7º Boqueirão Rock Metal: como foi o evento em Cícero Dantas

Resenha - 7º Boqueirão Rock Metal festival (Cicero Dantas/BA, 24/03/2012)

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Por Adauto Dantas
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Foram exatamente às 18h30min que aportamos na entrada da cidade baiana de Cicero Dantas, e com toda “riqueza de detalhes” fomos ungidos com uma bela recepção visual. Cicero Dantas apesar de pequena mostra-se uma cidade, diga-se de passagem, organizada. Em meio a decidas e subidas de ladeiras, fomos procurar logo o BNB Club local onde mais tarde aconteceria o “7º Boqueirão Rock Metal Festival” (fotos e mais informações sobre o festival: www.boqueiraofestival.wordpress.com).

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O “Boqueirão Rock Metal festival” já vai à sua 7ª edição e já é um marco da resistência do Rock/Metal Underground baiano. O cabeça da organização o Adauto Dantas enfrenta tudo e todos para que aconteça com o máximo de frequência possível o evento, mostrando a organizadores até de cidades maiores como se faz um festival. Mas mesmo com todo o esforço chega a ser frustrante, ter tanto trabalho pra não ver os headbangers da região dar o ar da graça. E é ai onde nós nos perguntamos onde desgraça esse cara errou? e não conseguimos visualizar o erro de jeito algum. Um ótimo som, a preocupação com o bem estar das bandas, o espaço do evento mais que propício, propaganda feita na hora certa, ingresso com preço acessível e sem falar nas atrações que por sinal foi o ponto mais forte, tendo até banda conhecida nacionalmente. Para acrescentar ainda mais a magnitude cultural do evento, o livro “Ossuário de Palavras Malditas” do escritor cearense João Henrique Ferreira foi lançado no mesmo dia. Então desde já parabenizamos o Adauto Dantas e sua pequena, e esforçada, equipe de apoio pela garra e determinação em ainda confiar e ter esperança na cena Underground.

Com algumas informações básicas dos transeuntes, tais como: “drobe à direita no banco do Brasil”, o que nos rendeu várias risadas. Encontramos sem muito esforço o Club BNB. Ao entrarmos no local do evento, que, diga-se de passagem, nos surpreendeu muito, o BNB nos lembrou o antigo espaço ATPN em Aracaju, mas com a área coberta maior e a área externa bem mais organizada. Bem, visto onde aconteceria o festival voltamos nosso percurso até a avenida principal em busca de algumas Heinekens e acreditem nós encontramos, a primeira leva por R$2,50 preço comum, mas o que nos deixou felizes foi a segunda, encontramos Heinekens pelo preço módico de R$1,80, pois é por R$1,80 e o que aconteceu? Compramos todas que encontramos nesse preço. Fizemos um lanche, encontramos com a galera, trocamos umas ideias até a hora de começar o festival.
Voltando para o BNB club, a trupe da Hatend já estava passando o som, deixando tudo preparado para abrir o festival que estava marcado para iniciar as 20h00min, mas como sempre os atrasos e imprevistos acontecem, à banda só voltaria para concretizar seu show as 23hs15min.

E a Hatend da cidade de Paulo Afonso, subiu ao palco com fúria e classe fazendo um Death Metal diferenciado com mesclas interessantes do Heavy e do Thrash. O som dos caras chamou a atenção de quem estava ali como critico de som. Infelizmente o público não compareceu em massa como é de se esperar em eventos Undergroud, mas os que apareceram sem duvida fizeram acontecer acompanhando a banda até a ultima música. Basicamente o setlist da banda foi do seu primeiro trabalho “Unloading the Hate” e alguns covers, mas, um que chamou atenção em especial foi a muito bem executada música “Slave new world” do Sepultura. Com um show de mais ou menos 40min a Hatend, abre o festival com muita categoria. Só lembrando também que a Hatend esta desenvolvendo mais um trabalho de estúdio intitulado “Metal 13”.

E eis que surge já um pouco depois da 00:00h a Steel Triger os “HevyBangers” da cidade de Feira de Santana, que subiram ao palco com adereços peculiares de bandas de Heavy Metal tradicional. Dentre os adereços apenas um que pelo menos eu não estava e nem estou acostumado a ver, um dos guitarristas vestia um colete a prova de balas, não ficou feio, mas ficou diferente. No mais a Steel Triger chegou pra fazer seu trabalho, sem frescura e sem delongas. De cara foram tocando o trabalho próprio “Under Heavy Fire”, e foi com essa música que conheci a Steel Triger. O gigante vocalista Diego conseguiu cativar a galera mesmo sem pulos e movimentos bruscos no palco, o que nos fez lembrar-nos da performance do “God of Metal” Rob Halford. Aproveitando essa semelhança, que por sinal acabaram por ai, eles tocaram “Metal Gods” do Judas. Fica bem visível no Heavy Metal dos caras a influencia do JudasPriest na fase Painkiller, pedal duplo em quase todas as músicas e as guitarras rasgadas com levadas de baixo bem cavalgadas. A Steel Triger fez um belo show, deixando agora a galera na ansiedade de conferir o trabalho conceitual que estar por vir.

Já pelas tantas, a próxima atração foi à banda de Punk Ultimo Grito, todos sabem que Punk não é minha área então vou ser breve. A Ultimo Grito fez o que prometeu, chegou ao palco fez seu punk. Seu repertorio foi quase todo música própria com exceção de músicas do RAMONES e o não tão bem executado cover da banda Rage Against The Machine mais precisamente a música “killing in the name”. Entretanto, maioria dos que estavam no evento pouco se importou com a qualidade com que as músicas erram executadas, mas sim com a diversão que o Punk proporciona, muita gente se divertiu com as músicas e entraram no “mosh”. Os meninos mostraram a atitude, mais a qualidade… Essa vem com tempo e estudo.

É chegada a hora dos soteropolitanos da Behavior destroçarem no palco. O Death Metal técnico dos caras é muito bem executado. O vocalista Fabrício Pazelli já chegou impressionando com um grito de arrepiar os cabelos dos headbagers de plantão. Mas a pegada intensa do baterista Ricardo Agatte fez mais um imprevisto acontecer, logo depois de uma breve passagem de som a pele do bumbo rompe para o desespero dos guerreiros que esperaram até mais que as 02hs00min da madruga para ver a Behavior. Como músicos experientes e cheios de truques tiveram a ideia de colocar o tambor dentro da estrutura do bumbo, uma adaptação que no meu pouco conhecimento não duraria duas músicas. Mas me enganei a adaptação foi feita, chegando a ser uma “armengajem” a lá Macgyver que funcionou e muito bem por sinal.

Tudo pronto novamente. Agora a Behavior poderia continuar seu show, fazendo como prometido, tocar o seu álbum “The Awake Of Madness” na integra, um cover da banda Morbid Angel e uma bonita homenagem à banda Death. Até onde nós pudemos ver o nível da Behavior é altíssimo, técnica acima do normal, músicos muito competentes. Mais uma revelação nacional sem sombra de duvida. Parabéns a todos os integrantes que souberam reverter o problema para continuar o show.
Cena de Heavy Metal não se cresce só comprando cd’s das bandas ou baixando seus materiais pela internet e ficando em casa. A cena só cresce se você “Headbanger” além de comprar o material original ir aos eventos prestigiar as bandas de perto e se integrar com todo mundo pra fortalecer o movimento.
Então é isso galera, nós do programa Trincheira apoiamos o Underground assiduamente. Faremos sempre o possível para estar vivendo isso. Nos aventuraremos sempre que der seja onde for para contribuir com a cena que tanto amamos. Até a próxima. “Metal for All”.

Por Aldo César (Programa Trincheira –
http://trincheirarockmetal.com.br)

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