Ozzy Osbourne: como foi o show do madman no Rio de Janeiro

Resenha - Ozzy Osbourne (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 07/04/2011)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Depois de três anos do último show, Ozzy voltou ao Rio de Janeiro. Pensei eu, nem vai ser tão bom o show, afinal Ozzy já ultrapassou a barreira dos 60 anos. Esta banda nova só tem desconhecido. Chavões... O show de Ozzy foi excelente! O madman provou mais uma vez sua longevidade e importância no mundo da música.

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Sim, o set list foi exatamente o mesmo de todos os outros shows. Sim, faltou "No More Tears". Mas os demais clássicos estavam lá. Foram bem executados. A nova banda, apesar de ser composta de "novatos", é extremamente competente e enérgica ao vivo. A reação do público não me deixa mentir: a galera saiu do show extasiada, apesar da duração não tão longa (uma hora e meia de show).

Pontualmente, às 21:30, as luzes do Citibank Hall se apagaram para delírio do público que comparecia em excelente número. A introdução inicia (algo de "Carmina Burana", acho) e rapidamente Ozzy Osbourne adentra ao palco, atiçando a plateia. E começa o show com "Bark At The Moon" (ver vídeo lá embaixo), clássico dos anos 80 que tinha aquele vídeo bizarro do madman vestido de lobisomem. "Let Me Hear You Scream" vem a seguir, com ótima recepção. Para enlouquecer de vez os presentes, mais um grande clássico, "Mr. Crowley", onde o tecladista Adam Wakeman, filho do homem, reproduz a clássica introdução. Ozzy continua no "Blizzard Of Ozz" e emenda "I Don't Know".

É hora do primeiro clássico do Black Sabbath, "Fairies Wear Boots". Quando vi esta canção no set list fiquei achando que poderia ser outra mais clássica do Sabbath, mas esta ficou muito bem no show. Vale ressaltar que a banda de Ozzy, ao executar as músicas do Sabbath, ganhava o reforço de Adam Wakeman na guitarra base, para realçar o peso das canções (Tony Iommi é mesmo fantástico, dois guitarristas para fazer o que ele faz...). "Suicide Solution" vem a seguir e mantém o pique do show lá em cima. "Road To Nowhere", balada do disco "No More Tears", é bem recepcionada, mas achei que a banda poderia ter executado melhor a música. "War Pigs" é anunciada por Ozzy e a plateia enlouquece de vez, participando ativamente de sua execução com palmas, cantorias do riff e muita vibração. Ponto alto do show.

"Shot In The Dark" dá uma esfriadinha e a seguir Ozzy sai do palco para deixar seus pupilos demonstrarem suas habilidades em longos solos. O guitarrista Gus G. foi esperto e colocou uma execução competente de "Brasileirinho" no seu solo, que agradou bastante ao público. O solo do baterista Tommy Clufetos foi aquele típico solo, explorando a interação com a plateia e tentando demonstrar bastante técnica e rapidez. Durante estes solos, a banda ainda tocava outra do Sabbath, "Rat Salad".

Até parece o "Live Evil" do Sabbath, após o solo de bateria, começa "Iron Man", que também teve seu riff cantado pelo público, como já está se tornando característico do público brasileiro. "I Don't Want To Change The World" e "Crazy Train" encerram a primeira parte do show lá em cima (achei que a voz de Ozzy começou a ratear, mas não chegou a falhar...), mas antes desta última música a galera começa a pedir "No More Tears", que conforme já falamos no post anterior, não dá pra entender ter ficado de fora do set list.

O bis começa com a linda balada "Mamma, I'm Coming Home", e mais uma vez sinto que a banda não é boa em executar as baladas. Mas a galera adora a música e canta junto pra valer. Pra encerrar, "Paranoid" e o "God Bless you all" tradicional. O público ainda fica pedindo "No More Tears", mas a banda se despede.

Dos shows que vi do madman, este talvez tenha sido o que menos gostei (nenhum supera o show no Monsters Of Rock de 1995 e o impacto de ver Geezer Butler tocando baixo ao seu lado), mas foi um show muito bom, que me agradou muito (e a todos presentes, com certeza) e que nos deixa com aquele desejo de ver Ozzy se reunir mais uma vez com seus amigos de Birmingham numa reunião do Sabbath, dando o ar da graça aqui em nossas terras. Seria supremo!!!

Set List:
1 - Bark At The Moon
2 - Let Me Hear You Scream
3 - Mr. Crowley
4 - I Don't Know
5 - Fairies Wear Boots
6 - Suicide Solution
7 - Road To Nowhere
8 - War Pigs
9 - Shot In The Dark
10 - Rat Salad (com solos de guitarra e bateria)
11 - Iron Man
12 - I Don't Want To Change The World
13 - Crazy Train
Bis:
14 - Mama, I'm Coming Home
15 - Paranoid

Abaixo, alguns vídeos que gravei no show. Entre na página no Facebook do blog Ripando a História do Rock e curta algumas fotos tiradas no show. Acompanhe também as novidades do blog pelo twitter, @ripandohistrock. Rock on!!

Bark At The Moon

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Suicide Solution

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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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