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Sirenia: ótima recepção e apresentação bem sucedida em SP

Resenha - Sirenia (Carioca CLub, São Paulo, 06/03/2010)

Por Maximiliano Soriani
Em 08/04/10

Sábado, 6 de março de 2010 foi uma data que fez jus ao título de "terra da garoa" para a cidade de São Paulo. O clima estava mais do que propício para uma apresentação de uma das bandas mais significativas do Gothic Metal atual. Cerca de 600 pessoas compareceram ao Carioca Club para apreciar a primeira apresentação do SIRENIA em solo tupiniquim.

É importante ressaltar as razões que levaram a criação do grupo. Após divergências musicais que teve com o TRISTANIA, sua antiga banda, o guitarrista/ vocalista/ compositor e multi-tarefas Morten Veland decidiu montar um novo projeto musical, e assim, o SIRENIA foi concebido e brindou a cena com o debut "At Sixes and Sevens", de 2001. Desde então, o grupo passou por constantes trocas de membros até encontrar um line-up ideal, formado atualmente por Ailyn (vocal), Morten Veland, (vocal e guitarra), Jonathan Perez (bateria) e Michael Krumins (guitarra).

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Aproveitando a turnê sul-americana do novo álbum "The 13th Floor" (2009), que contou com México, Colômbia, Argentina e Brasil, o SIRENIA proporcionou um show satisfatório com suas 16 canções apresentadas. Apesar do pequeno atraso – o espetáculo estava previsto para iniciar às 19h, mas começou somente às 19h25 – as cortinas se abriram com a introdução de "The Path to Decay". Além do impacto inicial, foi impossível não admirar o belo cenário de fundo com a arte e logotipo da banda. Não foi nem preciso a entrada do baterista Jonathan Perez – que por sinal fez um trabalho belíssimo durante sua estadia no Trail of Tears – para o público demonstrar empolgação, especialmente no momento em que surgiram Morten Veland e a bela vocalista espanhola Ailyn.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

"The Path to Decay" é uma canção forte, que engloba todos os elementos da música da banda, mesclando a suavidade e a agressividade característica encontrada principalmente nos dois últimos álbuns do grupo e, perfeita para abertura, isso bastou para conquistar a platéia. É inegável que além da beleza de Ailyn, a presença de Morten Veland é um dos maiores trunfos da banda, devido sua carreira consolidada no TRISTANIA. Era visível que Morten e Ailyn eram os componentes que mais interagiam com o público, enquanto Michael Krumins, que até se esforçava, se limitou a alguns acenos e Jonathan estava ocupado demais destruindo as baquetas.

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Em seguida, "Sundown", faixa oriunda do álbum "Nine Destinies and a Downfall" (2007) enfatizou ainda mais a característica "Bela e a Fera" do Gothic Metal praticado pelo SIRENIA. Guitarras densas, pesadas combinadas com vocais guturais de Morten Veland que não ficam nada a dever ao vivo se compararmos com os trabalhos de estúdio.

Um aspecto que pode criar divergência, e até ter incomodado alguns durante a apresentação, foi o uso saturado de samples e playbacks. É perfeitamente compreensível que algumas bandas utilizem esse artifício para encobrir trechos mais complexos de suas canções, como em momentos de corais ou orquestras, entretanto, o SIRENIA optou por incluir samples para substituir o trabalho dos teclados e do baixo, o que fez com que a apresentação soasse artificial em alguns momentos, mas nada que chegasse a comprometer o show em sua totalidade. A banda poderia repensar em ampliar seu line-up para as próximas turnês e incluir, ao menos, um baixista e um tecladista.

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Exceto esse ponto, algo que marcou a apresentação do grupo foi a simpatia de Ailyn, que não parava de gesticular para o público com acenos e beijos, com direito a frases de impacto amorosas ao público e não hesitava em chegar perto dos fãs para tocar-lhes as mãos, atitude também repetida por Morten, que não se importava em chegar na ponta do palco e ter suas pernas agarradas por fãs praticamente ensandecidos. Gestos simples, extremamente louváveis, mas que fazem grande diferença para quem aprecia a banda.

Durante a execução de Star-Crossed, por pouco, Ailyn não protagonizou um momento constrangedor. Isso porque a vocalista tropeçou no próprio vestido e quase tomou um belo tombo, mas não se abalou, e continuou levando a apresentação com extremo bom humor e profissionalismo. O público manteve uma excelente reação, principalmente àqueles que se localizavam nas primeiras fileiras, e isso ficou mais evidente durante a execução de "One by one", um dos principais momentos daquela noite. Morten e Ailyn faziam questão da plateia interagir para complementar a melodia ao vivo, e pelo que indicou, não se decepcionaram. Morten parecia muito à vontade, passeava pela frente do palco, (lembrando que o Carioca Club não tem grades que separam plateia do palco), e o guitarrista Michael agradeceu aos presentes com um animado "Boa Noite São Paulo".

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Os músicos fizeram questão de anunciar quase todas as músicas antes de executá-las, ao proclamarem o título de Lost in Life, uma das principais faixas do último álbum "The 13th Floor", foi impressionante concluir como boa parte do público cantou entusiasmada. Com "Absent Without Leave" não foi muito diferente, o público beirou a histeria demonstrando que essa canção é muito mais do que bem aceita. Essa música, em especial, soou muito bem ao vivo e mostrou um pouco da versatilidade dos vocais de Morten, que não se limita somente aos vocais guturais, mas sabe aplicar um ótimo trabalho durante as passagens de vocais limpos.

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Já havia passado mais da metade do show, e nada de executarem algo do primeiro álbum, "At Sixes and Sevens", um trabalho muito mais calcado na musicalidade do TRISTANIA do que os álbuns mais recentes, e eis que "Meridian" é anunciada e recebida com entusiasmo. Ailyn deixou o palco momentaneamente (os vocais femininos são secundários nesta música), tornando a apresentação mais agressiva e rústica. Destaque para o baterista Jonathan, que não poupou seu instrumento. Em "Led Astray", apesar da inclusão de samples, Ailyn deposita brandura em seus vocais proporcionando um dos momentos mais tranquilos do espetáculo. Com "Sister Nightfall", outra faixa do debut, o público encontrou novo fôlego. Foi impressionante presenciar como as duas faixas de "At Sixes and Sevens" foram recebidas como verdadeiros clássicos.

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Após "The Other Side", a banda aproveitou para uma pausa. Ouviam-se gritos de lamúria por parte da platéia. O sujeito ao meu lado suplicava frases como "I want more" (Eu quero mais), mas não era para tanto, foi só um momento de breve descanso para o SIRENIA se recompor e retornar com "Lithium and a Lover", que não poderia ficar de fora.

Pela expressão dos músicos, era notório o sentimento de gratificação ao ouvir o público clamar pelo nome do SIRENIA. Após a execução de "Downfall", Morten não perdeu a oportunidade para oferecer um brinde com uma latinha da cerveja Itaipava (pois é, bem que me disseram que norueguês bebe qualquer coisa mesmo, o homem foi corajoso). Era o momento para uma última pausa antes do "gran finale". Morten pergunta ao público: "Vocês querem mais?", prontamente, o público aprova as palavras do líder da banda e, como saideira, "My Mind´s Eye" e seu refrão marcante encerram a apresentação com chave de ouro. E assim, finaliza-se a apresentação do SIRENIA. O grupo agradeceu a presença de todos, esbanjando simpatia e fixando sua base de admiradores por aqui. Apesar dos excessivos usos de samples, o saldo da apresentação foi positiva e, aparentemente, agradou aos fãs do quarteto.

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Um dos aspectos positivos que faço questão de comentar está no local da apresentação. É fato que o Carioca Club se fixa como um dos palcos definitivos para shows de bandas dos mais variados segmentos do Rock/Metal em São Paulo e também como uma alternativa para produtores que desejam baratear os custos dos ingressos. Todos nós agradecemos.

Set List:
01. The Path to Decay
02. Sundown
03. Euphoria
04. The Seventh Summer
05. Star-Crossed
06. One by One
07. Lost in Life
08. Absent Without Leave
09. Meridian
10. The Lucid Door
11. Led Astray
12. Sister Nightfall
13. The Other Side
Pausa
14. Lithium and a Lover
15. Downfall
Pausa
16. My Mind's Eye

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