Centúrias, Metalmorphose e Stress: dinossauros no Manifesto

Resenha - Centúrias, Metalmorphose e Stress (Manifesto, São Paulo, 07/10/2012)

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Por José Antonio Alves
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Depois de um domingo onde só se falava em urnas, candidatos, boca de urna, entre outras coisas que nem merecem citação nesse texto, era hora de algo bom para aquele dia. Nada melhor do que música boa de três dinossauros do Metal Nacional para elevar (e muito) o nível do resto de domingo. No Manifesto Rock Bar, em São Paulo, as bandas CENTÚRIAS (de São Paulo), METALMORPHOSE (do Rio de Janeiro) e a lenda paraense STRESS fariam um evento que com certeza ficaria marcado na memórias dos muitos bangers ali presentes.

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Fotos: Rogerio Seiji

E antes do evento começar, já surpreendia a quantidade até razoável de público que comparecia, até por ser em um domingo, prova do respeito que essas bandas possuem para muitos fãs. E o interessante de tudo era presenciar muitos jovens, com grande expectativa para os shows, com certeza para muitos ali (inclusive eu) era a primeira vez que poderiam ver tais bandas que são verdadeiros pioneiros do Metal nacional.

A banda paulistana CENTÚRIAS foi a primeira a subir ao palco e agitar muito os presentes. A trinca de abertura, "Guerra e Paz", "Animal" e "Não Pense, Não Fale" mostraram com maestria o cartão de visitas da banda neste retorno aos palcos em 2012. Nilton "Cachorrão" (vocais), Ricardo Ravache (baixo), Roger Vilaplana (Guitarra) e Julio Príncipe (bateria) fizeram uma apresentação impecável, e que contou com os maiores clássicos presentes nos EP´S "Última Noite", de 1986, e "Ninja", de 1988.

Deste último, inclusive, veio a próxima, "Senhores da Razão", emendada com a nova "Inúteis Palavras", feita especialmente para o projeto "Brasil Heavy Metal", que possui novidades que serão citadas mais adiante. As faixas "Ninja" (e seu refrão contagiante), "Fortes Olhos" e "Cidade Perdida" só aumentaram ainda mais a satisfação do público que respondia a altura com muita energia positiva e que cantava com paixão os refrões ao lado do vocalista "Cachorrão".

A emblemática "Arde Como Fogo/To Hell" é um verdadeiro hino que mandou posers, emos e tchu-tchas da vida literalmente para o inferno com todo o poder do Heavy Metal. Para encerrar o show, dois grandes momentos: primeiro, na execução de "Duas Rodas/Portas Negras", que contou com a participação mais que especial de Paulo "O Paulão" Thomaz no palco, baterista da banda BARANGA, e "patrono" do CENTÚRIAS, onde também era baterista nos começo da banda.

Após apresentar os integrantes, Paulão deixou seu recado para valorizar-se mais o som autoral, o que concordo, afinal de contas, o mundo do Metal não pode viver somente de covers, tanto covers "reais" de bandas famosas, como de bandas que tentam copiar na sonoridade outras de maior tempo de estrada.

O segundo momento especial consistiu em uma verdadeira invasão do "Metal Comando" no palco do Manifesto Rock Bar! Vários fãs subiram ao palco (e foram obrigados a descer de forma não muito educada a pedido da organização) na música que figura como uma das mais simbólicas do repertório do CENTÚRIAS e que fechou com chave de ouro a apresentação, em meio a pedidos de bis que ficarão para uma próxima!

Pouco tempo depois, foi a vez dos cariocas do METALMORPHOSE adentrarem o palco. Contando com PP Cavalcante e Leon Manssur (guitarras), André Delacroix (bateria), André Bighinzoli (baixo) e Tavinho Godoy (vocal), a banda formada em 1983 fez um set que mesclou clássicos com composições mais recentes do grupo. Para começar, as faixas "Luta", do álbum "Maldição", que marcou o retorno da banda em 2009, e a música "Jamais Desista", do mais recente registro "Máquina dos Sentidos". Infelizmente nestas primeiras músicas o vocal estava um pouco baixo, mas este fato não deixou de abrilhantar a performance dos músicos no palco.

Continuando com canções mais recentes, como "Máscaras" e "Metrópole", a coisa ficou melhor ainda quando o grupo executou "Desejo Imortal", do clásico split "Ultimatum", de 1985, e que contou com presença da banda DORSAL ATLÂNTICA no disco. A empolgação do público era de deixar qualquer um orgulhoso, pois ali eram bangers da antiga e da nova geração "bangueando" juntos a cada riff e a cada virada de bateria!

"Passados Incompletos" foi outra das faixas presentes no novo álbum da banda, uma mais tranquila para os padrões "Metalmorphose", mas não menos bem composta. O melhor momento da apresentação foi reservado para o final, com as faixas "Minha Droga é o Metal", com refrão cantado intensamente pelo público e "Cavaleiro Negro", talvez o grande hino da banda, que encerrou a apresentação, que se não foi 100% perfeita, trouxe o necessário para gerar ótimos momentos para os presentes.

Finalmente chegava a hora de um dos momentos mais esperados da noite: a banda responsável por lançar o primeiro álbum de Heavy Metal Brasileiro, no ano de 1982, faria uma apresentação histórica! O STRESS, formado por Roosevelt Bala (vocal/baixo), Paulo Gui (guitarra) e André Chamon (bateria) mostrou que o tempo só ajudou a afiar ainda mais os músicos em ação! O setlist foi composto por hino atrás de hino, começando com "Heavy Metal", aquele que é imortal em todos nós Headbangers e "Sodoma e Gomorra", faixa de abertura do clássico álbum de 1982, introduzida com um boa noite aos "desgracentos" de São Paulo.

Fazendo uma viagem ao álbum "Flor Atômica", de 1985, a faixa título do álbum ganhou de vez o público que interagia bem com o vocalista Roosevelt Bala. As seguintes, "Não Desista",




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Sobre José Antonio Alves

Aventureiro, mochileiro, amante da cultura latina e claro, fã de um dos estilos mais fascinantes deste universo musical: o Heavy Metal!

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