Resenha - Ricardo Bocci e Ace 4 Trays (Centro Cultural, São Paulo, 24/07/2009)

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Por Victor Yago Camilo
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Desde que o Viper, um dos maiores expoentes do heavy metal brasileiro do final da década de 80 até meados dos anos 90, anunciou uma pausa em suas atividades, em 2008, seu atual vocalista Ricardo Bocci (ex-Rei Lagarto) vem trabalhando e investindo em sua carreira solo. Tendo lançado há poucas semanas seu primeiro single, a épica "My Way", agora Ricardo junta um time de músicos de primeira linha, incluindo o baixista Fernando Giovanetti, do Aquaria e o baterista vindo diretamente do Japão Yuichi Nagoshi para fazer shows e divulgar seu trabalho. E a primeira apresentação do grupo na capital paulistana se deu no dia 24 de julho de 2009, uma sexta feira fria e chuvosa, no Centro Cultural São Paulo.

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Logo na chegada, um pouco de apreensão: era fraquíssimo o público que aguardava a abertura da sala Adoniran Barbosa, onde o evento seria realizado, e o quadro não se alterou muito nos momentos seguintes. Mesmo assim, os músicos não se deixaram desanimar. Pontualmente às 19h, os jovens integrantes da banda de abertura Ace 4 Trays adentraram o palco ao som de "Yesterday's Gone", intro de seu debut, "Roll The Dice", que estava sendo lançado naquele mesmo dia, e deram início ao show.

Mostrando um som pesadíssimo, que apresenta claras influências de bandas como Pantera e Machine Head, os rapazes passaram por cima da falta de energia do público, que, além de escasso, estava completamente desanimado e preferia permanecer sentado, e deram uma aula de presença e empolgação. Após tocar algumas composições próprias de ótima qualidade, encerraram sua apresentação com um cover bem executado de "Roots Bloody Roots", do Sepultura. Quem estava lá para ver um show de heavy metal não teve do que reclamar.

Pouquíssimo tempo depois, após uma breve pausa para troca de equipamento, a banda de Ricardo Bocci sobe no palco e inicia sua apresentação com a já conhecida "My Way", e segue com "Miles Away", primeira composição de Ricardo no Viper, que consta no álbum "All My Life", de 2007. Em seguida, em uma pequena pausa, o frontman agradece a presença de todos e elogia a performance do Ace 4 Trays, e o show continua com "You Must Go On", canção inédita do vocalista e que segue uma linha mais cadenciada e pesada que "My Way", e tem muito potencial. Então, mais uma do "All My Life", "Rising Sun", também escrita por Ricardo, e após a nova "Taking Hell Out Of Me", anunciada pela banda como um tributo ao Megadeth, têm início os covers, com a clássica "Wasted Years", do Iron Maiden. Em seguida, mais uma inédita: "Start It Over", e o show se encerra com outros dois clássicos absolutos do mundo headbanger: "Burn", do Deep Purple, e "Eagle Fly Free", do Helloween, ambas contando com performances incríveis do baixista Fernando Giovanetti.

No geral, a apresentação da banda de Ricardo Bocci foi muito boa. O som e a organização foram impecáveis, e os integrantes se mostraram bastante entrosados e tecnicamente muito bons e criativos, com destaque para Fernando Giovanetti nesse quesito. O set list foi inesperadamente curto, contando com apenas 9 canções, das quais, com exceção dos três covers, todas foram escritas ou co-escritas por Ricardo, um fato surpreendente para aqueles que esperavam ouvir clássicos do Viper, como "Living For The Night" e "Rebel Maniac". As novas músicas próprias apresentadas pela banda são realmente muito boas e, de uma forma geral, seguem uma linha um pouco mais lenta, mais pesada e, porque não dizer, mais criativa que "My Way". Ao final do show, antes de dar atenção aos fãs, o frontman anunciou que seu primeiro álbum solo deve ser lançado até o final de 2009, e devo dizer que o projeto realmente tem futuro se seguir a linha dessas novas canções apresentadas.

Enfim, apesar do escasso e enfraquecido público, o que se presenciou no Centro Cultural São Paulo foi um ótimo evento de heavy metal, que celebrou o início para duas bandas que têm potencial para se tornarem novos expoentes do metal brasileiro mundo afora.




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Sobre Victor Yago Camilo

Nascido em São Paulo em 1990, desde pequeno teve muita afinidade com a linguagem escrita. Essa afinidade se intensificou aos 12 anos, quando descobriu o Heavy Metal através de influências de amigos. A partir daí, começou a se interessar cada vez mais pelo mundo do Rock pesado, e por tudo que se escrevia sobre ele. Agora, quase aos 20 anos, ganhou interesse pelo outro lado da moeda e encontrou no Whiplash!, que já era um veículo para ler e se informar, um meio para escrever e informar sobre o Heavy Metal.

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