Belphegor e Obituary: ícones do Death Metal em São Paulo

Resenha - Belphegor e Obituary (Hangar 110, São Paulo, 04/12/2009)

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Por Thiago Fuganti
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.













O Extreme Metal Fest chegou a sua 8ª edição, e desta vez trouxe dois ícones do Death Metal mundial a São Paulo; Os Austríacos Death/Black Metallers do BELPHEGOR, e a lenda viva Estadunidense que atende pelo nome de OBITUARY tocaram para o público paulista no dia 04 de dezembro.

Infelizmente não consegui chegar no Hangar 110 a tempo de assistir ao show da banda de abertura ANARKHON, que está atualmente em shows de divulgação do single "Convent Possesion". Mas pelo que pude averiguar junto aos bangers que os assistiram, fizeram um ótimo e empolgante show.

Belphegor

O BELPHEGOR entrou em cena com a casa ganha, com todos berrando o nome da banda. Após uma curta introdução as cortinas se abrem e os Austríacos iniciam com "Bleeding Salvation" , faixa do CD "Goatreich - Fleshcult", de 2005. O show prosseguiu com "Seyn Todt in Schwartz" e "Hell's Ambassador", ambas do disco Pestapokalypse VI.

Nesta primeira parte o som esteve um pouco embolado, e as guitarras muito baixas, problemas que persistiram durante toda a apresentação, mas nem público nem banda deixaram que isso fosse um empecilho, pelo contrário, a banda foi muito precisa ao vivo, levando seu Death/Black Metal de forma magistral a todos os presentes.

"Lucifer Incestus" foi outra que teve grande destaque, com todos entoando o refrão junto com o vocalista e guitarrista Helmuth. Completavam o line-up o baixista Serpenth, e o novo guitarrista Morluch, além do baterista de apoio, Lille Gruber.

A rápida e melódica "Stigma Diabolicum" veio a seguir. "Walpurgis Rites" (essa do último disco, "Walpurgis Rites - Hexenwahn") , a excelente "Justine: Soaked In Blood" e "Reichswehr In Blood" foram as próximas.

Coube a "Bondage Goat Zombie", faixa do penúltimo e homônimo disco, fechar a apresentação. Durante a execução desta música Helmuth usou uma máscara de couro com rebites, dando um ar teatral ao show.

Após essta música a banda se despediu do palco, deixando uma sensação de show curto, mas... vieram na condição de banda de abertura. Hora de ir pro bar pegar mais cerveja e esperar pelos donos da festa.

Obituary

Após uma intro estilo rockabilly, os peso pesados do Death Metal Estadunidenses iniciam o show, com "List of Dead" e "Blood to Give", ambas do último CD do grupo, o aclamado "Darkest Day". O público imediatamente respondeu com uma roda de mosh que praticamente durou o show todo. E John Tardy e sua trupe estavam inspiradíssimos, fazendo um dos melhores shows de Death Metal que eu já tive o prazer de assistir. Nada como ter 20 anos de estrada nas costas.

Durante o início do show, novamente problemas técnicos, desta vez com o microfone de John Tardy. Mas felizmente não demorou muito para ser resolvido.

"Internal Bleeding" e "Dying" continuaram com o massacre sonoro. A banda toda agitou muito, e os destaques foram pro singular vocalista, e pelo experiente guitarrista Ralph Santola (ex Death, Iced Earth e Deicide), que está na banda a pouco tempo, substituindo Allen West, que atualmente cumpre pena nos EUA.

"Face Your God", "Threatening Skies" e "Forces Realign", esta última também do último CD continuaram o massacre a que o Hangar 110 foi submetido durante as quase 2 horas de show.

A surpresa da noite foi o cover do Celtic Frost, a clássica "Dethroned Emperor", que foi a deixa para até quem estava parado até então passar a agitar. Do grande disco "The End Complete" tivemos a pesadíssima faixa de mesmo nome.

Mais clássicos fizeram a festa dos presentes, do disco "World Demise" tivemos "Final Thoughts" , seguida por " Contrast The Dead", do penúltimo disco, "Xecutioner's Return". Depois veio a dobradinha "Chopped in Half/Turned Inside Out", do disco "Cause of Death", de 1990.

Hora do solo de bateria de Donald Tardy, que deu inicio ao BIS. Não sou muito chegado em solos desta natureza, mas nesse caso foi uma bela apresentação. Ralph Santolla deu continuidade com um empolgante e técnico solo de guitarra, fazendo jus ao nome que construiu após ter passado por alguns gigantes do metal Estadunidense (só por ter tocado no Death, do saudoso Chuck Schuldiner, Santolla já merece respeito).

A banda volta ao palco com "Slow Death" e "Evil Ways", ambas representando a fase de retorno do OBITUARY, e terminam de forma perfeita com "Slowly We Rot", do disco de estréia, de 1989.

O saldo final foi um show perfeito, levado a cabo por quem sabe mesmo como fazer Death Metal.

Set List Belphegor:
01. Bleeding Salvation
02. Seyn Todt in Schwartz
03. Hell's Ambassador
04. Lucifer Incestus
05. Stigma Diabolicum
06. Walpurgis Rites
07. Justine: Soaked In Blood
08. Reichswehr In Blood
09. Bondage Goat Zombie

Set List Obituary:
01. List of Dead
02. Blood to Give
03. Internal Bleeding
04. On The Floor
05. Dying
06. Face Your God
07. Threatening Skies
08. Forces Realign
09. Dethroned Emperor (Celtic Frost cover)
10. The End Complete
11. Final Thoughts
12. Contrast The Dead
13. Chopped in Half/Turned Inside Out
14. Drum/Guitar Solo
15. Slow Death / Evil Ways
16. Slowly We Rot



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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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