Dead Kennedys: uma aula de Punk Rock em Curitiba

Resenha - Dead Kennedys (Music Hall Curitiba, PR, 18/04/2013)

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Por Jimmy Allan Fischer
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Depois de 11 anos sem pisar no Brasil, eis que a trupe norte-americana composta por Skip, East Bay Ray, Klaus Flouride e DH Peligro retorna ao Brasil para uma série de shows em território Tupiniquim.

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Quando chegamos na casa de shows Music Hall por volta das 19:30hs ficamos preocupados com o sucesso do evento pois pouco mais de duas dezenas de pessoas estavam esperando na entrada do local, contrastando com outros shows de bandas consagradas onde horas antes do evento sempre presenciamos filas e mais filas.E quem iria se apresentar naquele local era nada mais nada menos que o grupo DEAD KENNEDYS que havia sacudido o mundo décadas antes com um som rápido e agressivo chamado hardcore.

Mais um pouco de espera e algumas pessoas chegando eis que a casa abre as suas portas.Ao adentrar no local nenhuma grande surpresa.O local não era grande e as poucas pessoas em seu interior demonstravam pouco interesse em guardar um local próximo à grade porque de qualquer lugar a visão do palco era muito boa.

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Sem muita demora a banda de abertura começa a sua apresentação, trata-se da tradicional banda de hardcore punk vinda de Berkley/CA de nome FANG.Eles cumprem bem o seu papel e conseguem animar os ainda poucos presentes no local. Investiram em músicas próprias e não decepcionaram, deixando o público preparado para o que estava por vir.

Tão logo o FANG saiu de cena eis que os integrantes do DEAD KENNEDYS com a ajuda de alguns poucos roadies e o pessoal da produção do show, começam a preparação do palco e a instalação dos instrumentos. O primeiro que dá as caras é o baixista Klaus Flouride, que num terno surrado e com pinta de vovô (que rende algumas brincadeiras na platéia) regula e afina seu contra-baixo sob o olhar atento do público. Skip também passeia pelo palco embora não tenha muito o que fazer além de conferir o espaço onde cantará as músicas sob o fantasma de Jello Biafra. East Bay Ray pega a guitarra e faz alguns acordes, a distorção dela é totalmente diferente daquela que o consagrou como um dos maiores guitarristas da história.Eis que ele se ajoelha no palco e aos poucos vai configurando os pedais e a magia começa a tomar forma. Em alguns poucos acordes sua guitarra começa a pegar o timbre e a distorção estridentes e psicodélicos que o consagraram. DH Peligro testa a bateria enquanto os roadies trocam os pratos da mesma.

Assim que tudo está pronto as luzes se apagam e a banda agora entra pra valer detonando o petardo "Forward to Death" em um ritmo ainda mais alucinante e rápido do que a gravação original. O show segue com um público e banda ensandecidos, apesar da idade já avançada de alguns integrantes, a energia e presença de palco da banda continua intacta como se o show estivesse acontecendo no começo dos anos 80. Segue-se Winnebago Warrior e Skip aos poucos vai ganhando a platéia com uma presença de palco e carisma fantásticos, em quase todas as músicas ele desce do palco e convida o público a dividir o microfone com ele. E é na terceira música que um dos maiores clássicos levanta ainda mais o público: "Police Truck". Muitos jovens conheceram o DEAD KENNEDYS ouvindo esse música enquanto jogavam Tony Hawk 2 no Playstation 1. Mais alguns clássicos e é a vez de "Kill the Poor" agitar a casa. Durante a apresentação de "MTV get of the air" o microfone de DH Peligro apresenta problemas e não é possível ouvir a sua voz na hilária introdução da música. Daqui pra frente é um clássico atrás do outro com músicas do calibre de "Too drunk to fuck", "moon over marin" e "nazi punks fuck off", que é cantado em uníssono pelos presentes e é um hino contra o fascismo entre a juventude. É chegada a hora então de "california über alles", o segundo maior "hit" da banda. Depois de muita interação e nítida emoção pelo carinho do público, o DEAD KENNEDYS sai do palco, apenas para retornar minutos depois para tocar "Bleed for me" e "Viva las vegas", versão da banda para a música de ELVIS PRESLEY. Mais uma vez a banda se despede e sai do palco, e mais uma vez retorna para o ápice da noite: "Holiday in Cambodia" com a introdução de baixo inconfundível de Klaus Flouride e a ainda estridente guitarra de East Bay Ray, que olha para os outros integrantes e sorri alegre ao ver o público inteiro cantar a música do começo ao fim, demonstrando que nem a própria banda tinha dimensão de seu prestígio no sul do Brasil.

A conclusão que tiramos disso tudo é que não podemos julgar antes de ir conferir. Pra quem como eu foi desconfiado com a volta da banda e com o novo vocalista. ficou a lição de não duvidar dos velhos guerreiros do HardCore e no fim todos tiveram uma aula de Punk Rock. E pra quem redige essa resenha ficou o gosto de "o melhor show da minha vida".

DEAD KENNEDYS
voz: Ron ¨Skip¨ Greer
Guitarra: East Bay Ray
Baixo: Klaus Flouride
Bateria: D.H. Peligro

Setlist:
Forward to Death
Winnebago Warrior
Police Truck
Buzzbomb
Landlord
Jack-O-Rama
Kill The Poor
MTV get off the air
Area 51
Too Drunk to Fuck
Moon Over Marin
Nazi Punks Fuck Off
California Über Alles
Enconre 1:
Bleed for me
Viva las Vegas
Holiday in Cambodia
Encore 2:
Chemical Warfare

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