Millencolin: show provou que existe celebração ao Hardcore

Resenha - Millencolin (Carioca Club, São Paulo, 14/11/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Jorge A. Silva Junior
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.










Nos últimos meses, o Carioca Club - casa de shows localizada na zona oeste da cidade de São Paulo - acostumou-se a receber apresentações de bandas ligadas a diversas vertentes do Metal. Porém, neste domingo (14), véspera do feriado da proclamação da república, o local foi "invadido" por um grande número de seguidores do Hardcore - ou melhor, dos suecos do MILLENCOLIN, que trouxeram ao Brasil a turnê de comemoração dos 10 anos de seu álbum de maior sucesso: 'Pennybridge Pioneers'.

Fotos: Filipe Rocha

A abertura da casa, marcada para às 17h, ocorreu trinta minutos após o previsto. Enquanto o público entrava no local, um telão instalado no palco transmitia a partida entre Atlético Goianiense e Palmeiras, válida pelo campeonato brasileiro. Meia hora depois, às 18h, as imagens do jogo foram retiradas para dar lugar à atração de abertura: o FISTT, banda de Jundiaí que debutou em 1999 e recentemente lançou seu quinto álbum, 'Como Fazer Inimigos'.

Usando uma camiseta do BAD RELIGION, o vocalista/baixista F.Nick - ao lado de Mirtão (guitarra), Karacol (guitarra) e Xandão (bateria) - embalou a galera com um Hardcore objetivo, de música simples e letras bem humoradas, entre elas "Minduim", "Pobre F. Nick" e "Meu Amigo Copo". A apresentação, que durou vinte e cinco minutos, teve boa aceitação e serviu como aquecimento para o petardo que viria a seguir.

Ao coro de "olê, olê, olê, olê, MILLEN-COLIN!", às 19h subiu ao palco o prato principal da noite. Formada por Nikola Sarcevic (vocal/baixo), Erik Ohlsson (guitarra), Mathias Färm (guitarra) e Fredik Larzon (bateria), a banda desembarcou no país com a proposta de tocar na íntegra o álbum 'Pennybridge Pioneers', que há dez anos ganhou o disco de ouro e até hoje é considerado o trabalho mais coeso do quarteto.

Logo na abertura, durante "No Cigar" - famosa por estar presente no game 'Tony Hawk’s Pro Skater 2' - mesmo com um breve problema no baixo de Nikola, o que se viu na pista (lotada, diga-se de passagem) foram jovens pulando, dançando e formando diversas rodas que mais pareciam furações humanos. Em poucos minutos, o local se transformou em uma verdadeira sauna gigante, tamanha era a empolgação das pessoas, que curtiram o momento como se fosse o último show da vida. Impressionante foi notar que o clima de festa seguiu durante todas as músicas do primeiro set: das famosas "Fox" e "Penguins & Polarbears", até as que tiveram pouca repercussão na mídia, como "The Mayfly" e "A-Ten" - com destaque para a competência na qual foram executadas.

Os próprios músicos, originários da gelada Suécia, sentindo o calor humano, souberam interagir na dose certa com o público - Nikola distribuiu diversas palhetas e os guitarristas Erik e Mathias tocaram o tempo todo com uma câmera colada em seus bonés, o que, com certeza, captou ótimas imagens para fazer inveja a seus amigos escandinavos.

A poeira só foi baixar (um pouco) durante a única balada da noite. Após tocarem "Pepper", a banda inteira saiu do palco e, segundos depois, voltaram apenas Nikola Sarcevic e um violão. Assim iniciou "The Ballad", cantada em verso e prosa por toda a casa e que emocionou muita gente, inclusive diversos garotos "violentos", organizadores dos chamados "bate-cabeças".

Por incrível pareça, em apenas 45 minutos, todos no Carioca Club já estavam satisfeitos com a apresentação. Mas a cereja do bolo estava guardada para o Bis - grande parte dele composto por canções dos primórdios do MILLENCOLIN, época em que a banda misturava elementos de Ska com Punk Rock e Hardcore. Foram resgatadas do disco 'Life On A Plate' (1995), famoso por sua inconfundível capa, as rápidas "The Story Of My Life", "Killercrush" e "Bullion", esta considerada por muitos como o hino da banda. Para encerrar a divertida celebração ao Hardcore, "Black Eye", do álbum 'Home From Home' (2002), inflamou de vez o público, que, de tanto agitar durante uma hora e vinte minutos, voltou para casa com a alma e o corpo lavados.

MILLENCOLIN EM SÃO PAULO
Carioca Club, 14 de novembro de 2010

Vocal/Baixo: Nikola Sarcevic
Guitarra: Mathias Färm
Guitarra: Erik Ohlsson
Bateria: Fredik Larzon

Set List
1. No Cigar
2. Fox
3. Material Boy
4. Duck Pond
5. Right About Now
6. Penguins & Polarbears
7. Hellman
8. Devil Me
9. Stop To Think
10. The Mayfly
11. Highway Donkey
12. A-Ten
13. Pepper
14. The Ballad

Bis
15. The Story Of My Life
16. Dance Crazy
17. Random I Am
18. Buzzer
19. Vixen
20. Killercrush
21. Mr. Clean
22. Bullion
23. Leona
24. Black Eye

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Millencolin"

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Millencolin"

Blind FaithBlind Faith
Uma das capas mais polêmicas da história do rock

Duff McKaganDuff McKagan
Anestesias não funcionam mais no baixista

TraduçãoTradução
O clássico Brave New World, do Iron Maiden

5000 acessosHeavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 19925000 acessosLoudwire: os vídeos mais sexys de todos os tempos5000 acessosMotorhead: Lemmy comenta as suas tatuagens e as tatuagens dos fãs5000 acessosMega-hits Manjados: 10 clássicos que se tornaram clichês5000 acessosBlender: as letras mais repulsivas do Heavy Metal5000 acessosNew York Times: os 100 melhores covers de todos os tempos

Sobre Jorge A. Silva Junior

Jorge Junior é paulistano, jornalista diplomado e colaborador do Whiplash.Net desde 2009. Tem mais de 400 matérias e notas publicadas, que somam aproximadamente um milhão e meio de acessos. Também realizou a cobertura de shows de grande porte, entre eles Ringo Starr, Eric Clapton, Deep Purple, System Of A Down, Red Hot Chili Peppers e Ozzy Osbourne. O autor pode ser seguido no Twitter: @jorgejunior85.

Mais matérias de Jorge A. Silva Junior no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online