Resenha - Gamma Ray (Master Hall, Curitiba, 16/11/2005)
Por Clóvis Roman
Postado em 11 de dezembro de 2005
Pela terceira vez o Gamma Ray se apresentou em Curitiba, e novamente o público não foi lá aquelas coisas. Se em 1997 havia meia duzia de gatos pingados, e em 2003 os alemães encheram o Moinho, desta vez não mais que 500 pagantes presenciaram o show. A apresentação em si foi bem superior a da última vez, mas mesmo assim faltou alguma coisa.
Originalmente publicado no site www.order-news.cjb.net
E para piorar, uma fraca banda de abertura. O FireBlade já havia me assustado 4 dias antes (12/11), num festival, onde fizeram um show nada menos que medonho. Mas aqui, no opening-act do Gamma Ray a coisa foi diferente. Foi pior! O quarteto pode até saber tocar seus respectivos instrumentos, mas pelo amor de deus (ou qualquer outra entidade religiosa), eles são ruins! Não pela falta de originalidade, nem pelos solos toscos, e nem pelo baterista apenas correto. Estes fatores são apenas detalhes quando entra o vocal. O cara tem uma das vozes mais pavorosas que já tive oportunidade de ouvir. E além de forçar demais, tem uma presença de palco bizarra. As covers de Iron Maiden ficaram medianas, já "Crazy Train" e "Bark At The Moon" ficaram ainda piores! Isto foi outra coisa lamentável do FireBlade: Tocar 4 covers num setlist de no máximo 9 é ridículo. Desperdiçar uma oportunidade destas de mostrar seu trabalho, tocando apenas covers clichês, é muito amadorismo.
Aproximadamente 22h40, o quarteto sobe ao palco ao som de "Welcome", introdução do primeiro disco, Heading For Tomorrow. E assim como no Alive'95, abrem o show com "Land Of The Free", e em seguida, outro clássico do debut, "Heaven Can Wait". Devido ao empurra-empurra na grade, a imprensa sai da frente do palco e se dispersa pelo Curitiba Master Hall, que estava bem vazio. Tinha menos gente ainda que no Stratovarius.
Em seguida, três canções novas, "My Temple", "Fight" e "Blood Religion" - a primeira com sua ridícula citação à "Sabbath Bloody Sabbath", as outras duas com melodias interessantes, mas nada muito atrativo. De qualquer modo, funcionaram bem ao vivo. Nestas horas, melhor ir para o bar beber umas cervejas com os amigos.
Não há comparação entre as músicas mais recentes e o material mais antigo. A banda era inovadora e engraçada, hoje, são um pastiche de si mesmos. E às vezes parecem burocráticos demais na execução, apesar de Kai Hansen ser um excelente frontman.
Com uma latinha custando apenas R$ 2,00, várias foram consumidas enquanto o Gamma Ray tocava sons como "Heavy Metal Universe" e a antiga "One With The World". Depois de um solo de bateria (sempre chatos), veio finalmente uma música que fez os fãs agitarem: "Beyond The Black Hole", do master-piece Somewhere Out In Space. "New World Order" com seu refrão plagiado de "Hell Bent For Leather" foi outro momento interessante.
Mais uma do H.F.T, "The Silence", cantada em uníssono, e excelente, mesmo com a voz de pato rouco de Hansen (para quem não sabe, a versão original foi gravada por Ralph Scheephers, hoje no Primal Fear). A mais que clássica "Rebellion In Dreamland" encerrou a primeira parte do show.
Na volta para o encore, a legalzinha "Valley Of The Kings", e fabulosa "Somewhere Out In Space", onde no meio da musica rolou uma interação com o público. Mais um intervalo, e vêm o fim definitivo com "Send Me A Sign". O setlist foi curtíssimo, apenas 14 músicas. Felizmente, não tocaram nada do Helloween (que deixem isto para o próprio Helloween, certo?).
Depois de tudo, o pessoal da imprensa e integrantes do fã clube oficial da banda tiveram acesso ao camarim, onde os integrantes do Gamma Ray autografaram e tiraram fotos com todos.
Agradecimentos: Érika, da ShowMaster; aos amigos de imprensa; ao pessoal do Fã clube oficial do Gamma Ray; aos caras que me pagaram uma cerveja; ao Emerson pela bebedeira; a Ana por sua agradável companhia; o mesmo aos meus amigos Caio, Antonio e Jhonys (e pela carona também); Augusto, pela máquina; aos conhecidos encontrados e claro, Kai Hansen, Dirk, Henjo e Dan, pelo carisma atenção e humildade. Grato!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
Manager de Tony Iommi considerou letras de Jorn Lande "muito sombrias"
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Por que Derek Riggs não fez a capa de "Fear of the Dark", segundo o Iron Maiden
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Pearl Jam segue à procura de novo baterista, revela Jeff Ament
A melhor cantora brasileira de metal na atualidade, segundo Ricardo Confessori
Malvada anuncia Cyz Mendes como nova vocalista
O disco ao vivo do Judas Priest que mudou a forma de cantar de Michael Sweet
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
Steve Vai se coloca à disposição para sequência de "A Encruzilhada"

Com ex-membros do Primal Fear e Gamma Ray, Fearless V anuncia primeiro álbum
O Gamma Ray ainda existe? Kai Hansen responde
Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray) lança novo single solo, "Wait and See"
Kai Hansen, do Helloween e Gamma Ray, conta que foi eletrocutado em sua primeira visita ao Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente


