Shadowside e The Agonist: dois expoentes do Metal atual

Resenha - Shadowside e The Agonist (Carioca Club, São Paulo, 21/07/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Era dia de fazer mais uma vez o Carioca Club tremer. No palco dois expoentes do Metal atual: de um lado o SHADOWSIDE, banda brasileira que tem alcançado bastante sucesso internacional nos últimos anos, responsável por abrir a noite; de outro lado, THE AGONIST, grupo canadense de Death Metal melódico, também muito aclamado atualmente.

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Fotos por Leandro Anhelli

De quebra as bandas ainda tinham em comum uma agradável semelhança: tanto o SHADOWSIDE quanto o THE AGONIST possuem lindas mulheres como vocalistas, algo que não se vê muitas vezes em bandas de Metal.

Com o público ainda entrando no Carioca Club, o SHADOWSIDE subiu ao palco às 18:45h. O atraso se deveu a problemas com a passagem de som da banda, que acabou tendo que correr com o acerto dos instrumentos, devido ao pouco tempo que lhe foi cedido pela atração principal, o THE AGONIST.

Bom, ao menos para este que vos escreve, isso não fez grande diferença, pois o SHADOWSIDE estava afinadíssimo e o som excelente. Dani Nolden e banda precisaram de poucos minutos para “ganhar” o público presente já nos primeiros acordes da ótima “I’m Your Mind”, do mais recente álbum, “Inner Monster Out”.

Após 6 anos, o SHADOWSIDE estava de volta a São Paulo e deixou bem claro o seu apetite por tocar para os presentes, mesmo com o Carioca Club longe de estar cheio.

Só os conhecia de ouvir suas músicas em estúdio e realmente fiquei impressionado com a qualidade do SHADOWSIDE. Músicas empolgantes, com ótimas levadas e um vocal muito bem encaixado à “cozinha” produzida pelos músicos, tudo isso confirmado agora ao vivo. Destaques para “My Disrupted Reality” e a dobradinha final, “Waste Of Life” e “Angel With Horns”.

De Santos para o mundo. Com o reconhecimento que o SHADOWSIDE vem conquistando, só me resta mesmo é desejar ainda mais sucesso mundo afora para essa banda saída do litoral sul paulista.

Depois de primeira apresentação da noite, era hora de aguardar cerca de 30 minutos pelos canadenses do THE AGONIST, que entraram em cena às 19:55h.

Promovendo o terceiro álbum de estúdio, “Prisoners”, o grupo abriu com “You’re Coming With Me” e começou a tocar uma paulada atrás da outra, fazendo com que rodas de mosh fossem abertas já nas primeiras músicas, incentivadas pelo baixista Chris Kells, que sinalizava para o público girar e pular constantemente.

Aliás, essa resposta do público, principalmente daqueles que estavam na parte central da pista, foi constante e em quase todas as canções as rodas de mosh foram formadas.

Os músicos responderam à vibração vinda da pista com muitos gestos e pedidos para o público agitar ainda mais, valendo destacar a qualidade de todos eles. Técnica apurada e sintonia entre todos os instrumentistas deram o tom do show, com guitarras, baixo e bateria afiados.

A “cereja do bolo” deveria ser a vocalista Alissa White-Gluz, certamente a figura da banda mais conhecida na mídia, capaz de alternar linhas vocais mais melódicas com gritos guturais.

No entanto, infelizmente a impressão que ficou não foi das mais positivas. Alissa tem uma voz incrível, mas destoou dos demais músicos e acabou por não transparecer a mesma animação de seus companheiros. Embora tenha se esforçado e se comunicado por vezes com o público, Alissa definitivamente não “ganhou” os presentes, perdendo a oportunidade de chamar a responsabilidade do show para si, já que é a mais famosa do grupo.

Foi também a primeira vez que vi o THE AGONIST ao vivo, assim como aconteceu com o SHADOWSIDE, mas a sensação acabou sendo diferente. Com canções que são muito semelhantes umas às outras, o show dos canadenses acabou se tornando um pouco repetitivo, mesmo com a qualidade musical da banda.

Apesar disso, boa parte do público não pareceu com a mesma sensação e, aos gritos de “one more song”, o THE AGONIST foi aplaudido ao final da primeira parte da apresentação, voltando para ainda duas músicas finais, “Dead Ocean” e “The Escape”, ambas do mais novo álbum, “Prisoners”.

Com 1 hora de 20 minutos de show, o THE AGONIST então se despediu dos presentes e encerrou a noite.

Conclusão: se fora do palco, Alissa é o destaque, por sua beleza e sua voz, em cima do palco a coisa pareceu um pouco diferente e quem brilhou mais foi o restante da banda. Enquanto os músicos abrilhantaram o show com técnica e qualidade no comando dos instrumentos, a vocalista cantou bem e explorou sua capacidade vocal, mas acabou por fazer um “feijão com arroz” sem muito tempero, faltando-lhe carisma. Por outro lado, Dani Nolden e sua trupe tiveram esse “tempero” de sobra e o SHADOWSIDE foi além, deixando de ser a banda de abertura para assumir uma posição de “co-headliner” da noite.

Agradecimentos a Dark Dimensions pela atenção e credenciamento.

SHADOWSIDE

Banda:

Dani Nolden – vocal
Fabio Buitvidas – bateria
Raphael Matos – guitarra
Fabio Carito – baixo

Set List:

1. I’m Your Mind
2. A.D.D.
3. Highlight
4. My Disrupted Reality
5. Hideaway
6. Gag Order
7. Inner Monster Out
8. Waste Of Love
9. Angel With Horns

THE AGONIST

Banda:

Alissa White-Gluz – vocal
Danny Marino – guitarra
Chris Kells – baixo
Simon McKay – bateria
Pascal "Paco" Jobin - guitarra

Set List:

1. You're Coming With Me
2. Thank You, Pain
3. Panaphobia
4. Ideomotor
5. Born Dead; Buried Alive
6. Birds Elope With The Sun
7. The Tempest
8. Lonely Solipsist
9. Rise and Fall
10. Martyr Art
11. Predator and Prayer
12. And Their Elougies Sang Me To Sleep
13. Business Suits And Combat Boots

Bis
14. Dead Ocean
15. The Escape

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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