Soulspell: inacreditável competição de qualidade no palco
Resenha - Soulspell (Blackmore, São Paulo, 27/11/2010)
Por Lucas Steinmetz Moita
Postado em 03 de dezembro de 2010
O SOULSPELL METAL OPERA é um projeto criado pelo baterista Heleno Vale, que conta uma saga através de Eras interpretada por ícones do Heavy Metal Nacional. Após o lançamento do primeiro ato da saga, A Legacy Of Honor, foi lançado o segundo álbum, intitulado The Labyrinth of Truths, que conta também com músicos internacionais como Jon Oliva (SAVATAGE), Roland Grapow (ex-HELLOWEEN) e Zak Stevens (SAVATAGE).
Em 2010, Heleno Vale conseguiu sair em turnê, mesmo com a dificuldade de administrar vários músicos de todos os cantos do país, e confirmou algumas datas no Brasil. Entre elas, estava a memorável noite de 27 de novembro no Blackmore Bar em São Paulo.
A abertura, já com a casa lotada, ficou por conta da banda SCARECROW AVANTASIA COVER. Uma apresentação de altíssima qualidade que superava a música remetendo ao teatral. Os integrantes usavam adereços como cartolas e cetros, encarnando o conceito dos discos.
Após um show completo e que empolgou a todos os presentes, sobe ao palco a imensa equipe do SOULSPELL. O show de São Paulo contou com a presença dos vocalistas Leando Caçoilo (ex-ETERNA), Daísa Munhoz (VANDROYA), Manu Saggioro (comandando também a guitarra base), Mário Linhares (HARLLEQUIN, ex-DARK AVENGER), Mário Pastore (PASTORE), Jefferson Albert, Lucas Martins, Christian Passos (WIZARDS), Tito Falaschi (ILLUSTRIA) e Edu Falaschi (ANGRA). Todo esse time era sustentado por Marco Lambert (guitarra), Caetano Ranieri (teclado), Renato Spiro (baixo), e o mentor do projeto Heleno Vale (bateria).
Após uma breve intro, o show iniciou com a música título do segundo ato, "The Labyrinth Of Truths". Com um público já conquistado, seguiram com "Age of Silence", do primeiro ato A Legacy Of Honor.
O maior comentário a se fazer em um show como esse é o quanto o público brasileiro perde direcionando tanto os próprios olhos para países distantes. Como na frase "a grama do vizinho é sempre mais verde", nossos espectadores parecem se recusar a acreditar que temos tanta qualidade por causa de rótulos impostos pela mídia, como "País do Carnaval". A maior prova de todas para quebrar esse estereótipo foi a inacreditável competição de qualidade que tínhamos em cima do palco. Ouvidos sem direção para saber quem era o melhor. Simplesmente inacreditável.
Daí por diante vieram "Troy", "Amon’s Fountain", "Milvian Bridge", "A little Too Far". Alguns já comentavam os seus preferidos. Uma indecisão de opiniões sobre qual vocalista era o melhor mostrava o nível de qualidade do espetáculo.
Então veio o primeiro cover da noite. Daísa Munhoz e Manu Saggioro são as comprovações de que heavy metal não foi feito somente para homens. O dueto feminino interpretou de forma emocionante "Valley Of The Queens", do AYREON.
O show seguiu com "Adrift" e "Soulspell". Aí então, sobe ao palco Edu Falaschi para a execução inesperada de "Rebirth". Após, fez um dueto com Manu Saggioro, que nesse instante já tinha conquistado na platéia o seu próprio coral: "Manu! Manu! Manu!". Os dois cantaram, ao lado de Jefferson Albert, "A Secret Compartment". Para finalizar a noite com chave de ouro, Todos os vocalistas se reúnem ao palco para cantar o clássico "Can I Play With Madness", do IRON MAIDEN.
Seguindo o encerramento do show, todos os membros que compõem o SOULSPELL desceram do palco para autógrafos e fotos, não deixando uma pessoa sequer desapontada. Um público totalmente satisfeito teve a oportunidade de conhecer um pouco mais seus ídolos sem ter que passar por uma sorte ou privilégio.
Mais do que um show, o SOULSPELL se revelou um símbolo de união e um suspiro de ressurreição do heavy metal brasileiro.








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