. Excalibur
15. Knights Of The Cross
16. Rebellion
Encore:
17. Highland Farewell
18. Morgane Lefay
19. Heavy Metal Breakdown

Banda
Chris Boltendahl (vocal)
Axel Ritt (guitarra)
Jens Becker (baixo)
Stefan Arnold (bateria)
Hans Peter "H.P." Katzenburg (teclado)

Agradecemos a Rádio Corsário e ao Costábile Jr pelo credenciamento.




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Sobre Tom Macedo

Mineiro, Tom Macedo foi para São Paulo ainda pequeno. Com sete anos de idade, ganha de um colega da primeira série uma fita K7. A fita em questão era Seventh Son of a Seventh Son do Iron Maiden, e o pequeno garoto se apaixona pelo estilo musical até então desconhecido. Hoje, Tom é guitarrista e compositor de uma banda, é fanático por Kiss e diferente de todos em São Paulo, adora um congestionamento só para ter mais tempo de escutar o bom e velho Rock and Roll.

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