Deep Purple: É sempre bom ver e rever esses ícones do rock
Resenha - Deep Purple (Via Funchal, São Paulo, 07/03/2009)
Por Alexandre Cardoso
Postado em 14 de março de 2009
Crise, grana curta, excesso de shows que você não pode perder? Pois é, isso é o que tem povoado a mente dos fãs de rock/heavy nesse começo de 2009, muito movimentado e diversificado. E nesse segundo final de semana de Março, tivemos duas noites muito concorridas com os ingleses do Deep Purple lotando a Via Funchal.
Fotos: Alexandre Cardoso
"De novo?", você se pergunta. Sim, de novo. O Brasil virou parada obrigatória para muitas bandas, e o Purple é uma delas. Apesar do último álbum de inéditas,"Rapture of the Deep", ser de 2005,a banda já passou por aqui outras duas vezes antes desse retorno em 2009. Há quem diga que o público se cansa dessa frequência de shows...será mesmo? Então, por que todos esses shows estavam lotados?
Esse ano não foi diferente: pra mim, por exemplo, foi a quarta vez que vi os caras ao vivo. Para outros tantos, foi a sétima, oitava, décima... Mas para outros tantos, foi a primeira. E tanto para os novatos quanto para os mais experientes, é extremamente válida a presença num show de uma banda como o Deep Purple. Porque quando bandas desse porte se aposentarem de verdade, quem vai sobrar?
Basta ouvir os gritos ensurdecedores da platéia quando as luzes se apagaram para perceber o que esses caras significam para a história da música pesada. O set-list pode ser praticamente o mesmo dos últimos cinco, seis anos, mas é impossível não se empolgar ao ouvir os clássicos do Deep Purple. A turnê comemora os 40 anos da banda - marca que pouquíssimas bandas conseguiram atingir - e mantem um grande prestígio com seus fãs.
E os caras se divertem muito em cima do palco. O tecladista Don Airey esteve sorridente durante todo o show (assim como uma miniatura de Ozzy Osbourne que fica num amplificador atrás dele); Ian Paice é um senhor baterista, e sua pegada ainda impressiona; Roger Glover interagiu muito com o público, e se movimentou bastante, assim como Steve Morse, um deus das seis cordas, deixando todos embasbacados com sua técnica e carisma. Ian Gillan também esteve bem animado, mas uma forte gripe o impediu de aproveitar a noite ainda mais. Ele tossiu bastante durante todo o show, e sempre que podia, saia pra assoar o nariz.
Bastante magro, ele se esforçou ao máximo para cantar de maneira decente, mas as notas altas não saem há muito tempo. Mas o esforço dele foi reconhecido não apenas pelo público, mas também por seus companheiros de banda. Era comum perceber os sorrisos de Steve Morse e Roger Glover para ele, numa sintonia que dispensa palavras. Muito bacana ter esse tipo de respeito dentro da banda: não porque ele é um senhor de idade, mas sim por ser um músico gabaritado.
Algumas mudanças no set-list em relaçãos às últimas turnês por aqui foram bem vindas, como a inclusão de "The Battle Rages On", "Into the Fire" e da sensacional "Sometimes I Feel Like Screaming", sempre emocionante de se ouvir ao vivo, e que eu considero uma das melhores músicas feitas por essa formação do Deep Purple.
Os solos individuais dessa vez foram mais curtos: Don Airey fez sua homenagem ao Brasil tocando "Aquarela BRasileira", Ian Paice esmurrou seu kit numa parada em "Hush" e Steve Morse mostrou porque é Steve Morse: tocou dois grandes solos, com um baita feeling e arrancou aplausos e sorrisos de Ian Gillan e de todos os presentes.
Também rolaram as indefectíveis "Black Night", "Highway Star", "Lazy", "Perfect Strangers", "Strange Kind of Woman" e aquela com um dos riffs de guitarra mais conhecidos da história, "Smoke on the Water", em exatos 90 minutos de show. Após palavras carinhosas de Ian Gillan, a banda se despediu do público e claro, prometeu voltar. E com certeza, tocando para um grande público, pois é sempre bom ver - e rever - esses "tiozinhos" que são verdadeiros ícones do rock´n´roll.
Set List (07/03/2009)
- Highway Star
- Things I Never Said
- Into the Fire
- Strange Kind of Woman
- Vavoom: Ted the Mechanic
- Rapture of the Deep
- Contact Lost
- The Well Dressed Guitar
- Sometimes I Feel Like Screaming
- Lazy
- The Battle Rages On
- Solo de Don Airey
- Perfect Strangers
- Space Truckin´
- Smoke on the Water
BIS:
- Hush
- Black Night
Veja mais fotos do show em : http://www.flickr.com/photos/alexandre_allfotos/sets/72157614972696850/















Outras resenhas de Deep Purple (Via Funchal, São Paulo, 07/03/2009)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após 36 edições, MTV exclui categoria "Melhor Videoclipe de Rock" do VMAs
A canção "nada a ver" que o Metallica gravou por parecer ser feita para eles; "somos nós"
O álbum que Andreas Kisser já confirmou que vai lançar após o Sepultura
Banda de metal cristão Demon Hunter processa Netflix por "Guerreiras do K-pop"
Regis Tadeu detona nova de Tony Iommi: "Merda do tamanho da Torre de Babel"
Tony Iommi e Ozzy Osbourne se odiavam, segundo Geezer Butler
A reação do atual guitarrista do Deep Purple ao ver Ritchie Blackmore com a banda
Down anuncia novo álbum "Volume V" e lança single e videoclipe
O membro dos Ramones que comia baratas e formigas por dinheiro: "Era divertido!"
A música do Pink Floyd que o vocalista do Creed ouviu todos os dias por um ano
Regis Tadeu explica como o linchamento virtual antecedeu a morte de Champignon
O guitarrista que James Hetfield considera "o cara"
O clássico dos Beatles que John Lennon disse que deveria ter sido dos Wings
O álbum do Sepultura inspirado em numerologia, algoritmos e um livro medieval
A principal divergência criativa que Ozzy Osbourne tinha com Tony Iommi no Black Sabbath
Pitty: Segundo a cantora, 2013 foi o pior ano de sua vida
O personagem do qual Bruno Sutter não sente saudade e considera que foi um erro
A sincera opinião de Kiko Loureiro sobre o popstar Bruno Mars



Por que Ritchie Blackmore decidiu tocar com o Deep Purple, segundo o próprio
Ritchie Blackmore detalha como combinou seu emocionante reencontro com o Deep Purple
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



