Mr. Big: gol de placa com público em êxtase em São Paulo
Resenha - Mr. Big (HSBC Brasil, São Paulo, 09/07/2011)
Por Marcelo Prudente
Fonte: rockonstage
Postado em 15 de julho de 2011
Como em qualquer área profissional, o mundo da música tem aquelas mentes ou bandas que se sobressaem por tornar o comum e básico em algo extraordinário. O mais afoito não perderia tempo em pedir um exemplo. E, sem uma gota de dúvida, dentre os possíveis exemplos está o Mr. Big.
Seria hilário se não fosse trágico. Mas mesmo sendo esse grande exemplo de brilhantismo e gozar de grande prestígio no mercado nacional, a banda só deu o ar da graça pelas bandas daqui, no distante ano de 1994, para se apresentar no festival M2000 Summer Concerts, na cidade de Santos, São Paulo. Ou seja, já tinha mais que passado da hora para um retorno ao Brasil. E com duas datas reservadas para o país – São Paulo 09/07 e Porto Alegre 10/07 – o Mr. Big veio, no último final de semana, saldar a dívida de quase duas décadas. Na apresentação de São Paulo ainda teria como convidado especial o norueguês, Jorn Lande.
Só mesmo artistas do quilate de Mr. Big e Jorn Lande para lotar o HSBC Arena em mais uma noite congelante na capital paulista. Numa pontualidade digna a ser comparada à inglesa. Pontualidade que se seguiu por toda noite. Jorn Lande começa, às 21:00, sua apresentação que pode ser dividida ou colocada de duas formas bem distintas. A primeira que o vocalista norueguês é uma das melhores vozes do hard/metal, nos dias atuais, e por conta disso é sempre um privilegio ouvir cada verso cantado pelo vocalista. E a segunda, e a não muito agradável, é que a carreira solo do músico carece de hits ou se preferirem de canções com maior apelo comercial, o que foi decisivo para o show ficar com dinâmica morna, tendo o maior destaque no cover do saudoso Dio, Rainbow in the Dark. Em uma comparação futebolística, o show do vocalista está como a seleção brasileira na Copa América: um time até bacana, mas que não sai nunca do empate.

Sem muita demora na troca de palco, Mr. Big começa sua apresentação com a energética, "Daddy, Brother, Lover, Little Boy", que num piscar de olhos cede lugar à carismática, "Green-Tinted Sixties Mind". E por falar em carisma todos os músicos ganham nota cem nesse quesito, o que só fez aumentar a intimidade entre banda e público, com ambos se sentindo à vontade, e lógico, refletindo de maneira muito espontânea por toda dinâmica do show. "Undertow" é a primeira representante do novo álbum – o ótimo, What If . Canção que traz em seu DNA todos os elementos que ajudaram construir a identidade da banda como as melodias marcantes; refrão grudento como chiclete derretido e técnica na medida. Do novo disco também vieram as rápidas "American Beauty" e "Still Ain’t Enough For Me" e a trinca da pesada com "Once Upon a Time", "As Far As I Can See" e Around the World. Vale comentar que o novo álbum talvez seja um dos mais completos registros da banda, porque estão lá, de forma intacta, os elementos já citados que ajudaram compor a identidade do conjunto. E o mais importante. Não soando datado ou numa tentativa desesperadora de reviver o sucesso passado. E o bem vindo flerte com metal, o que só favoreceu para o bom resultado qualitativo e a diversidade do disco.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O platinado álbum, Lean Into It (1991), foi estrutura base para apresentação dos americanos. E é desse disco que veio os momentos de maior interação com o público como na dançante "Alive and Kickin"; a festeira "Road to Ruin"; a bluesy "A little Too Loose e as açucaradas "Just Take My Heart" e "To Be With You". "Addicted to That Rush"; "Take a Walk" e "Merciless" rememoram o primeiro disco, Mr. Big (1989), e provam que a banda sempre se destacou pela qualidade suas canções e músicos e nunca pelo visual espalhafatoso do hard/glam. "Take Cover" é única representante do mediano, Hey Man (1996). O também platinado, Bump Ahead (1993), também dá o ar da graça com "Colorado Bulldog" e "Price You Gotta Pay".

Como se não bastasse, a banda fez o rodízio de instrumentos com Paul Gilbert atacando de baterista; Eric Martin de guitarrista; Pat Torpey baixista e Billy Sheehan no vocal, para então executar o cover de Smoke on the Water (Deep Purple). De volta aos seus respectivos instrumentos, a banda ainda tira mais carta da manga, "Shy Boy". Cover do vocalista/showman, David Lee Roth. O show contou com as apresentações individuais do guitarrista Paul Gilbert e baixista Billy Sheehan, mas é desnecessário enaltecer um ou outro, visto que a propriedade dos músicos em seus instrumentos é bem perto da perfeição. Assim como também é dispensável comentar a qualidade vocal de Eric e a precisão das batidas de Pat.

Para o Mr. Big o resultado foi mais que favorável, marcando gol de placa com público em êxtase e de alma lavada por ter valido a pena esperar quase duas décadas pelo show. Para Jorn Lande o show ficou no empate, com o cantor se destacando pela sua qualidade, mas pecando por um setlist morno!
Outras resenhas de Mr. Big (HSBC Brasil, São Paulo, 09/07/2011)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Dave Mustaine diz que ex-integrantes não participarão da última tour do Megadeth
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
A banda de abertura que fez Ritchie Blackmore querer trocar: "Vocês são atração principal"
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
A frase dita pela mãe de Cliff Burton que Jason Newsted nunca esqueceu
Bangers Open Air inicia venda de ingressos para 2027; confira possíveis atrações
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
Gary Holt relembra período conturbado do Exodus e faz desabafo sobre fase difícil
Rafael Bittencourt relembra sofrimento íntimo com Clorox no lugar indevido
A banda de metal que Lars Ulrich disse que ninguém conseguia igualar: "Atitude e vibração"
Brian Robertson "meteu atestado" para o Motörhead receber seguro
As 10 melhores músicas que o AC/DC lançou após "Back in Black", segundo a Classic Rock
O melhor vocalista de rock da geração dos anos 1990, segundo Bruce Dickinson
A opinião de Bento Hinoto dos Mamonas Assassinas sobre Kiko Loureiro e Edu Ardanuy
Rock Progressivo: Você sabe que está ouvindo demais quando...
Álbum "perdido" da Eric Martin Band será lançado em breve
O vocalista que Paul Gilbert tentou recriar na guitarra; "não conseguia cantar como ele"
Sexo ok, drogas tô fora, rock'n'roll é tudo; 5 músicos de hair metal que fogem do estereótipo
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil

