Halloween Underground: como foi o evento em Macapá
Resenha - Halloween Underground (Bar do Abreu, Macapá, Amapá, 03/11/2012)
Por Bruno Blackened
Postado em 08 de novembro de 2012
É chover no molhado dizer que o Brasil não é o país do Halloween. Não vemos nossas crianças saírem batendo de porta em porta dizendo "Gostosuras ou travessuras!", como acontece nos Estados Unidos. Aqui, o Halloween é mais uma data comercial, como o Natal ou a Páscoa: lojas e outros pontos de vendas enfeitam suas vitrines e prateleiras à caráter no intuito de ganhar uma renda em cima da data comemorativa.
Festas de Halloween também pipocam em diversos pontos do Brasil, e o Metal não fica de fora. Organizado pela Underground Produções, o Halloween Underground – O Rock Tocando o Terror aconteceu em um lugar incomum: o Bar do Abreu, que normalmente é destinado a transmissões futebolísticas e shows de pagode, como acontece com o Carioca Club em São Paulo.
No cast do Halloween Underground, bandas como VELVET HOLY, KEONA SPIRIT, ANONYMOUS HATE, GRAVIDADE e HIDRAH botaram o Bar do Abreu abaixo. Antes, é importante ressaltar a preocupação da organizadora da festa com todos os aspectos para que ela fosse um sucesso: estrutura de som e iluminação, vendas de merchandising, bebidas e cigarros, credenciamento de imprensa e horário destinado aos menores de idade. Sobre isso, a Underground Produções tomou cuidado especial: pulseiras amarelas para os adultos e laranjas para os menores, tudo com o intuito de evitar a presença destes além do horário permitido e, consequentemente, problemas com a lei.
Voltando aos grupos, a VELVET HOLY (com músicos caracterizados a láLED ZEPPELIN) apresentou um set de covers composto por clássicos como Born to be Wild (STEPPENWOLF), Smoke on the Water (DEEP PURPLE) e Breaking the Law (JUDAS PRIEST), o que serviu para aquecer os metalheads, pois o terror (no bom sentido) só estava começando.
A "hora de meter fogo" havia chegado: KEONA SPIRIT. O grupo capitaneado pelo vocalista Ravel Amanajás vem ganhando destaque no underground amapaense e constantes convites para shows, o que prova a alta competência, qualidade e comprometimento da banda. Distant Thunder (SHAMAN cover) abriu a apresentação, acompanhado do coro "Oh, oh, ooohh!" na intro.
Em seguida, vieram Lisbon (ANGRA cover), Futebol, Mulher e Rock ‘n’ Roll (DR. SIN), Angels Cry (ANGRA) e uma novidade: I Want Out (HELLOWEEN). Mais uma excelente apresentação, completada pela performance da banda e sua interação com os metalheads, que festejaram do início ao fim do show.
Chegara a vez da ANONYMOUS HATE mostrar, mais uma vez, toda a fúria de seu Death Metal/Grindcore. Abriram com Profanation, bordoada do EP Worldead, seguida de Sea of Blood, Brazil Massacreland (de Chaotic World, com uma intro marcante e cadenciada) eAnonymous Hate (do recente EP, Red Khmer, um dos clássicos obrigatórios em shows da ANONYMOUS HATE).
O repertório continuou com outro clássico obrigatório: Worldead, cujo trecho "Worms/Lost souls/Worldead/In toxic gas" é sempre cantado a plenos pulmões pelos fãs. A inédita Blood and Pain e o cover Dead Shall Rise (TERRORIZER) foram as próximas e, fechando a apresentação, Red Khmer (cujas palhetadas cavalgadas são o destaque) e Created to Kill (nesta, ponto para o baixista Romeu Monteiro). Rodas insanas formaram-se praticamente da primeira música até a última. Um show aterrorizante (também no bom sentido, claro), como todos os anteriores, com riffs cortantes e cadenciados, solos rápidos e bateria também rápida e precisa. Death/Grind puro, como só a ANONYMOUS HATE faz.
Depois da GRAVIDADE ter detonado (e fazer a plateia executar vários stage dives) com os covers Back in Black (AC/DC), Wherever I May Roam (METALLICA), Breaking the Law (JUDAS PRIEST) e The Number of the Beast (IRON MAIDEN), a HIDRAH comandada por Hana Paulino (vocal) estava de volta ao palco, depois de meses sem fazer shows para focar-se nas composições próprias. In Excelsis começou a sair dos PAs e, assim que terminou, a banda emendou com sua continuação, Nova Era (ANGRA cover).
Depois desse "aperitivo", vieram Desert Fields e Reign of Fire, duas músicas autorais, ambas com bastante peso e melodia. O set continuou com Heroes of Sand (ANGRA cover), Speed of Light (STRATOVARIUS) e culminou com três covers do IRON MAIDEN: The Wicker Man, Ghost of the Navigator e Hallowed be Thy Name. Uma ótima apresentação que compensou a longa ausência, com a banda atiçando a plateia aos gritos de "Headbangeeeers!", como um general dando ordens aos soldados, que atendiam sem pestanejar.
Não é apenas a Underground Produções que tem mérito pelo sucesso do Halloween Underground, como também as bandas, que fizeram seu papel com louvor e maestria, lavando a alma dos Metalheads sedentos por Heavy Metal e Rock. Se conseguir manter a qualidade, ainda teremos muitas outras edições deste evento, pois sucesso ou fracasso destes dependem da constante interação entre organizadores e grupos e também de público para prestigiar. Despeço-me ao som de Ghost of the Navigator e desejando meus sinceros parabéns à Underground Produções e às bandas VELVET HOLY, KEONA SPIRIT, GRAVIDADE, ANONYMOUS HATE e HIDRAH.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
A resposta de Rafael Bittencourt sobre se haverá novo álbum do Angra com Alírio Netto
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A resposta que James LaBrie gostaria de dar para quem critica sua voz
O inacreditável motivo que fez David Coverdale demitir Ian Paice do Whitesnake
A reação de Phil Collins às menções ao Genesis no controverso filme Psicopata Americano
Metallica: 25 fatos que apenas os apaixonados pela banda conhecem


O último grito na Fundição Progresso: Planet Hemp e o barulho que vira eternidade
Pierce the Veil - banda dá um grande passo com o público brasileiro
Tiamat - aquele gótico com uma pegada sueca
Boris - casa lotada e público dos mais diversos para ver única apresentação no Brasil
Molchat Doma retorna ao Brasil com seu novo álbum Belaya Polosa
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



