Pain Of Salvation: levando os fãs ao delírio no RJ
Resenha - Pain Of Salvation (Hard Rock Café, Rio de Janeiro, 04/06/2011)
Por Flora R. Mochel
Postado em 11 de junho de 2011
Na noite do último sábado, dia 4, o Hard Rock Café recebeu os suecos do Pain Of Salvation, que já estavam no Brasil desde o dia anterior e haviam feito uma ótima noite de autógrafos no Bar Calabouço, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Muita gente e muita demora! Problemas na entrada da casa e no recolhimento dos ingressos acabaram atrasando o show, marcado para ter início às 19h. Mas nada disso desanimou os fãs que, além de acabarem com quase todos os produtos de merchandise da banda, receberam calorosamente os ídolos por volta de 20h30.
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Foi com os primeiros segundos de show que logo se percebeu um problema que iria nos acompanhar até o fim da apresentação. Apesar de apresentar uma estrutura de som diferente da casa, conhecida por não ser muito boa, diversas vezes a entrada de Remedy Lane falhou, quase como um disco arranhado travando sem parar.
Aparentemente resolvido o problema, o Pain Of Salvation começou o show tocando a sequência Of Two Begginings e Ending Theme, levando os fãs, inclusive eu que ainda estava em estado de choque, ao delírio. Afinal, a banda não vem desde 2005 e muitos dos que estavam ali não estavam presentes nesse show anterior.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Engatando America e Handful Of Nothing, o público ainda um pouco contido presenciou vários problemas durante a execução das músicas. Não sou técnica de som, não conheço absolutamente nada a respeito e tampouco tenho propriedade para falar sobre isso, mas ouvi dizerem que o PA não aguentou. Posso explicar para vocês como um sistema de som que de repente perdesse seu surround e por alguns segundos não se ouvia nem voz nem instrumentos de ninguém ao certo, apenas uma barulheira sem nenhum som grave e uma bateria acompanhando. Esse problema, como havia dito, seguiu até o final do show.
Com uma pausa para acalmar os ânimos, a banda tocou Of Dust, do último CD, Road Salt One, seguida por Kingdom Of Loss, uma surpresa mais do que agradável, pois nunca esperei que eles a tocassem e nem por isso ela deixou de ser menos agradável, pelo contrário, foi maravilhosa e me fez chorar.
A sequência que se deu após Kingdom Of Loss foi de arrasar corações. Black Hills, maravilhosa música, nunca antes tocada ao vivo, do CD One Hour By The Concrete Lake, abriu essa jornada, que incluiu Idioglossia e Her Voices, também nunca antes tocadas ao vivo, Second Love e Diffidentia. Em seguida veio No Way, do novo CD, e, completando o delírio e trazendo nostalgia aos fãs, a querida Ashes, cantada a plenos pulmões por todos ali.
Com Linoleum e Road Salt tocando logo após, nada parecia poder ser melhor, mas foi ao som das primeiras notas de Falling que já se sabia o que estava por vir. Sim, The Perfect Element estava caminhando para o que seria o final de um show perfeito. Devo dizer que foi a música que mais chorei, talvez uma das mais esperadas por mim, mas não fiquei sozinha, acompanhada pelos fãs que cantavam e alguns que pareciam não conhecê-la, última faixa e título do CD The Perfect Element.
Quando tudo parecia acabado (inclusive eu), a banda volta ao palco para alegria de todos e felicidade geral com Tell Me You Don't Know, uma música com o pézinho no bom e velho rock'n'roll e blues. Em algum momento eles engataram uma puxada de reggae (posso estar enganada a respeito da música), trazendo espanto porém diversão do público. E com gritos (que vêm desde o início do show) pela rainha do disco, Disco Queen invadiu o Hard Rock Café, fazendo os fãs dançarem e lembrando até uma das festas da casa que tocas músicas dos anos 70/80.
Para fechar com chave de ouro lapidado mil quilates (se isso fosse possível), os primeiros acordes de Nightmist causaram furor no público, que cantou do início ao fim com uma emoção que só o Pain Of Salvation é capaz de despertar.
A quantidade de músicas que poderiam estar ali e não estiveram é enorme, capaz de formar até um novo setlist. Mas como fã, não poderia ter ficado mais satisfeita (ok, talvez com Waking Every God, In The Flesh, Winning A War...) e tenho certeza que apesar de todos os problemas técnicos enfrentados a maioria dos fãs também ficou.
SET LIST
Remedy Lane
Of Two Beginnings
Ending Theme
America
Handful of Nothing
Of Dust
Kingdom of Loss
Black Hills
Idioglossia
Her Voices
Second Love
Diffidentia
No Way
Ashes
Linoleum
Road Salt
Falling
The Perfect Element
Encore:
Tell Me You Don't Know
Disco Queen
Nightmist
Fotos: Flora R. Mochel
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