Deep Purple: Som impecável e banda à vontade em São Paulo
Resenha - Deep Purple (Via Funchal, São Paulo, 07/03/2009)
Por Karina Detrigiachi
Postado em 14 de março de 2009
Ao ouvir o termo ‘rock clássico’, quais são as cinco primeiras bandas que lhe vêm em mente? Seja em qual for a posição, com certeza uma delas é o DEEP PURPLE, os dinossauros do Classic Rock.
Foto da chamada: Alexandre Cardoso
Em 40 anos de estrada a banda realmente tem muito para contar pois, além de, como qualquer outra banda, ter tido seus ‘altos e baixos’, também sofreu com a rotatividade de integrantes desde o início de sua formação.
Mas uma grande vantagem que o Purple teve durante toda sua carreira foi sempre contar com músicos excepcionais para integrar seu line-up, entre eles Ritchie Blackmore, Jon Lord, Joe Lynn Turner e David Coverdale.
Hoje a banda se estabelece com Ian Gillan nos vocais, Steve Morse na guitarra, Don Airey no teclado, Roger Glover no baixo e Ian Paice comandando as baquetas e, foi exatamente com este time que a banda fez sua nona apresentação no Brasil, sendo que dois desses shows ocorreram no Via Funchal em São Paulo, nos dias 06 e 07, respectivamente sexta e sábado. Acompanhamos a apresentação de sábado e, aqui segue um breve relato sobre os fatos.
Havia fila para compra de ingressos pois, muitos resolveram expressar seu estilo brasileiro e deixaram a compra para a última hora.
A casa abriu por volta das 20h e após conferir diversos shows no Via Funchal, infelizmente devo relatar que algo muito desagradável ocorreu. Os fãs que optaram por chegar mais cedo e conferir a apresentação próximos ao palco, assim que adentraram a casa, tiveram uma grande decepção porque na pista havia uma separação para área vip, ou seja, de nada adiantou sair de casa mais cedo uma vez que os lugares ao qual estávamos acostumados foram reservados sem nenhum aviso prévio.
Frustrações à parte, Ian Gillan e companhia foram extremamente pontuais e entraram no palco exatamente às 22h, como estava previsto.
A primeira música executada foi "Highway Star", que possui um poder inexplicável, e Ian Gillan cantou acompanhado por seus quase 4.000 mil fãs presentes, estes que tinham idade variada entre 12 e 60 anos, mostrando que o rock não tem idade e ultrapassa gerações.
Gillan, assim como os demais integrantes, não conseguia esconder a felicidade em tocar para os fãs brasileiros mais uma vez, e, conseguiu interpretar muito bem todas as músicas, mesmo que ainda estivesse tossindo muito, afinal, não é mais o jovem robusto que liderava a banda nos anos 70, porém o mesmo não pode ser dito sobre Roger Glover e Steve Morse que demonstraram ainda possuir muita energia acumulada e que se depender deles, ainda teremos Purple por muitos anos.
A banda fez o set list que todo fã deseja escutar, passando por "Strange Kind Of Woman" até as inconfundíveis "Perfect Strangers" e "Smoke On The Water".
O som estava impecável e o público correspondia muito bem á todas as músicas, fazendo com que a banda se sentisse muito á vontade.
Tudo funcionou perfeitamente bem e, quem por qualquer motivo que seja não tenha tido a oportunidade de conferir os dinossauros, torça os dedos para que eles venham completar sua décima apresentação em terras tupiniquins e, se isto realmente ocorrer, com certeza serão novamente muito bem vindos.
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