Rockideologia: resenha de show do Titãs em Bertioga
Resenha - Titãs (Bertioga, SP, 17/05/2013)
Por David Oaski
Postado em 23 de maio de 2013
Mal conhecia Bertioga antes do show. Apesar de ser uma cidade vizinha da minha, eu nunca tinha tido oportunidade, tampouco curiosidade em desbravar o município, porém com o anúncio do show dos Titãs como parte das festividades para comemoração do aniversário da cidade o momento chegara, eis um excelente motivo para conhecer uma cidade, um show de rock.
Cheguei ao local – uma tenda para eventos montada ao lado da praia – e o mestre de cerimônias já anunciou que em 10 minutos a banda subiria ao palco. O público, ao contrário do que eu imaginava, não era composto por adolescentes funkeiros, mas sim por um pessoal que conhecia a banda e estava lá pra assistir ao concerto e não pra tumultuar.
A banda subiu ao palco por volta de 21:00h, abrindo o show com o rock n’ roll "Lugar Nenhum", já dando uma amostra do que veríamos nos próximos 90 minutos. Chamou atenção logo de cara, que só estavam no palco os Titãs, sem nenhum músico adicional, além do batera. Eram os quatro monstros no palco: Paulo Miklos nos vocais e guitarra; Branco Melo nos vocais e contrabaixo; Sérgio Britto no teclado, contrabaixo (em algumas canções que Branco cantou) e vocais; e Tony Bellotto esmerilhando na guitarra, havia também o músico contratado que tem tocado bateria com a banda desde a saída de Charles Gavin em 2010, Mário Fabre.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O repertório não podia ser melhor, aliás isso não é difícil quando se trata de uma banda com 30 anos de carreira e uma infinidade de hinos e canções que marcaram gerações. Rolaram as pauleiras clássicas: "AA UU", "Polícia", "Bichos Escrotos", "Diversão" e "Cabeça Dinossauro"; as também clássicas "Flores", "Comida", "Televisão", "Sonífera Ilha", "Homem Primata" e a inesperada e surpreendente (pelo menos pra mim) "O Pulso", com Branco Melo nos vocais; rolaram também as baladas inconfundíveis e cantadas em uníssono por todos: "Epitáfio", "Pra Dizer Adeus" e "É Preciso Saber Viver"; rolou também uma "homenagem" aos políticos através da recente "Vossa Excelência". Teve espaço até para o lançamento mundial – palavras de Paulo Miklos – de três músicas novas "Terra a Vista" (Branco Melo canta), "Fala Renata" (Sérgio Britto canta) e "Baião de Dois" (nome provisório – Paulo Miklos canta).
Vale ressaltar a energia e vitalidade da banda, confesso que por ser um show aberto e gratuito, eles poderiam tocar no ‘automático’, mas não foi o que se viu, os caras pareciam garotos e todos interagiam com a plateia e mostraram que a paixão em subir a um palco continua a mesma.
Apesar da decepção que foi o disco mais recente da banda, "Sacos Plásticos", de 2009, os Titãs mostraram que a chama continua acesa, sendo que as três canções novas tocadas remetem ao peso que a banda tinha em boa parte dos anos 80 e primeira metade da década de 90, talvez estejam contaminados e energizados pela turnê comemorativa do "Cabeça Dinossauro" que rodou o país.
Enfim, o Titãs é, sem dúvida, uma das três maiores bandas do Brasil e na minha opinião, a que possui um repertório mais interessante, pois tratam-se de vários compositores trabalhando em conjunto, o que proporciona uma diversidade criativa e sonora única. Quanto ao show, foi emocionante para um fã como eu, ver pela primeira vez os caras de perto, tocando com aquela energia.
Longa vida aos Titãs!
David Oaski
Disponível também em:
http://rockideologia.blogspot.com/2013/05/resenha-show-titas-aniversario-de.html
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