Rock Cordel: Show com quatro veteranas do público cearense

Resenha - Rock Cordel (CCBNB, Fortaleza, 23/05/2014)

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Por Leonardo M. Brauna, Fonte: Rock-Ce
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O “Rock Cordel” abriu sua programação no dia 21 de fevereiro e durante as sextas-feiras seguidas vem recebendo artistas da música underground até a realização do festival que será do dia 16 a 26 de julho. O Metal pesado é um dos atrativos do calendário – já pisaram no palco até aqui, nomes como SOH, Oráculo, Warbiff, Fist Banger e muitos outros. No momento desse registro estavam quatro veteranas do público cearense.

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FOTOS: André Rocha

Pontualmente na hora marcada, a tia assassina GSTRUDS levou para os presentes muito peso e descontração. Músicas como ‘Puta Purulenta’ e ‘Maldição Do Ovo’ que fazem parte do CD ‘Only Tia Gertruds Is Real’, foram executadas pelo quarteto que também brindou os bangers com composições antigas como, ‘Panelada’ e ‘Vingança Do Seu Madruga’. Um dos momentos mais brutais aconteceu em ‘Churrasco Dos Vermes’, com a participação de Felipe Ferreira (baixista e vocalista do Clamus) nos vocais e o ‘frontman’ Luiz Lemos da “GS” descendo do palco para rodar no ‘circle pit’.

A empolgação seguiu com CLAMUS e seu furioso Death/Thrash. A banda se destaca pela performance vocal dividida entre o baixista, Felipe e o guitarrista Lucas Gurgel. O trio que também conta com Edu Lino na bateria, divulga o EP III que mostra uma banda bem mais técnica e violenta e, que também, já começou a emplacar belos elogios na imprensa especializada. Em palco, a fórmula se repete com guturais e rasgados alternados, combinados às palhetadas de Lucas e ao baixo de Felipe. Por um instante a força causou uma queda na eletricidade, porém a equipe técnica fez sua parte antes da festa esfriar. Lucas aproveitou o momento para agradecer ao programa cultural e à massa de bangers presente. Entre as músicas do Clamus, entrou no ‘set list’ o cover de ‘Wolverine Blues’ (Entombed).

O momento aguardado pelos ‘Speedthrashers’ chegou empossando o DARKSIDE. O novo baterista Bosco Lacerda (ex-Final Prophecy) teve três ensaios para pegar o repertório, e assim o fez sem ressalvas. A intro ‘The Apocalypse Bell Part. II’ abre as portas para ‘Legacy Of Shadows’, nova canção tocada em outros shows que já tem seu refrão acompanhado pelos fãs. O vocalista Marcelo Falcão vem evoluindo suas entonações a cada palco, sendo este um de seus melhores momentos. O povo, mais aglomerado, procurava espaço na pista para comportar as rodas que iam surgindo. O público headbanger tem sido um grande expoente das programações e cantou com a banda a primeira execução do álbum ‘Prayers In Doomsday’, ‘Sacrificed Parasites’, para então receber as notas de ‘Born For War’. O momento foi de estrapolação completa, uma troca insana de energia que você pode até conferir no Youtube. As pedras rolaram com mais duas inéditas, ‘Dust Devil’ e ‘Megashits On Microminds’ até chegar em ‘Bubonic’, canção que se tornou hino para os fãs.

Depois de um ‘satge diving’ do guitarrista Tales Groo, o Darkside se despede junto com a tarde e, para continuar, a noite não poderia trazer atração melhor do que o Obskure. Os “obscuros” começam o set com ‘Brave’s Arrival’, passagem que abre o primeiro álbum, ‘Overcasting’ (1997) para então ecoar ‘Christian Sovereign’, lançada como clipe de divulgação de ‘Dense Shades Of Mankind’ (2012). A galera incansável se dividia entre os que ficavam ‘bangeando’ e os que se lançavam do palco, enquanto isso os músicos começam trabalhar em ‘Aton’s Servant’. O vocalista Germano Monteiro cativa o público e incita a fazerem rodas que, evidentemente, era atendido. O repertório seguiu com ‘Tension Eve Massacre’ e ‘Hidden Essence Rescue’, música que traz participação da vocalista Claudine Albuquerque (Nafandus) na versão de estúdio. O clima dos teclados de Fabio Barros – acertando nuances com os solos e riffs da dupla Amaudson Ximenes e Daniel Boyadjian – ao vivo é tão perfeito quanto nos álbuns, a cozinha do batera Wilker D’angelo e do baixista Jolson Ximenes é tão entrosada que, até fora do Obskure, trabalham juntos em outros projetos. Aqui a apresentação foi seguindo com ‘Memories Of A Recent Past’, ‘Barren Evolution’, ‘From One Who Stopped Dreaming’ e a velhinha de 1992, ‘Factoring Sarcasm’. O evento terminou com Germano se atirando aos fãs e a banda saindo do palco sob uma chuva de aplausos.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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