Focus: Philip Catherine esbanja técnica e bom humor
Resenha - Philip Catherine (Auditório Ibirapuera, São Paulo, 28/08/2010)
Por Fábio Sales
Postado em 10 de setembro de 2010
Duas noites de um Auditório Ibirapuera lotado. Duas noites de pura magia e boa música. Duas horas de apresentação em cada dia. Assim, pode ser definida a breve passagem pelo Brasil do guitarrista Philip Catherine. Com shows apenas em São Paulo, o guitarrista belga hipnotizou a todos com as notas que saíam de sua guitarra mágica.
Este que vos fala, compareceu ao segundo dia do concerto (sábado, 29/08). Acompanhado da Jazz Sinfônica (orquestra que completa duas décadas de existência neste ano de 2010), o ex-músico do Focus (integrou a banda durante a turnê do álbum Focus con Proby) mesclou um set de canções populares brasileiras, como dos músicos Guinga e Pixinguinha, além de composições de sua autoria. "Sempre tive vontade de tocar algo de vocês. A riqueza de ritmos das canções brasileiras me impressiona. Esta é a oportunidade de realizar um sonho", disse Catherine ao público, referindo logicamente aos artistas da música instrumental brasileira.
O programa do concerto começa com a execução de duas peças interpretadas pela Jazz Sinfônica. Sob a regência do maestro João Maurício Galindo, a orquestra interpreta Baião de Lacan, de Guinga, e Urubu Malandro, de Pixinguinha.
Eis que o ex-guitarrista do Focus entra em cena. Quando soam os primeiros acordes de seu instrumento é impossível não associá-los à banda holandesa. Até mesmo na contribuição das interpretações do cancioneiro brasileiro, como Catavento e Girassol, composição de Guinga. São notáveis as lembranças e referências a um dos maiores pilares do rock progressivo.
Na segunda parte do show, Catherine nos presenteia com alguns de seus êxitos jazzísticos como Twice a week, Bea e Arthur Rainbow. Entre uma canção e outra, Catherine mantinha contato com o público, seja para explicar a história das composições, seja para realizar comentários divertidos.
Platéia satisfeita e sonho do músico realizado. Final mais que perfeito para uma noite rara e inesquecível.
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