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UFO no RJ: Mantendo a pegada após 40 anos de carreira

Resenha - UFO (Teatro Odisseia, Rio de Janeiro, 14/05/2013)

Por João Paulo Linhares Gonçalves
Em 16/05/13

Começo de noite de uma terça-feira que parecia calma no Rio de Janeiro, mas guardava uma grande atração para o público carioca - inédito até então, o UFO estava com apresentação marcada para o Teatro Odisseia, modesta casa de shows localizada na Lapa, o tradicional bairro boêmio carioca, mas acostumado a receber sambistas - os poucos roqueiros costumam tocar no Circo Voador. O Teatro Odisseia, nos últimos meses, vem mudando e dando mais uma alternativa para o roqueiro carioca. Uma alternativa que me parece bastante válida, já que o público de rock no Rio de Janeiro me parece cada vez menor - pelo menos os que estão realmente interessados em ir aos shows.

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Com essa perspectiva, ao chegar na casa encontro uma pequena fila que rapidamente andou, permitindo aos fãs que se acomodassem e consumissem as devidas doses de cerveja. Pouco depois de uma hora da abertura, a casa lotou, e a expectativa foi crescendo para a apresentação. No palco, um único roadie ia configurando e verificando os instrumentos e microfones, tocando pequenas tiradas de Metallica na guitarra só pra provocar um pouco a galera.

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O palco do Teatro Odisseia é bem pequeno, fiquei imaginando se realmente caberia a banda toda ali. Por volta de 20:45, os britânicos (mais o norte-americano Vinnie Moore) se posicionaram um do lado do outro, bem pertinho, sem muito espaço para movimentações, me mostrando que sim, caberiam - e fariam um showzaço! Sem enrolação nem delongas, partiram para "Lights Out", canção do álbum de mesmo nome que foi muito bem recebida, um belo início para o show. "Mother Mary" e até mesmo as 'novas' "Fight Night" (uma das melhores do último disco da banda, "Seven Deadly") e "Wonderland" agradaram muito. A banda já se sentia bem à vontade e Phil Mogg já conversava com a plateia, brincando sobre o fato de uma criança assistir ao show na parte superior e com duas mulheres que conversavam sem parar. Ele também brincou com o tamanho do palco, dizendo que não conseguiria dançar como Beyonce, muito menos como Michael Jackson...

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Brincadeiras à parte, Phil nos brindou com uma performance perfeita, vocais de primeira que sempre foram uma das marcas registradas da banda. Paul Raymond revezava entre os teclados e a guitarra, mantendo a base para que o virtuoso Vinnie Moore, muito sorridente e sempre fazendo caras, esmerilhasse seu instrumento de forma maravilhosa. Vinnie encaixou perfeitamente na banda, pouca gente reclama ou se lembra que ele está substituindo Michael Schenker (já são quase dez anos no UFO). O baixista Rob De Luca ficou mais acanhado, fazendo alguns backing vocals e sua parte, se destacando mais em "Cherry", com sua introdução. Lá atrás, o veterano Andy Parker largava a mão no seu kit de bateria com a competência habitual. Bom ver uma banda que mantém a pegada mesmo após quarenta anos de carreira.

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A melhor parte do show é o seu final, com uma sequência forte de clássicos: "Too Hot To Handle", "Rock Bottom", estendida a mais de 10 minutos; e o bis em que a banda nem sai do palco (Mogg brinca um pouco com isso também), com "Doctor Doctor" e o encerramento com "Shoot Shoot". Um show de primeira que merecia um palco e uma casa mais grandiosa, com certeza. O problema é que o público de rock no Rio de Janeiro só encolhe, então temos que agradecer por este excelente show ter passado por aqui. Ainda bem que a pequena casa encheu - shows assim em pequenos palcos costumam ser ainda melhores!!

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Set list da apresentação:

"Lights Out" ("Lights Out")
"Mother Mary" ("Force It")
"Fight Night" ("Seven Deadly")
"Wonderland" ("Seven Deadly")
"Cherry" ("Obsession")
"Let It Roll" ("Force It")
"Burn Your House Down" ("Seven Deadly")
"Only You Can Rock Me" ("Obsession")
"Love To Love" ("Lights Out")
"Hell Driver" ("The Visitor")
"Venus" ("Walk On Water")
"Too Hot To Handle" ("Lights Out")
"Rock Bottom" ("Phenomenom")
Bis:
"Doctor Doctor" ("Phenomenom")
"Shoot Shoot" ("Force It")

Um abraço rock and roll e até o próximo show!!

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Garimpeiro
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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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