Halloween Underground: como foi o evento em Macapá

Resenha - Halloween Underground (Bar do Abreu, Macapá, Amapá, 03/11/2012)

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Por Bruno Blackened Monteiro
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É chover no molhado dizer que o Brasil não é o país do Halloween. Não vemos nossas crianças saírem batendo de porta em porta dizendo “Gostosuras ou travessuras!”, como acontece nos Estados Unidos. Aqui, o Halloween é mais uma data comercial, como o Natal ou a Páscoa: lojas e outros pontos de vendas enfeitam suas vitrines e prateleiras à caráter no intuito de ganhar uma renda em cima da data comemorativa.

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Festas de Halloween também pipocam em diversos pontos do Brasil, e o Metal não fica de fora. Organizado pela Underground Produções, o Halloween Underground – O Rock Tocando o Terror aconteceu em um lugar incomum: o Bar do Abreu, que normalmente é destinado a transmissões futebolísticas e shows de pagode, como acontece com o Carioca Club em São Paulo.

No cast do Halloween Underground, bandas como VELVET HOLY, KEONA SPIRIT, ANONYMOUS HATE, GRAVIDADE e HIDRAH botaram o Bar do Abreu abaixo. Antes, é importante ressaltar a preocupação da organizadora da festa com todos os aspectos para que ela fosse um sucesso: estrutura de som e iluminação, vendas de merchandising, bebidas e cigarros, credenciamento de imprensa e horário destinado aos menores de idade. Sobre isso, a Underground Produções tomou cuidado especial: pulseiras amarelas para os adultos e laranjas para os menores, tudo com o intuito de evitar a presença destes além do horário permitido e, consequentemente, problemas com a lei.

Voltando aos grupos, a VELVET HOLY (com músicos caracterizados a láLED ZEPPELIN) apresentou um set de covers composto por clássicos como Born to be Wild (STEPPENWOLF), Smoke on the Water (DEEP PURPLE) e Breaking the Law (JUDAS PRIEST), o que serviu para aquecer os metalheads, pois o terror (no bom sentido) só estava começando.

A “hora de meter fogo” havia chegado: KEONA SPIRIT. O grupo capitaneado pelo vocalista Ravel Amanajás vem ganhando destaque no underground amapaense e constantes convites para shows, o que prova a alta competência, qualidade e comprometimento da banda. Distant Thunder (SHAMAN cover) abriu a apresentação, acompanhado do coro “Oh, oh, ooohh!” na intro.

Em seguida, vieram Lisbon (ANGRA cover), Futebol, Mulher e Rock ‘n’ Roll (DR. SIN), Angels Cry (ANGRA) e uma novidade: I Want Out (HELLOWEEN). Mais uma excelente apresentação, completada pela performance da banda e sua interação com os metalheads, que festejaram do início ao fim do show.

Chegara a vez da ANONYMOUS HATE mostrar, mais uma vez, toda a fúria de seu Death Metal/Grindcore. Abriram com Profanation, bordoada do EP Worldead, seguida de Sea of Blood, Brazil Massacreland (de Chaotic World, com uma intro marcante e cadenciada) eAnonymous Hate (do recente EP, Red Khmer, um dos clássicos obrigatórios em shows da ANONYMOUS HATE).

O repertório continuou com outro clássico obrigatório: Worldead, cujo trecho “Worms/Lost souls/Worldead/In toxic gas” é sempre cantado a plenos pulmões pelos fãs. A inédita Blood and Pain e o cover Dead Shall Rise (TERRORIZER) foram as próximas e, fechando a apresentação, Red Khmer (cujas palhetadas cavalgadas são o destaque) e Created to Kill (nesta, ponto para o baixista Romeu Monteiro). Rodas insanas formaram-se praticamente da primeira música até a última. Um show aterrorizante (também no bom sentido, claro), como todos os anteriores, com riffs cortantes e cadenciados, solos rápidos e bateria também rápida e precisa. Death/Grind puro, como só a ANONYMOUS HATE faz.

Depois da GRAVIDADE ter detonado (e fazer a plateia executar vários stage dives) com os covers Back in Black (AC/DC), Wherever I May Roam (METALLICA), Breaking the Law (JUDAS PRIEST) e The Number of the Beast (IRON MAIDEN), a HIDRAH comandada por Hana Paulino (vocal) estava de volta ao palco, depois de meses sem fazer shows para focar-se nas composições próprias. In Excelsis começou a sair dos PAs e, assim que terminou, a banda emendou com sua continuação, Nova Era (ANGRA cover).

Depois desse “aperitivo”, vieram Desert Fields e Reign of Fire, duas músicas autorais, ambas com bastante peso e melodia. O set continuou com Heroes of Sand (ANGRA cover), Speed of Light (STRATOVARIUS) e culminou com três covers do IRON MAIDEN: The Wicker Man, Ghost of the Navigator e Hallowed be Thy Name. Uma ótima apresentação que compensou a longa ausência, com a banda atiçando a plateia aos gritos de “Headbangeeeers!”, como um general dando ordens aos soldados, que atendiam sem pestanejar.

Não é apenas a Underground Produções que tem mérito pelo sucesso do Halloween Underground, como também as bandas, que fizeram seu papel com louvor e maestria, lavando a alma dos Metalheads sedentos por Heavy Metal e Rock. Se conseguir manter a qualidade, ainda teremos muitas outras edições deste evento, pois sucesso ou fracasso destes dependem da constante interação entre organizadores e grupos e também de público para prestigiar. Despeço-me ao som de Ghost of the Navigator e desejando meus sinceros parabéns à Underground Produções e às bandas VELVET HOLY, KEONA SPIRIT, GRAVIDADE, ANONYMOUS HATE e HIDRAH.

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Sobre Bruno Blackened Monteiro

Metalhead, Gamer, Otaku e Jornalista. Essas são as palavras que me descrevem melhor. Um jovem que faz de tudo para apoiar o Heavy Metal, seja através de resenhas, artigos, fotos, reportagens, entrevistas ou mesmo estando assiduamente nos shows apoiando e bangueando ao som das bandas. Amo o Metal desde os 16 anos e minhas vertentes favoritas são Thrash, Death e Power Metal. Também gosto de Gothic, Doom e Black Metal, mas o Thrash é o que me move! THRASH!

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