Linkin Park: como foi a apresentação no Rio de Janeiro

Resenha - Linkin Park (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 08/10/2012)

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Por Marcos André Farias
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Em meados do ano de 2012 o Linkin Park lança seu quinto álbum de estúdio “Living Things”, em Junho do mesmo ano a banda anuncia que voltaria a fazer shows na América do Sul - em especial o Brasil dando 4 shows em cidades distintas para o país já que só haviam tocado 2 vezes na cidade de São Paulo. Em Agosto anunciou-se as datas dos shows tendo como o dia 08 de Outubro o primeiro show da banda no RJ.

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Já tendo o meu ingresso garantido, recebi a informação de que o primeiro show da “Living Things World Tour” no Brasil na cidade de São Paulo seria transmitido pelo canal Multishow. Aproveitei para pegar uma prévia de como seria o show de segunda no Citibank Hall (local cujo estava impresso no meu ingresso do show). Pegando como base esta apresentação de Sampa fiquei bem desanimado para o dia do meu show. Os integrantes, em especial o vocalista Chester, pareciam estar se apresentando com uma baita de uma dor de barriga. Quem viu o show pela TV vai entender do que estou falando, parecia que os caras estavam cansados com a turnê ou de saco cheio de só tocar em São Paulo aqui no Brasil, o que acho estranho afinal não vejo essa atitude no Iron Maiden quando veem tocar por aqui pela ducentésima vez (mas Maiden é Maiden).

Depois de mais de 2 horas de viagem da minha casa ao show, (os ônibus da Zona Oeste do Rio dão voltas enormes para chegarem ao seu destino) chego ao local faltando 20 minutos para o início do mesmo, sim eu saí muito atrasado. Em um local um tanto quanto pequeno, porém confortável, o Citibank Hall estava tomado pelas camisas pretas, pelo calor dos fãs e do próprio local que parecia um forno gigante de tão quente. Com aproximadamente 15 minutos de atraso as luzes se apagaram e Joe Han surgiu no palco seguido de Rob Bourdon para juntos executarem a introdução de ”A Place For My Head”, considerado por muitos a mais pesada da banda, e uma das poucas que não soa estranho com os novos sintetizadores de guitarra usados pela banda ultimamente. Quando o restante da banda subiu ao palco o público não deixou um verso sequer da música escapar. Quase não se escutava as vozes dos vocalistas dando a sensação de uma falha no som que foi logo posta fora de questão nos gritos de Chester feitos com muito mais vontade do que no show de Domingo transmitido pela TV a Cabo.

Logo após tivemos “Given Up” com os estranhos sintetizadores da banda que não atrapalharam muito a performance, que se seguiu com a música tema de “Transformers 2”, “New Divide”; que só gosto de ouvi-la quando vejo o filme, porém foi muito bem aceita pelo público na casa de shows que receberia um presente diretamente do início dos anos 2000 do álbum “Hybrid Theory”. “With You” foi cantada em alto e bom som pelos fãs, talvez até melhor que Chester no refrão que não usa mais seus vocais com drives rasgados no refrão, só pra lembrar que essa é uma das poucas músicas dos primeiros álbuns que não tem grutais no refrão. Na música seguinte Mike não conseguia tirar o sorriso da cara vendo que o público sabia cantar sem erros sua parte da música “Somewhere I Belong” deixando os fanáticos cantarem boa parte da música sem seu acompanhamento.

Logo após Mike anunciava que começaria a tocar músicas do novo álbum abrindo com “In My Remains” que por conta da boa apresentação da banda até o momento não gerou revolta por conta dos fãs mais ortodoxos com camisas de AC/DC, Avenged Sevenfold, Metallica e Megadeth que acompanharam numa boa essa parte da apresentação que já alegrariam eles e o restante do público engajando com “Victimized”, a mais pesada e rápida do álbum.

Volta-se as raízes com “Points of Authorithy” e retorna aos tempos modernos com a polêmica “Lies Greed Misery”. Acusada de pop ou estranha foi muito bem recebida pelo público no Citibank Hall, cantada em alto e bom som por todos. E depois voltamos a 2010 no álbum “A Thousand Suns” com a minha odiada “Wating For The End”; eu odeeeeeeeio essa música, não tem nada tão pop quanto essa merd*. E o pior é ver gente reclamando de “Lies Greed Misery “ quando temos que aturar este projeto de ”Fresno” da banda nessa música em todos os shows. Apesar da minha revolta me senti meio solitário neste momento, pois eu parecia o único a odiá-la vendo que todos a cantavam. Se tiver algo de positivo neste momento para a mim, destaco apenas a introdução da música com os raps de “Until It Breaks” do novo álbum.

“Breaking The Habit” exorcizou muito bem este momento me fazendo voltar a participar do coro com a plateia após meus 3 minutos de silêncio com a triste música anterior. Apenas um adendo; após esta música ouviu-se constantemente os gritos dos fãs pedindo “Crawling” que seriam presenteados depois com algo inusitado para o show. Falando no show voltemos à ele. Temos então aquele que seria o melhor momento lento que o Linkin Park já tenha adotado em seus shows, um Medley de três músicas “Leave Out All The Rest”/”Shadow Of The Day”/”Irrisdecent” nesse meio até “Shadow of The Day” fica legal. Depois temos “The Catalyst” do álbum “A Thousand Suns” que assim como muitas outras músicas deste deveria ser odiada também, mas ela acaba sendo uma das mais exaltadas nos shows e pelos órfãos do new metal.

Voltamos ao álbum novo com a muita bem cantada no show pelos interpretes e pelo público, “Lost in The Echo” foi muito aplaudida no final de sua execução seguido por aqueles pedidos citados anteriormente de “Crawling” que eram entoados desde “Breaking The Habit”, e a cada espaço entre as músicas os integrantes cochichavam algo e apontavam para a plateia. Suponho, apenas suponho, que era algo relacionado com a música afinal, depois de “Lost In The Echo” Chester pega o microfone e começa a entoar os primeiros versos de “Crawling” a capela. Um momento único no show afinal todos já estavam preocupados desta música não ter sido executada em São Paulo e isso se repetir no Rio. Para os não fãs de Linkin Park que não tem ideia da importância da música, “Crawling” esta para o LP assim como “Hallowed Be The Name” esta para o Maiden. Caso queira ver o vídeo no Youtube procure por “Crawling first verse”.

Depois temos “In The End” e “Numb” que já são clássicos e eram extremamente aguardados no show pelo público. Depois temos outra música da trilogia dos “Transformers” “What I’ve Done” e a ultima música do novo CD a ser executada no show, “Burn It Down”. Dando uma de Iron Maiden com efeitos pirotécnicos no refrão da música (pra você que é animal são efeitos com chamas e faíscas) e no final dela e indo direto para “Bleed It Out”. Tenho a impressão que tudo que se coloca no meio dessa música se encaixa bem, antes era uma parte de “A Place For My Head” enfiada ali, nesta turnê eles colocaram “Sabotage” do Beastie Boys no lugar dela e ficou até melhor que a versão anterior. Talvez se colocarem um refrão de escola de samba no meio dessa música também caia bem (sim fui irônico). Ao final dela se encerrava a primeira parte do show.

Logo após isso Mr. Han volta ao palco antes de todos novamente tocando a instrumental ”Tinfoill” para dar “início ao fim” engajando em “Faint”, (que também fica estranha com os novos sintetizadores da banda mas não fica “inescutável” por também ser um clássico) depois disso temos um momento de histeria na plateia quando os primeiros scratchs de” Lying From You” são ouvidos, e depois o coro intenso cantando “Papercut”. Só tinha um problema as 3 músicas foram tocadas em versões mais curtas, talvez por que já tinham se passado mais de 22 músicas um dos set-lists mais longos da banda, mas na hora ninguém parecia ter dado muita atenção para o fato. “One Step Closer” fechava a incrível noite com Chester dando o melhor de sua performance na música com os “Shut Up’s” da música e o ultimo verso dela na nota mais alta provando que Chester também sabe cantar, embora isso não agrade sempre à todos.

Terminado o show percebia-se no rosto de cada integrante a felicidade e a satisfação pelo ótimo show apresentado e pela recepção calorosa do público carioca. Além do cansaço e do calor gerado pelo forno no Citibank hall, percebido que todos os integrantes suavam mais do que o normal no fim da apresentação.

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