Imagine Dragons: Plateia afiada e som limitado no Lollapalooza

Resenha - Imagine Dragons (Lollapalooza Brasil, São Paulo, 05/04/2014)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Diego Camara
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Este era sem dúvidas um dos shows mais esperados da garotada. Expoente da nova geração do rock, o IMAGINE DRAGONS veio com tudo para o Lollapalooza para tentar demarcar seu nome definitivamente como banda da nova geração. O público compareceu em peso ao palco Ônix: a garotada na vontade ver a banda que ouvem nas rádios, no MP3 e em todos os lugares; os mais velhos querendo saber o que diabos seria esse artista e se ele seria capaz de traduzir no palco aquilo que fazem no disco. No final, boa parte do público saiu energizada, mas a maioria acabou na interrogação, sem saber ainda do que esses caras são capazes.

The Strokes: banda deve se juntar ao Guns N' Roses no LollapaloozaGuitarristas: os 10 maiores de todos os tempos segundo a Time

Fotos: Renan Facciolo / Roadie Crew

O Palco Ônix, um dos reservados para tocar as principais bandas da noite, parecia um plano bem arquitetado. A elevação na parte de trás, como que uma montanha, criava um clima meio de arena. Parecia bonito, teoricamente parecia muito inteligente... certo? Porém não, não foi. Nem para a visão do público, que mesmo do alto apanhou bastante para conseguir ver a banda, nem para o áudio que não conseguiu nem de perto alcançar os ouvidos dos fãs, que eram muitos: parecia que o público quase como um todo estava extremamente curioso para saber afinal do que essa nova geração era feita.

A banda abriu o show com "Fallen" e "Tiptoe", duas ótimas músicas do único disco full da banda, "Night Visions", e desde o início o som sofrível não conseguia alcançar os ouvidos do público, que se entreolhava e não sabia muito o que estava acontecendo. A plateia da frente, porém, parecia escutar muito bem, e puxou a banda com ótima vontade. Cantando juntos, levantando os braços, causaram ali mais que a banda e rivalizaram com os vocais de Dan Reynolds.

O setlist, para o porte de uma banda de um único álbum, realmente se saiu muito bem e causou o efeito necessário na plateia, que cantou em boa parte do show e serviu como termômetro da banda. O público, porém, pareceu em geral não entender muito bem o cover de "Song 2", do BLUR. Será que realmente a maioria do público não conhecia a letra da música? O refrão, repetido, era fácil de prever e cantar junto.

O grande destaque do show foi o vocalista Dan Reynolds, que mostrou ser um excelente frontman, dominando o público e guiando a cantoria dos fãs, que não paravam um instante sequer. A capacidade de improvisação da banda, porém, era pouca, e se fixava mais na percussão de Daniel Platzman, que parece ser o integrante mais talentoso da banda e o responsável por puxar e conduzir o ritmo do Imagine Dragons.

Fechando o show, a sequência final realmente emocionou o público. "On Top of the World", em um ritmo tranquilo e muito puxado para o reggae, fez o público cantar com vontade seu refrão. Realmente aquele tipo de música para animar o público. O show foi fechado com o hit maior da banda, "Radioactive", com uma puxada extremamente enjoativa do refrão, que é repetido em uníssono por todo o público: pegajoso, perigoso, prende na cabeça, por essas e outras a banda conquistou seu espaço tão rápido e, se continuar a fazer uma música simples e pegajosa, ainda vai dar muito o que falar para a garotada, que parece estar muito familiarizada com este nível musical.

Imagine Dragons é:
Dan Reynolds - Vocal
Ben McKee - Baixo
Wayne Semon - Guitarra
Daniel Platzman - Bateria

Setlist:
1. Fallen
2. Tiptoe
3. Hear Me
4. It's Time
5. Amsterdam
6. Rocks
7. Song 2 (cover do Blur)
8. Cha-Ching (Till We Grow Older)
9. Demons
10. Bleeding Out
11. On Top of the World
12. The River
13. Radioactive




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Lollapalooza"Todas as matérias sobre "Imagine Dragons"


The Strokes: banda deve se juntar ao Guns N' Roses no LollapaloozaThe Strokes
Banda deve se juntar ao Guns N' Roses no Lollapalooza

Resenha - Metallica (Autódromo de Interlagos, Lollapalooza, São Paulo, 25/03/2017)Resenha - Metallica (Autódromo de Interlagos, Lollapalooza, São Paulo, 25/03/2017)
Resenha - Metallica (Autódromo de Interlagos, Lollapalooza, São Paulo, 25/03/2017)

Metallica: apresentação no Lollapalooza afugentou alguns fãs?Metallica
Apresentação no Lollapalooza afugentou alguns fãs?

Pearl Jam: O Brasil é a capital mundial do rock'n rollPearl Jam
"O Brasil é a capital mundial do rock'n roll"


Guitarristas: os 10 maiores de todos os tempos segundo a TimeGuitarristas
Os 10 maiores de todos os tempos segundo a Time

Scorpions: As 20 melhores canções com temática românticaScorpions
As 20 melhores canções com temática romântica

Metal Progressivo: os dez melhores álbuns do estiloMetal Progressivo
Os dez melhores álbuns do estilo

Black Sabbath: "Nos separamos por causa do Live Evil"Mulheres: 10 músicas que ajudarão a conquistá-lasDesfalque: quando a falta de um membro original faz toda a diferençaChris Cornell: família refuta que ele tenha se matado intencionalmente

Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

Mais informações sobre Diego Camara

Mais matérias de Diego Camara no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336