Arch Enemy: War Eternal Tour no Rio de Janeiro
Resenha - Arch Enemy (Circo Voador, Rio de Janeiro, 06/02/2015)
Por Marcelo Prudente
Postado em 12 de fevereiro de 2015
Inovar, transformar, renovar, mudar... Muitos são os verbos que sugerem ação de desenvolvimento que é uma das forças naturais constantes exercidas sobre tudo e todos, mesmo que a priori tal força seja mal quista, e talvez até imperceptível, é inevitável sua atuação e, consequentemente, seu efeito.
É sob a força constante de desenvolvimento que a banda sueca, Arch Enemy, pavimenta sua carreira e, lógico, aumenta e conquista legiões de adeptos a sua arte, o que fora fácil, fácil, comprovado no último dia 06, em sua primeira passagem na capital fluminense, quando o lendário Circo Voador viu suas estruturas estremecerem diante da desgraceira vinda dos PA’s.
Mas antes do apocalipse sueco transformar a tenda do Circo num prazeroso purgatório, o primeiro ato da noite ficou por conta da banda carioca, Melyra, onde seu bem vindo heavy tradicional temperado com boas doses do supra-sumo do hard rock, ganhou espaço e merecida adulação por parte do público. Canções do EP, Catch me If You Can, como "Beyond Good and Evil"; "Nightmare #1"; "Silence" e "Trip to Hell" dão perspectivas animadoras à banda, o que a pode reservar um futuro otimista e próspero.
O segundo e último ato da noite foi sob a regência do caos sonoro que atende também pelo epíteto de Arch Enemy. Em débito com o público carioca, a banda se retratou com uma apresentação pautada pelos irrepreensíveis predicados de sua música e, lógico, pelo brilhantismo individual dos seus músicos.
"Enemy Within" é o pontapé em noite de ode ao heavy metal da morte, e foi sem tempo para respirar ou mesmo vislumbrar um breve raio de luz em meio ao inferno instrumental que a canção homônima ao novo álbum,"War Eternal", ganha os falantes e profere a essência que se manteria por toda apresentação da banda.
O fundamento da afirmação inovação, renovação e mudança vêm, primeiramente, alicerçada pela genialidade do maestro da morte, Michael Amott (guitarra), e consequentemente por suas decisões, pois congregar seu talento ao de Alissa White-Gluz (vocal) trouxe energia extra ao que já era estabelecido como ótimo.
Como não bastasse, a inovação veio também sob a extraordinária habilidade de um dos mais importantes guitarristas da atualidade, Jeff Loomis (ex-Nevermore) – completa a banda Sharlee D’Angelo (baixo) e Daniel Erlandsson (bateria) –, onde sua experiência e técnica fazem da banda uma máquina que vocifera riffs e solos capazes de gerar uma avalanche sonora de proporção devastadora.
"No More Regrets"; "My Apocalipse"; "Dead Eyes See No Future"; Dead Bury Their Dead"; "We Will Rise" e "Nemesis" são alguns dos temas que reclamam o direito de serem taxadas como clássicas do metal da morte e foram responsáveis pelo hecatombe em forma de urros, gritos, mosh pits, punhos cerrados ao ar...
Os céticos indagariam o motivo para tanta bajulação, entretanto, só quem saiu de casa e foi presenciar o maravilhoso purgatório musical proporcionado pelos suecos consegue mensurar o prazer de ver uma banda já estabelecida, mas que mantém o sangue nos olhos de quem tem que provar seu valor e/ou talento ao mundo. E, para o prazer de seu fiel público, o Arch Enemy é assim.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
As bandas que Mick Jagger e Keith Richards não conseguiam suportar
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
O rockstar que Rob Halford visitou sem avisar e causou uma confusão dos diabos
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
O que Johnny Ramone nunca conseguiu entender sobre o grunge
A cirurgia que membros do Metallica, Slayer e Megadeth precisaram fazer, diz Hetfield
Ghost entra para o "Clube do Bilhão" do Spotify com "Mary on a Cross"
O detalhe na bateria de Dave Grohl que Josh Homme não consegue explicar
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
David Reece se reunirá com o Accept para dois shows na Europa
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
Vocalistas: algumas das grandes vozes do rock
O planejamento da Legião Urbana para 1997 caso Renato Russo não tivesse morrido
Dez hits do heavy metal que podem ser ouvidos por quem não gosta do estilo

Rolling Stone publica listas com os 200 melhores rocks do século atual
Angela Gossow conta em detalhes como Lauren Hart se tornou vocalista do Arch Enemy
De Trivium a Ozzy Osbourne, 150 músicas lançadas nos anos 2020 que merecem sua atenção
Arch Enemy trabalha "lentamente" em novo álbum, revela Michael Amott
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



