Linkin Park: o fim da espera por um show da banda no Rio

Resenha - Linkin Park (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 08/10/2012)

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Por Gabriel von Borell
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Demorou muitos anos, mais de uma década, para o Linkin Park finalmente desembarcar no Rio de Janeiro e fazer sua estreia na Cidade Maravilhosa. Porém, a espera dos fãs cariocas terminou na noite desta segunda-feira (8), quando o grupo norte-americano subiu ao palco do Citibank Hall, na Barra da Tijuca, com a turnê do seu novo álbum “Living Things” (2012).

Fotos: Néstor J. Beremblum

E, como não poderia ser diferente diante de tanta expectativa do público no Rio de Janeiro, a casa de show teve lotação máxima em plena segunda. A movimentação dos fãs cariocas foi tão grande que uma segunda data para o Linkin Park no Rio, realizada na quarta-feira (10), também foi aberta. Voltando para a primeiríssima apresentação na cidade da banda de nu metal liderada por Chester bennington (vocal) e Mike Shinoda (vocal e guitarra), o show, previsto para começar às 22h, teve cerca de 15 minutos de atraso.

Mas os fãs estavam tão eufóricos por receber a banda pela primeira vez que pouco se incomodaram com a breve demora para o início do espetáculo. Eles preferiram entoar um coro de “Começa, começa, começa!” a optar pelas desconfortáveis vaias. Para a felicidade (e surto) geral dos cariocas, a banda toda surgiu no palco do Citibank Hall logo depois de 22h15. De cara, Chester, Shinoda, Joe Hahn (DJ), Brad Delson (guitarra), Dave "Phoenix" Farrell (baixo) e Rob Bourdon (bateria), apresentaram a dobradinha de “A Place for my Head” e “Given Up” e botaram a casa abaixo.

A plateia acompanhava a letra em alto e bom som e pulava desvairadamente. Ninguém nem parecia se importar com o quase insuportável calor em meio aquele mar de camisas pretas. O single “New Divide” deu sequência ao show e manteve a plateia enlouquecida. Antes de “With You”, Shinoda fez o primeiro contato com os fãs e pediu para todo mundo levantar as mãos e pular junto com ele. Enquanto isso, o telão, em altíssima definição no fundo do palco, registrava a empolgação do público. Pouco depois, “Somewhere I Belong” levou a animação dos fãs a um nível ainda não dimensionado até então.

Visivelmente impressionados com a dedicação e entrega dos cariocas (o largo sorriso estampado no rosto de Shinoda, por exemplo, denunciava o fato), os integrantes do Linkin Park pareciam ter entrado na mesma vibe da galera e tocaram as próximas faixas do set list, como “In my Remains” e “Victimized”, do jeito de quem quer transformar aquele momento em algo inesquecível. Enquanto isso, “Points of Authority” marcou outro surreal ponto da noite. Enquanto que Chester mostrava todo o potencial vocal de sua abençoada garganta, as rodinhas por entre o público no Citibank Hall se intensificavam cada vez mais.

Já na hora de “Waiting for the End” o clima do show ganhou outro contorno e o som pesado dos instrumentos foi substituído pela tranquilidade passada pela melodia e batida que transportaram os fãs para uma espécie de universo paralelo. Enquanto isso, as meninas presentes na plateia aproveitavam para “montar” nas corcundas alheias. “Breaking the Habit” voltou a agitar os fãs, mas logo depois veio o mash up de “Leave Out All the Rest”, “Shadow of the Day” e “Iridescent”, que acalmou os ânimos novamente.

Entre rápidas interações e agradecimentos de Chester e Shinoda, o Linkin Park deu continuidade ao show com “The Catalyst” e “Lost in the Echo”. A essa altura o público já tinha aproveitado várias brechas entre uma música e outra para pedir “Crawling”, canção que todo mundo sabia que não estava no repertório da turnê “Living Things”. No entanto, depois de uma breve confabulação no palco, eis que Chester começa a cantar a primeira parte inteira da letra de “Crawling”, acompanhado por um intenso coro dos fãs.

Para completar a satisfação da plateia carioca, o vocalista respondeu ao público também com palmas e soltou um “beautiful” (lindo, em inglês). Em seguida, Chester ainda complementou brincando: “Vocês cantam essa música melhor que eu”. Depois o cantor seguiu enaltecendo o público e pediu para todos cantarem “In the End” com eles. E é claro que a plateia explodiu com o maior hit da banda, presente no primeiro álbum do grupo, “Hybrid Theory” (2000). A loucura e agitação dos fãs prosseguiu com “Numb”, “What I’ve Done” e “Burn it Down”. Já “Bleed it Out” foi a última faixa executada antes do bis e teve direito à efeitos pirotécnicos e um trecho de “Sabotage”, dos Beastie Boys, no meio da canção.

Às 23h40, o Linkin Park deixou o palco do Citibank Hall e voltou alguns minutos depois para mais quatro músicas. A primeira sequência após o retorno da banda veio com “Faint” e “Lying from You”. Depois o grupo fechou sua apresentação com a dobradinha de “Papercut” e “One Step Closer” para fazer os fãs do Rio de Janeiro surtarem pela última vez, em um show que qualquer um presente classificaria como histórico. E, a julgar pela energia emanada pelo público e banda em cerca de 105 minutos, foi só o primeiro de muitos que podem estar por vir.

Set list:

1- A Place for My Head
2- Given Up
3- New Divide
4- With You
5- Somewhere I Belong
6- In My Remains
7- Victimized
8- Points of Authority
9- Lies Greed Misery
10- Waiting for the End
11- Breaking the Habit
12- Leave Out All the Rest/ Shadow of the Day/ Iridescent
13- The Catalyst
14- Lost in the Echo
15- Crawling/ In the End
16- Numb
17- What I've Done
18- Burn It Down
19- Bleed It Out

Bis:

20- Faint
21- Lying From You
22- Papercut
23- One Step Closer

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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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