Enforcer: no palco, suecos agem como se estivessem nos 80's

Resenha - Enforcer (Arena Metal, São Paulo, 21/04/2013)

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Por Diego Simi
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Depois dos canadenses do Skull Fist detonarem palcos Brasil a fora no comecinho deste ano, foi a vez dos suecos do Enforcer seguirem com a invasão de bandas de Heavy Metal underground na cena promovendo o mais recente lançamento, “Death By Fire”.

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Com escalas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Atibaia-SP e Conselheiro Lafaiete-MG, a tour desembarcou no último dia 21 na capital paulista. O local escolhido foi a já tradicional “Arena Metal”, uma casa de shows pequena e escura, mas que vem caindo cada vez mais no gosto do metalhead paulistano.

Pra fazer o esquenta antes da correria dos escandinavos, uma seleção de bandas de Heavy e Thrash Metal iam se revezando na escuridão do stage do clube. Harpago e Clenched Fist foram as primeiras – infelizmente, não cheguei a tempo para assisti-las-. Com um pouco mais de renome no nicho underground, Leather Faces e Comando Nuclear foram deixando o bate-cabeça mais intenso. Um pouco depois, os argentinos do Tungsteno vieram com toda humildade do mundo e extraíram muitas bangueadas do público com seu Thrashão raivoso.

Era quase oito da noite quando o vocalista Olof Wikstrand acompanhado de Joseph Tholl, Tobias Lindqvist e Jonas Wikstrand (guitarrista, baixista e baterista, respectivamente) desceu ao palco, mas não para se apresentar, e sim montar o próprio equipamento. Com tudo no esquema, os caras subiram os degraus que ligavam o palco ao camarim enquanto a intro “Bell of Hades” emanava das caixas. Alguns segundos depois, o Enforcer retornou em definitivo e abriu a noite com “Death Rides This Night”, para delírio dos quase 300 fãs.

O Enforcer é mais um dos grupos que vem aparecendo com o renascimento da cultura oitentista na onda do Metal. O som dos caras pega aquela base clássica tipicamente inglesa como do velho Iron Maiden, Grim Reaper, Saxon, e põe isso pra rodar numa linha totalmente Speed Metal. O resultado é um som bem veloz, melódico e simples, como em “Mistress From Hell”, canção que chacoalhou mais cabeças.

Apesar de a maioria das músicas da banda nórdica primarem pela simplicidade, “Katana” mostrou o lado mais detalhista do show. Climas, nuances e mudanças de ritmo e velocidade iam passando como páginas de um livro em seus seis minutos de duração. A música é uma espécie de “Hallowed Be Thy Name” ou “Phantom of the Opera” do Enforcer, mas com a adição de um refrão totalmente energético e grudento: “Katana, Katana! When it leaves your side to reap - Katana, Katana! Bringing rivers of blood to weep - The dew on the trees of Shiroyama - Has the color of your sun”.

Mesmo sendo um pouco introvertidos fora do palco, ao lado dos PAs os suecos agitam como se estivessem nos anos 80. Em meio a porradas como “Mesmerize By Fire” e “Midnight Vice”, Olof chegava na beiradinha do stage empunhando sua Gibson e curtia cada acorde com os fãs. O guitarrista Joseph Toll fazia questão de solar o mais próximo possível da rapaziada. Eu mesmo “participei” de um de seus solos. E como na Arena não tem grade, a sensação de proximidade aumenta ainda mais. Se os fãs estavam curtindo o show do Enforcer, o Enforcer assistia o show da galera.

Já estava tarde e pra fechar a noite, a banda mandou “Into the Night” e “Evil Attacker” pra cima da multidão de headbangers, que já deixava transparecer os sinais de cansaço depois de horas seguidas de Metal na cabeça. Mesmo assim, a agitação não deu tréguas.

Aprovados e ovacionados, os caras desceram para pista para conversar com os fãs e beber uma ou duas cervejas. O show do Enforcer mostrou que o clima do underground é sempre mais especial. No underground você não vai e simplesmente vê, você participa também, faz parte da apresentação, tanto quanto a própria banda. Mesmo que seja melhor ir a um show do Iron Maiden ou do Helloween – ok, eu também curto mais -, dificilmente alguém terá a chance de tomar um goró com os caras ou banguear com a banda olhando para você, gritando para você. É isso que faz a diferença em shows como esse do Enforcer na “Arena Metal”.

ENCERRAMENTO

Enquanto o Enforcer circulava pela casa, o Torture Squad metia bala nos pouquíssimos fãs que restavam às 23h de um domingo. Pelo horário, infelizmente muita gente foi obrigada a deixar o som dos thrashers de lado.

Line up:

ENFORCER
Olof Wikstrand - vocais, guitarra
Joseph Tholl - guitarra
Tobias Lindqvist - baixo
Jonas Wikstrand - bateria

01. Bells of Hades
02. Death Rides This Night
03. Mistress from Hell
04. Katana
05. Mesmerized By Fire
06. Take Me Out Of This Nightmare
07. On The Loose
08. Midnight Vice
09. Scream of the Savage
10. Take Me to Hell
11. Silent Hour / The Conjugation
12. Black Angel
13. Satan

14.Into the Night
15.Evil Attacker

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