Triumph of Metal festival: mais uma ótima edição do evento
Resenha - Triumph of Metal Festival (Pouso Alegre, 05/11/2011)
Por Écio Souza Diniz
Fonte: Pólvora Zine
Postado em 15 de novembro de 2011
Um dia quente de novembro, headbangers reunidos e um palco com bandas que prometiam esquentar ainda mais o ambiente. Estes ingredientes constituiram a 5ª edição do festival sul-mineiro Triumph of Metal, que ocorreu em Pouso Alegre dia 05 de novembro de 2011.
Em sua quarta edição, realizada em agosto de 2010, tivemos como atração principal, a presença de ninguém menos que PAUL DI'ANNO (ex-IRON MAIDEN). Nesta edição, a produção do festival não perdeu em nada, trazendo um cast de qualidade, composto por bandas como CALVARY DEATH, ATTOMICA, MOTOROCKER entre outros.
A abertura do festival ficou a cargo da banda local SILENCE, que executou clássicos do Heavy metal, que agradou bastante aos fãs do estilo. Já a segunda banda, o STATIK MAJIK foi uma atração diferenciada, visto o seu estilo Stoner, que é uma vertente pouco difundida no Brasil. Os riffs graves e densos, característicos do estilo, fizeram os bangers agitarem intensamente, dando à banda uma calorosa recepção. Para completar, mandaram um cover para 'War pigs' do BLACK SABBATH, que despertou um acompanhamento em couro pelo público que cantava com a banda.
Após o Stoner estourando aos ouvidos, era vez dos fãs de Power/Folk metal aproveitarem a festa, estavam chegando os caras do LOTHLORYEN. Com influências de bandas como BLIND GUARDIAN, e já com presença em diversos festivais da região, arrebataram um bom público em seu show.
Finalmente, a curiosidade e a vontade dos apreciadores do Metal extremo seria sanada, era hora do CALVARY DEATH, uma lenda do Death metal nacional e mundial, entrar no palco. A abertura devastadora com a intro 'Hell', seguida de 'Serpents' (ambas do recente álbum de estúdio, "Serpents"), já nos indicou o que viria pela frente: presença de palco impecável, e um bombardeio de Death metal impiedoso. O CALVARY DEATH tocou músicas do clássico "Jesus, intense weeping", como 'Ritos da boca do inferno', como também mandaram pedradas do recente "Serpents", como 'Burning forever', que levantou rodas furiosas de moshs. Saudações ao Ruddy e companhia pelo showzasso.
Uma pausa bem vinda para descansar, nos preparando para uma mais uma lenda do Metal nacional, os thrashers do ATTOMICA. Com o corpo restabelecido, iamos agitar ao som de um Thrash metal oldschool e brazuca de dar dor no pescoço de bater cabeça. Com um set composto por músicas de vários momentos da carreira da banda, incluindo clássicos do primeiro álbum (o auto-intitulado "Attomica"), tiveram uma pegada firme, digna de elogios, que levantou também moshs brutais. O único viés da apresentação, foram alguns problemas na equalização do som, que deixava a sonoridade um pouco empolada as vezes, mas nada que comprometeu a performance da banda. Foi um puta show e que nos mostra mais uma vez, através de bandas como o ATTOMICA e também o CALVARY DEATH, que o Brasil tem Metal de qualidade, que não deve em nada para bandas gringas, amplamente idolatradas no nosso país.
Já mais de meia noite, muitos dos presentes já abatidos pelo cansasso, se puseram de pé novamente pra agitar ao Rock and roll, a lá AC/DC, do MOTOROCKER. Por meio de um set list, composto por músicas próprias, cantadas em português, uma boa presença de palco e ótimo bom humor, os caras esquentaram novamente o festival. Um momento inusitado se deu pela formação de duas frondes de batalha na frente do palco, à pedido do vocalista, as quais se chocaram uma contra outra, mas tudo numa amistoso clima de diversão.
Mais uma vez, os fãs de Heavy metal teriam seu lugar, através do HELLISH WAR. Composta por músicos talentosos, fizeram um show um pouco curto, diante da hora já avantajada, mas que levantou e agradou os fãs do estilo.
Já encaminhando para o fim do festival, entrou em cena o WOSLOM, banda relativamente nova na cena nacional, que vem sendo bem recebida pelo público e mídia, através de seu debut "Time to rise". Calcado em um Thrash metal mais moderno com pitadas de oldschool, a lá álbuns mais recentes do MEGADETH, a banda fez aglomerar o público remanescente em frente ao palco, e tiveram uma ótima performance.
Dominado pelo cansasso, não pude assistir ao encerramento com a banda de Power metal STORMTROOPER. No entanto, posso resumir que o Triumph of Metal tem se superado a cada edição, e esta concerteza não passou nem um pouco batida. Dessa forma, torçamos para que o festival cresça ainda mais nas próximas edições.
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