Avenged Sevenfold: "nunca tinha visto beatlemania de perto"

Resenha - Avenged Sevenfold (Credicard Hall, São Paulo, 03/04/2011)

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Por Daniel Galvão
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Domingo pós Ozzy, fui arrastado para o Credicard Hall onde ocorreria o show (ou a seita?) do Avenged Sevenfold. A essa altura do campeonato o caro leitor deve ter um das duas prováveis opiniões em relação a banda: ou ama ou odeia, porém sequer se deu o trabalho de ouvir e constatar que é no mínimo competente.

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Trata-se de uma banda pesada, melódica, mas de uma nova safra. Adicione o detalhe que eles se vestem de modo digamos estilosos demais. Como tudo no Brasil chega de forma alienada, é exatamente por conta do visual que a banda por aqui foi abraçada pelo mesmo público do Jonas Brothers. Nos EUA eles tocaram no Ozzfest e figuram com freqüência ao lado de bandas como DISTURBED e SYSTEM OF A DOWN e tocam covers de BLACK SABBATH a PANTERA. Você entendeu bem? PANTERA!!! Então eis que por causa de um corte de cabelo, através da internet a banda alcança a mesma faixa etária do público do Justin Bieber e um ou outro fã de heavy metal.

Na verdade eu nunca tinha visto uma beatlemania de perto. Foram jovens (crianças?) chorando, berrando e desmaiando em atendimento médico recorde segundo a própria assessoria de imprensa do Credicard Hall.

Sobre o show, foi muito bom com a ressalva que já que a euforia era tanta, a banda perdeu a oportunidade de tornar a noite histórica tocando a tal música que os fãs pediam gritando incansavelmente.

O problema maior foi que o pós show me deixou deprimido! A trajetória do rock pesado foi injusta com muito de nós que nascemos no começo dos anos 80 ou depois. Acontece que meus heróis, em sua grande maioria, são da época dos meus pais. Me ocorreu que mesmo vendo shows de bandas que eu amo (e muitas vezes shows extremamente competentes), vi seus integrantes em decadência, gordos, sem voz, carecas, com álbuns pouco inspirados, turnês de reuniões ou em dificuldade financeira clamando por um par de apresentações na América do Sul. Penso que o certo seria ter visto KISS no Morumbi em 83, o GUNS no Rock in Rio 2, o IRON MAIDEN no Parque Antártica em 92. Mas eu era novo demais! LED e SABBATH então é melhor nem comentar...

No domingo eu assisti a uma banda no furor de uma palavra que eu nunca tinha presenciado antes: AUGE. Banda tinindo, público ensandecido e seus pais os esperando lá fora de Land Rover. Pena que foi tarde demais pra mim. Fiquei feliz por dois moleques novinhos que estavam malucos do meu lado. De primeira fiz meu papel de pessoa mais velha, “madura”, sensata e fiz cara feia pensando: "caramba que juventude otária". Depois relaxei lembrando que o otário ali era eu e fiquei com inveja quando um deles falou: "Cara, hoje é o melhor dia da minha vida!"

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