Ultraje a Rigor: Formato novo, mas a animação e o rock direto de sempre
Resenha - Ultraje a Rigor (CIE Music Hall, São Paulo, 21/10/2005)
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 08 de novembro de 2005
Primeiro show da turnê para divulgação do CD Acústico MTV, lançado há pouco tempo. Aqueles que já tinham ouvido o álbum ou assistido ao DVD, com certeza já sabiam o que podiam esperar desse show. Animação, rock direto, diversão, ótimos arranjos de violão e clássicos atrás de clássicos.
Fotos por Ronaldo do Carmo Fernandes
Após algum tempo de espera pelo início, devido a problemas de falta de energia elétrica, em razão das fortes chuvas ocorridas em São Paulo nesta noite, não demorou para o público perceber que seria, de fato, um grande show.
E foi isto mesmo que aconteceu. "Zoraide", "Independente Futebol Clube" e "Filha da Puta" foram algumas das músicas que deram início ao desfile de clássicos do Rock nacional, garantindo agitação para todos os presentes.
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Todas as canções ganharam vida nova e foram reeditadas, predominando ainda assim o peso de todas elas, apesar de ser um show acústico. Os violões-base de Roger e Ricardinho soavam muito bem, com uma performance especial de Serginho na guitarra e Mingau no contrabaixo. Os demais integrantes também estavam em perfeita sintonia, merecendo destaque o baterista Bacalhau, que detonou nas baquetas, tocando num volume altíssimo e empolgando demais a galera, com direito até a assumir os vocais na música "Ponto de Ônibus". E não foi só ele que tomou o lugar de Roger por algum tempo, pois Mingau também teve o seu momento de vocalista, quando cantou "Jesse Go".
Outro destaque especial ocorreu durante a execução de "Ciúme", pois houve alternância entre períodos de levada mais lenta e rápida nos refrões. Muito legal mesmo. Quem já ouviu o CD sabe do que estou falando.
"Inútil", "Nós Vamos Invadir sua Praia", "Rebelde sem Causa", "Sexo!", "Pelado", "Mim quer Tocar", entre outras, também foram cantadas por todos os presentes, trazendo os anos 80 de volta à tona. "Marylou" ganhou uma versão especial, iniciada com Roger cantando de forma bem calma, numa levada meio reggae, ficando acelerada após alguns minutos.
Como é de praxe, não podiam faltar as inúmeras intervenções de Roger, com suas tiradas irreverentes e comentários que arrancaram boas risadas da galera.
Após um pouco mais de 1 hora e 18 músicas executadas, o show se encerrou. Na verdade, foi só o primeiro encerramento, pois rolaram mais 2 bis. O primeiro já era o previsto; o mesmo não se pode dizer sobre o segundo, pois muitas pessoas já haviam levantado para ir embora. Sorte de quem ficou por lá, pois entre idas e vindas, mais 10 músicas foram tocadas, entre elas "Eu me Amo", "Terceiro" e "Chiclete". Esta última já vinha sendo pedida em coro pelo público durante boa parte do show e o pedido acabou sendo atendido, ficando para o fechamento do espetáculo, com o tradicional revezamento entre os integrantes no momento do refrão "Bun-Bun-Bundão". Muito engraçado e divertido, sendo a seqüência encerrada pelo percussionista e "figuraça" Manito. Pena que esta música não está no CD. Só ficou faltando mesmo "Preguiça", mas nada que tenha diminuído a qualidade da apresentação.
Enfim, um baita show, um dos melhores acústicos lançados pela MTV e que deixou um "gostinho de quero mais" em todos que lá estavam, com certeza. Para satisfazer o público de verdade só se tivessem rolado mais umas 2 horas de show...
Importante destacar a animação de Roger e os demais. Todos pareciam realmente curtir essa idéia do acústico, tocando com muita animação e injetando uma dose alta de adrelina nos presentes.
Um dos melhores shows nacionais do ano. Nota 10.
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