Rick Wakeman: Noite especial para o público gaúcho

Resenha - Rick Wakeman (Auditório Oi Araújo Vianna, Porto Alegre, 31/10/2014)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Guilherme Dias
Enviar correções  |  Ver Acessos














O virtuoso tecladista RICK WAKEMAN retornou para o Brasil para encantar os adoradores do rock progressivo. Em Porto Alegre realizou duas apresentações, a primeira com o seu set-list convencional e a segunda com um formato diferente.

Fotos por: Liny Oliveira
facebook/photoslinyoliveira

A noite do dia 31 de outubro foi especial para o público gaúcho. A única apresentação de Wakeman no Brasil que recebeu uma orquestra clássica completa e um coro. O objetivo desse encontro com o publico foi para tocar na íntegra o clássico disco "Journey to the Centre of the Earth" que está completando 40 anos. O mesmo já tinha acontecido no ano de 1975 quando Rick se apresentou na capital gaúcha pela primeira vez, em uma época onde shows internacionais eram raríssimos no nosso país.

O álbum foi originalmente gravado ao vivo em Londres, devido ao alto custo para uma orquestra gravar em um estúdio. E também limitada, devido ao limite de duração de um LP muitos trechos ficaram de fora. Nessa apresentação Rick e sua banda tocaram além dos 40 minutos do LP original.

Próximo das 21 horas (horário marcado para início da apresentação) o público começou a lotar o Auditório Oi Araújo Vianna. A Orquestra Unisinos Anchieta e o Coral Porto Alegre foram os responsáveis em acompanhar Rick Wakeman nessa emocionante jornada. Após a entrada de todos os músicos da orquestra e do coral, todas as luzes foram apagadas. Rick e seus parceiros de longa data subiram no palco logo em seguida, e as luzes do palco foram acesas. Com a sua tradicional, imensa e brilhosa capa, Rick subiu na plataforma que sustentava uma dezena de teclados. A apresentação com orquestra e coro em Porto Alegre foi única no Brasil, porém na turnê europeia no primeiro semestre, esse formato foi utilizado diversas vezes ao vivo, incluindo também um set acústico antes das apresentações, o que ficou de fora por aqui.

O vocalista Ashley Holt esteve na gravação original, participou do primeiro show de Rick em Porto Alegre e esteve presente novamente para mais um show. Holt dividiu os vocais com a cantora gaúcha Ana Lonardi. Dave Colquhoun (guitarra) entrou no palco de muletas, devido a sua perna esquerda quebrada e ficou boa parte do show sentado em uma cadeira. Tony Fernandez (bateria) foi o outro músico que estava no antigo show na capital gaúcha e completando a cozinha, estava no palco Matt Pegg (baixo).

A formação sinfônica da orquestra teve 41 músicos (incluindo instrumentos de sopro, percussão, cordas friccionadas e harpa) e o coro contou com 24 cantores de todos os naipes. O entrosamento filarmônico com a banda de Rick foi muito boa, mesmo com pouco tempo de ensaio. Apenas o coral foi prejudicado, pois não era possível ouvi-lo com clareza em todos os momentos. Nos momentos de maior destaque do coro muitas palmas foram dadas pelos fãs do rock progressivo. A narração foi feita por Alvaro Luthi, que em português fez uma ótima interpretação da clássica obra.

As primeiras palavras do britânico tecladista com o público foram após o término do último segmento do disco, no início do primeiro bis. Disse que seu português é terrível, e também o espanhol, o alemão e o próprio idioma inglês. Apresentou a banda, o narrador, o maestro Guy Protheore, e enalteceu a orquestra e o coro, dizendo que estavam sendo ótimos na noite.

O público foi pouco participativo na primeira metade do show, reagindo apenas quando os músicos da banda pediam as palmas no ritmo das músicas. Mas quando Rick saiu do palco com o seu keytar, andando pelos corredores do Araújo Vianna, o público foi à loucura, inclusive seguindo o tecladista no seu trajeto. Assim que Rick retornou para o palco, as poltronas numeradas do auditório foram abandonadas pelos fãs, com a maioria ficando em pé, muito próximos ao palco. Antes de enlouquecer o público com o seu passeio, ele realizou um dueto com o guitarrista Dave que ficou em pé naquele momento. Ainda no bis, o tecladista disse que tocaria o final da obra novamente, porém de uma forma diferente. Rick chamou a sua banda, o maestro e o narrador para se despedirem dos seus fãs três vezes, inclusive enganando alguns espectadores que saíram do local antes dos últimos acordes do tecladista.

Com os seus 65 anos de idade, Wakeman parece estar no seu auge, sem deixar a desejar em momento algum. O público gaúcho espera por um retorno breve para mais noites magníficas. Esse show ficou na história de Porto Alegre devido à qualidade sonora e visual do espetáculo, visto que as luzes do palco acompanharam muito bem a jornada inteira.

Journey to the Centre of the Earth
The Preface (Narrativa)
The Journey Overture
Journey's Dawn
Crystals (Narrativa)
The Gothic Cathedral
The Quest for Water (Narrativa)
The Hansbach
Fervent Prayer (Narrativa)

The Recollection
Lost and Found (Narrativa)
Echoes
4 Miles (Narrativa)
The Reunion
A New Vista (Narrativa)
A World Within a World
The Raft (Narrativa)

The Battle
Cumulus Clouds (Narrativa)
The Storm
The Cemetery (Narrativa)
Quaternary Man
The Ravine (Narrativa)
The Dance of a Thousand Lights
Mastodons (Narrativa)

The Forest
Ages of Man (Narrativa)
The Tunnel
Hall of the Mountain King
Mount Etna

Time Within Time (Narrativa)
Ride Of Your Life
Ages of Man (Reprise)
The Tunnel (Reprise)
Hall of the Mountain King (Reprise)
Mount Etna (Reprise)



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Rick Wakeman"Todas as matérias sobre "Yes"


Mudanças: 5 bandas que seguem sem membros da formação originalMudanças
5 bandas que seguem sem membros da formação original

Rock Progressivo: as 25 melhores músicas de todos os temposRock Progressivo
As 25 melhores músicas de todos os tempos


Iron Maiden: o passado vergonhoso registrado em fotosIron Maiden
O passado vergonhoso registrado em fotos

Heavy Metal: os vinte melhores álbuns da década de 80Heavy Metal
Os vinte melhores álbuns da década de 80


Sobre Guilherme Dias

Fanático por heavy metal e hard rock desde os 12 anos de idade. Coleciona CDs e LPs, principalmente do Helloween e seus derivados. Colabora com o site desde 2013. Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Mais matérias de Guilherme Dias no Whiplash.Net.