Ian Anderson: surpreendente show 'plugado' em São Paulo
Resenha - Ian Anderson (Credicard Hall, São Paulo, 14/05/2011)
Por Jorge A. Silva Junior
Postado em 16 de maio de 2011
Quatro anos após sua última passagem por São Paulo, na ocasião como JETHRO TULL, Ian Anderson retornou à cidade para apenas um show, que foi divulgado como acústico. Diferentemente no anúncio, o músico, de 63 anos, surpreendeu o grande público que compareceu ao Credicard Hall com uma apresentação totalmente 'plugada' e repleta de sucessos de sua banda, considerada ícone do Rock Progressivo.
Sem a tradicional pontualidade britânica (vale lembrar que Ian Anderson é escocês), o show começou com 20 minutos de atraso. Por se tratar de um evento realizado em pleno sábado e com o público formado em sua maioria por casais e famílias, este fato não gerou qualquer tipo de desconforto. Aliás, logo na primeira música, "Living In The Past", Ian Anderson e sua banda - formada por Florian Opahle (guitarra), David Goodier (baixo), Scott Hammond (bateria) e John O' Hara (teclado) - conquistaram a todos com uma aula no que diz respeito à harmonia, arranjos e, é claro, carisma. Na seqüência, com uma introdução de gaita, "A New Day Yesterday" abriu caminho para a breve saudação de Sir Anderson. "Olá, boa noite! Essa é muito antiga, de 1971, do álbum 'Aqualung'", disse o flautista antes de emendar a maravilhosa "Up To Me".
Para a surpresa (e alegria) da maioria, o show não foi acústico como havia sido divulgado. Totalmente 'plugados', Ian Anderson e banda presentearam os fãs com uma nova e ótima canção: "Hare In The Wine Cup", destacada pelo bandolim e seu ritmo Indiano.
Após a apresentação dos músicos, outro clássico do JETHRO TULL deu as caras: "Songs From The Wood", do álbum homônimo de 1977. Se nesta altura do campeonato o tecladista John O' Hara já merecia uma atenção especial, ela só aumentou quando "Prelude In C Major", de ninguém menos que Johann Sebastian Bach, foi apresentada em versão reduzida, servindo de introdução para a instrumental "Boureé", também do maestro alemão, mas com novos arranjos criados por Ian Anderson.
A primeira parte da apresentação foi encerrada com a conceitual "Thick As A Brick", de 1972, que teve sua versão estendida por conta da inclusão de "The Poet And The Painter" e "Toccata And Fugue".
Antes da mini-maratona de clássicos, Ian Anderson apresentou mais uma nova canção, "A Change Of Horses", composta há dois anos. Mesmo como a qualidade indiscutível do material tocado ao vivo e 'plugado', o público sentia a falta de mais clássicos. Após as primeiras notas de "My God", a galera foi ao delírio com o 'Lado B' mais famoso do JETHRO TULL. Em seguida, a linda balada "Budapest" e o maior sucesso da banda, "Aqualung", fecharam o 2º set da melhor maneira possível, tanto que boa parte do público, já satisfeito, foi embora antes do Bis. Uma pena, já que, obviamente, seria impossível terminar um show de Ian Anderson sem a pesada e ao mesmo tempo delicada "Locomotive Breath", que, com apenas quatro minutos e meio de duração, conseguiu juntar todos os elementos musicais que resumem a genialidade do JETHRO TULL.
JETHRO TULL em São Paulo
Credicard Hall - 14 de Maio de 2011
Duração: 1h45
1º Set
- Living In The Past
- A New Day Yesterday
- Up To Me
- Hare In The Wine Cup
- Songs From The Wood
- Prelude In C Major (Bach) / Bouree
- Thick As A Brick / The Poet And The Painter / Toccata And Fugue
2º Set
- A Change Of Horses
- My God
- Budapest
- Aqualung
Bis
- Locomotive Breath
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
John Lennon criou a primeira linha de baixo heavy metal da história?
O único nome realmente genial do "Clube dos 27", segundo Sérgio Martins
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
O hit de Cazuza que traz homenagem ao lendário Pepeu Gomes e que poucos perceberam
O riff de 1975 que Dave Grohl diz ter dado origem ao heavy metal na sua forma mais rápida
David Gilmour diz o que achou de assistir O Mágico de Oz com "Dark Side of the Moon"
Slipknot: Qual é o significado e a tradução do nome da banda?
Preconceito: dificuldades de ser roqueiro em cidade do interior


A lição que Tony Iommi aprendeu com o Jethro Tull, segundo Ian Anderson
O guitarrista que Ian Anderson achava limitado, e que deu muito trabalho para Steve Vai
A música "genérica" do Jethro Tull que Ian Anderson não gosta
Mick Abrahams, guitarrista original do Jethro Tull, morre aos 82 anos
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



