Black Label Society: público empolgado na noite fria do RS
Resenha - Black Label Society (Opinião, Porto Alegre, 14/08/2011)
Por Débora Reoly
Fonte: Rota do Rock
Postado em 29 de agosto de 2011
A previsão meteorológica para Porto Alegre no dia do show era de chuva. Mas nem a chuva e muito menos o frio diminuiram a empolgação do público que esperava desde cedo o show do BLACK LABEL SOCIETY pela primeira vez em Porto Alegre.
Para mim e as vinte e duas pessoas que eu levava na excursão que organizei a diversão começou mais cedo. Eram 07:20 da manhã de domingo, 14 de agosto quando nossa excursão saiu de Ijuí, distante 355 km da capital gaúcha. Foram 7 horas de viagem, com muita chuva e neblina na serra. Cada hora que passava se tornava mais visível o nervosismo dos mais fanáticos pela banda, alguns não queriam nem mais uma parada e assim chegar mais cedo em POA. As 14 horas enfim chegávamos em frente ao Opinião e já havia cerca de cinquenta metros de fila, vendedores de camisetas e acessórios da banda, como broches, adesivos e bandanas já estavam em plena atividade.
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Em Porto Alegre o clima ainda estava seco, porém as nuvens anunciavam que a chuva estava chegando. Eu e algumas pessoas resolvemos ir em frente ao local onde haveria o Meeting and Greeting, para ver a banda entrando no local. Pouco depois que chegamos em frente ao estúdio Eclipse a van parou e a banda desceu rapidamente e entrou, sem precisar de seguranças, nem nada. Cerca de 40 minutos depois, a banda saiu, dizendo que nos veriam mais tarde no show. Entraram na van seguidos de alguns integrantes de sua equipe que são todos clones de Zakk Wylde ( e creio que esta impressão não foi só minha), todos da equipe são parecidos: cabelos compridos, barbão, bandana na cabeça e as roupas características.
Dali retornamos a fila no Opinião, pouco temepo depois começou a chover. Os vendedores ambulantes já começaram a vender as capas de chuva e sombrinhas. Como sou precavida buscaram no micro-onibus meu guarda-sol rosa pink, que logo foi invadido até por desconhecidos. As horas passaram depressa, ás 20 horas o público começou a entrar e o Opinião começou aos poucos a lotar. Creio que nem todos os ingressos foram vendidos, aparentemente, vendo do local onde eu estava no mesanino..
Ás 21 horas a banda gaúcha DRACO escalada para a abertura, entrou no palco com Leo Jamess (vocal/guitarra), Dani Wilk (vocal/guitarra), Beto Pompeo (baixo) e Viniscius Rymsza (bateria). O quarteto é muito apreciado pelo público gaúchos, suas músicas são cantadas em português e os vocais variam entre Leo Jamess e Dani Wilk em determinadas músicas. Dani Wilk toca muito, mas a guitarra estava muito baixa, problemas que foram resolvidos algumas músicas depois. Em meia hora de show, tocaram "Contrato Com o Diabo", "O Inferno é Aqui", "Lugar Algum", "Louco da Estrada" e a nova música de trabalho "Nunca Vou Desistir". Ao final do show a banda distribuiu alguns Cds para o público da pista. A DRACO saiu do palco do Opinião muito aplaudida.
Em seguida, foi retirada a bateria da Draco e a cortina da bateria de Mike Froedge, já fazendo o público aplaudir. As cervejas (quentes) foram colocadas em frente ao bumbo da bateria. Tudo ficou pronto em minutos e pontualmente as 22 horas, as luzes se apagaram e iniciou a intro de "New Religion" com o público chamando "Zakk! Zakk! Zakk!". Em turnê ainda pelo álbum "Order Of The Black" de 2010, sobem ao palco ainda com as luzes apagadas os Norte-americanos do BLACK LABEL SOCIETY, Zakk Wylde (vocal/guitarra), Nick Catanese (guitarra), John DeServio (baixo) e Mike Froedge (bateria), com a sirene soando de fundo, anunciam: "Porto Alegre, Brasil! Thank you please metal" e iniciam executando "Crazy Horses" (Order Of The Black), levando o público em massa a baguear, Zakk Wylde com o cocar indígena na cabeça e o pedestal do microfone com crânios. "Funeral Bell" (The Blessed Hellrider), "Bleed For Me" e "Demise of Sanity" (1919 Eternal) foram executadas em seguida, o público em êxtase, destaque para os backing vocal do baixista John DeServio, esbanjava simpatia com o público e o seu jeito de tocar que (particularmente) acho parecido com o Trujillo (que aliás, era baixista no Black Label Society, antes de assumir o baixo no Metallica). "Overlord" (Order Of The Black), detalhe que chamou a minha atenção foi que o público cantava tanto as músicas mais conhecidas, como as do álbum mais recente. Após veio "Parade Of The Dead" e "Born To Lose", em "Darkest Days" Zakk senta no piano, as luzes diminuem e o show transforma-se por um momento, todos os olhos e câmeras apontam a Zakk Wylde, a música é leve e inebriante. Mas Zakk Wylde no palco é aquela "antipatia" caracteristica dele. Não é de sorrisos. Porêm quem precisa de simpatia se está diante de um dos maiores guitarristas da atualidade?! O seu solo de guitarra entre "Fire It Up" e "Godspeed Hell Bound" deixou a todos atônitos! O que era aquilo alguem pode me explicar?! O show termina com "Stillborn" com o público em êxtase, e sem bis. Mas, quem precisa de bis depois de um show desses?! Definitivamente este show entrou para a história do Opinião, o melhor show que a casa teve em seus 28 anos de existência. E a Abstratti Produtora: Ricardo Finnochiaro, Zed Alves e toda sua equipe está mais uma vez de parabéns, a produção estava impecável!
Set List:
1 - New Religion
2 - Crazy Horses
3 - Funeral Bell
4 - Bleed For Me
4 - Demise Of Sanity
5 - Overlord
6 - Parade Of The Dead
7 - Born To Lose
8 - Darkest Days
9 - Fire It Up
10 - Guitar solo
11 - Godspeed Hell Bound
12 - The Blessed Hellride
13 - Suicide Messiah
14 - Concrete Jungle
15 - Stillborn
Vídeo em HD da primeira parte do show, com New Religion, Crazy Horses e Funeral Bell:
Texto: Débora Reoly
Video: José Florêncio
Outras resenhas de Black Label Society (Opinião, Porto Alegre, 14/08/2011)
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