Ozzy Osbourne no RJ: Mostrando porque arrasta multidões

Resenha - Ozzy Osbourne (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 07/04/2011)

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Por Monica Fontes
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Três anos após sua última apresentação no Rio de Janeiro, Ozzy Osbourne retornou à cidade para mais um show da turnê de seu novo álbum - “Scream”, lançado em 2010.

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O início estava previsto para as 20:00 h com a banda Hibria, porém o Citibank Hall, mesmo com filas que pareciam não ter fim, demorou a abrir os portões o que fez com que muita gente entrasse com o show do Hibria já iniciado. Uma falha que deve ser revista pela casa para que não prejudique as bandas de abertura em shows futuros.

A banda do Rio Grande do Sul - e uma das melhores do país, fez uma excelente apresentação e estava visivelmente feliz por se apresentar no Rio de Janeiro. O público, por sua vez, também os recebeu bem e o Hibria finalizou o show sendo muito aplaudido e prometendo voltar em breve.

O intervalo para a entrada de Ozzy foi curto e já com o Citibank Hall totalmente lotado, o vocalista – e um dos precursores do Heavy Metal, subiu ao palco com sua banda para delírio do público. O show começou com “Bark At The Moon”, do álbum homônimo e terceiro de sua carreira solo. Logo no início Ozzy ficou envolto em uma enorme bandeira do Brasil e depois de um tempo, deixou-a exposta no palco por todo o show. Em seguida anunciou “Let Me Hear You Scream”, do novo álbum. A faixa de trabalho que originou o vídeoclipe já estava totalmente assimilada pelo público que o acompanhou do começo ao fim. A próxima seria “Mr. Crowley”, um de seus maiores clássicos e que faz parte de seu primeiro disco solo “Blizzard Of Ozz”.

Sempre mesclando as diversas fases de sua carreira, Ozzy interagia com a platéia entre uma música e outra do set, e de vez em quando jogava baldes de água para refrescar os fãs que adoravam a brincadeira!

Ozzy Osbourne sempre teve o cuidado de trabalhar com excelentes músicos e dessa vez não seria diferente. Acompanhado por Gus G. na guitarra solo, Rob “Blasko” Nicholson no baixo, Tommy Clufetos na bateria e Adam Wakeman (filho de Rick Wakeman) nos teclados e guitarra base, Ozzy mostrou porque é um ícone do Heavy Metal.

O guitarrista Gus G provou que pode substituir Zakk Wylde sem necessariamente imitá-lo. Em um determinado momento do show, Ozzy sai do palco para que seus músicos se apresentem com seus respectivos instrumentos. Gus G, que já vinha agradando a maioria dos fãs com seu estilo próprio, foi ovacionado ao tocar um trecho de “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, e “Eruption”, de Eddie Van Halen.

Depois de um longo solo de bateria, que incluiu “Rat Salad”, Tommy Clufetos iniciou “Iron Man”, um dos clássicos da primeira formação do Black Sabbath.

O show foi finalizado com “Crazy Train”, do primeiro disco solo de Ozzy - “Blizzard Of Ozz”, e um de seus maiores sucessos. A banda deixou o palco com o público pedindo “No More Tears”, música que o grupo ainda não havia tocado nessa passagem pelo Brasil. Após alguns minutos, retornaram para executar “Mama I’m Coming Home”, cantada com empolgação pelos fãs, e encerraram, dessa vez em definitivo, com “Paranoid”, marca registrada do Black Sabbath.

Aos 62 anos de idade, com muita vitalidade, indiscutível talento, carisma, total dedicação ao Heavy Metal, e sempre acompanhado de ótimos músicos, Ozzy Osbourne mostrou mais uma vez porque arrasta multidões há mais de quarenta anos.

Set List:
1 - Bark At The Moon
2 - Let Me Hear You Scream
3 - Mr. Crowley
4 - I Don't Know
5 - Fairies Wear Boots
6 - Suicide Solution
7 - Road To Nowhere
8 - War Pigs
9 - Shot In The Dark
10 - Rat Salad (com solos de guitarra e bateria)
11 - Iron Man
12 - I Don't Want To Change The World
13 - Crazy Train

Bis:
14 - Mama, I'm Coming Home
15 - Paranoid

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Sobre Monica Fontes

Mônica Fontes - Carioca, nascida em 1968, vive no Rio de Janeiro e é tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por música, leitura e cinema, começou a ouvir rock aos 13 anos, já tendo presenciado grandes shows e eventos desse gênero. Além do rock, também se interessa por outros estilos, como o Pop e MPB. Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, U2 e Guns N'Roses são algumas de suas bandas preferidas, sem deixar de prestigiar as excelentes bandas e artistas nacionais. Acessa o Whiplash há alguns anos e começou a colaborar por gostar de traduzir os diversos assuntos relacionados no site.

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