Iced Earth: precisão e muito peso em Belo Horizonte
Resenha - Iced Earth (Lapa Multishow, Belo Horizonte, 04/02/2010)
Por Luiz Figueiredo
Postado em 07 de fevereiro de 2010
O que esperar do show de uma banda de Heavy Metal, com longos anos de estrada, inédito em nosso país? Exatamente por ser a primeira vez de praticamente todos em um show do Iced Earth, a sede por clássicos era maior do que o normal. E, para deleite dos presentes no pequeno Lapa Multishow, essa sede foi saciada por completo.
Forno! É como podemos definir o Lapa na noite da última quinta-feira. Isso porque além de o local ser pequeno, estar completamente lotado e não ser muito bem ventilado, o calor que tem feito em Belo Horizonte é escaldante. Inclusive, enquanto escrevo minhas mãos derretem sobre o teclado. Enfim, o clima era perfeito para um belo show de Heavy Metal.
Às 20 horas, a fila já tinha mais de cem metros, dobrando a esquina, e não parava de crescer. Além da fila, os bares próximos ficaram lotados de headbangers que queriam se "hidratar" antes de entrarem no Lapa. Uma vantagem de shows em BH é essa. Bar é o que nunca falta, em qualquer canto da cidade.
O horário do show, marcado para as 21 horas, se aproximava e a banda sequer tinha chegado à casa. Jon Schaffer e Cia apareceram em cima da hora, quando os técnicos já tinham passado o som. As portas foram abertas por volta das 21:30 e, aos poucos, o Lapa era tomado por fãs ansiosos para ver o grupo no palco.
A partir da abertura das portas, começou uma espera que seria que longa. Com 1 hora e 35 minutos de atraso a introdução com "In Sacred Flames" começou a ser executada. Quem ainda estava "fazendo hora" na rua precisava correr para não perder o começo do show. Durante a introdução a banda já estava no palco escuro. As luzes se acenderam assim que Jon Schaffer emendou os primeiros riffs de "Behold The Wicked Child", o bastante para o forno virar o inferno. Essas foram as únicas músicas do último disco "The Crucible of Man". Os clássicos foram, como já adiantado no início desta resenha, o foco principal do show.
Com o fechamento de "Behold The Wicked Child" a banda não deu nem um segundo de espaço para o público respirar e tocaram "Burning Times" e "Declaration Day". Essa última precisou da voz afinada do público belo-horizontino, pois em uma estrofe, durante sua execução, a voz de Matt Barlow não saiu por uma falha do sistema de som, rapidamente corrigida. Mas o solo do guitarrista Troy Seele também ficou prejudicado nessa música.
Mesmo assim, Declaration Day, especialmente em seu refrão, mostrou como a voz de Matt Barlow está impecável.
Na seqüência, a apresentação do ICED EARTH foi uma passagem por todas as fases da banda. Tocaram músicas de todos os álbuns, menos do Burnt Offerings, de 1995. O comportamento do público foi condizente com a apresentação precisa e pesada da banda floridense. A apresentação acabou às 00:15.
A banda, por várias vezes voltava os seus olhares para o público e, de vez em quando, era possível ver alguns sorrisos no rosto de Jon Schaffer e Matt Barlow. O chefão e o frontman do Iced Earth, com certeza, se empolgaram com o primeiro contato com o público brasileiro.
Uma apresentação com cerca 1 hora e 40 minutos para ficar na memória de cada um que saiu torrado daquele forno chamado Lapa, no dia 04 de fevereiro de 2010.
Dezoito músicas foram executadas na ordem a seguir:
1. In Sacred Flames
2. Behold The Wicked Child
3. Burning Times
4. Declaration Day
5. Violate
6. Pure Evil
7. Dracula
8. Melancholy
9. Ten Thousand Strong
10. Stormrider
11. The Hunter
12. Prophecy
13. Birth Of The Wicked
14. The Coming Curse
Encore:
15. Dark Saga
16. A Question Of Heaven
17. My Own Saviour
Encore 2:
18. Iced Earth
Outras resenhas de Iced Earth (Lapa Multishow, Belo Horizonte, 04/02/2010)
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