Resenha - Eterna (Facira, Araraquara, 22/05/2005)
Por Carlos Eduardo Garrido
Postado em 22 de maio de 2005
Publicado originalmente no site www.fromheretoeternety.zip.net
Por volta das onze horas da manhã saímos de Jaú rumo a Araraquara a fim de assistir a uma apresentação da banda Eterna, que aconteceria no evento nomeado de "Dia da Unidade", que estava em sua terceira edição. Evento este que é de cunho cristão e iria contar com várias apresentações de músicos dos mais diversos estilos, além de missa com a presença do bispo e outras pregações e depoimentos diversos.
Quando chegamos nas limitações do recinto da FACIRA, já começamos a nos sentir estranhos, pois estávamos quase todos de preto e muitos dos que estavam comigo possuem cabelos longos, enquanto que a maioria esmagadora das pessoas que estavam no local pareciam todas muito normais e comportadas... Ao fundo poderia se ouvir um cara pregando em cima de um dos palcos. Mas aos poucos fomos encontrando outras pessoas que estavam lá apenas para assistir ao Eterna, e entre essas pessoas havia uma com uma camisa da banda norueguesa de ‘black metal’ Dimmu Borgir!
Os roadies começavam a fazer seu serviço em cima do palco central, e o pessoal logo começava a se juntar em frente ao palco. Mostrando humildade o tecladista Rafael Agostino e o batera Paulo Henrique montaram e acertaram seus próprios instrumentos. Pouco tempo depois tudo estava pronto para a esperada apresentação do maior expoente do ‘White Metal’ no Brasil.
Uma fumaça começava a tomar conta do palco ao som da introdução gregoriana Kyrie, presente no mais recente álbum da banda, porém aqui numa versão estendida. Logo entra um homem vestido igual ao padre da capa do novo álbum, cobrindo a cabeça com um manto e segurando um incensário, fazendo com que o local fosse tomado pela fumaça e odor do mesmo. Depois a banda aparece detonando Holy Spirit, que abriu o show de forma bastante empolgante. O som estava quase perfeito, se não fosse por conta da guitarra e do teclado que em alguns momentos saiam meio estourados, mas esse problema foi resolvido depois de algumas músicas.
O próximo petardo foi Terra Nova, que foi cantada em uníssono por todos os presentes. E serviu para mostrar que a banda está em plena forma e com uma de suas melhores formações. O vocalista Leandro Caçoilo foi o que mais me surpreendeu, pois ele alcança todas as notas que consegue no estúdio e tudo sem usar falsetes, tirando voz do peito! Perfeito! O novo baterista também tirou tudo de letra, e mostrou que a vaga deixada por Danilo Lopez foi muito bem preenchida.
O show continuou com a faixa-título do novo álbum, a excelente Epiphany que contagiou o público, e se mostrou uma excelente canção para ser executada ao vivo, assim como Piedade, do álbum Shema Israel e a mega-clássica Working Man (que começou sem o som da guitarra de Paulo Frade, por problemas técnicos, que logo foram resolvidos). Para descansar um pouco os pobres e torturados pescoços, tivemos a semi-balada I Believe In Love e também um discurso/pregação do baixista Jason (Jesus) Freitas.
Outros pontos altos do show foram Da Pacem Domine do essencial disco Papyrus e a excelente The Word do primeiro álbum da banda, que fez todo o publico gritar "Jesus ohhhh" com o vocalista. Alias há de se destacar a nova cara que as músicas do disco de estréia ganharam com a nova formação e o afinadíssimo gogó do vocalista Leandro. A banda se despediu prometendo voltar no segundo semestre. Espero que realmente volte e faça um show completo.
Finalizando: um show fantástico, que só pecou pela curta duração, que foi de algo em torno de uma hora.
Depois do show era prometido ainda um workshop com os integrantes da banda, e nos dirigimos ao outro galpão onde isso deveria acontecer. Depois de uma certa espera, finalmente aparecem os integrantes da banda. O que rolou não foi um workshop e sim uma entrevista coletiva feita pelo público, onde a banda falou de muitos assuntos, como suas influencias, preconceito sofrido por parte dos headbangers e por parte da Igreja. Falaram também sobre o processo de escolha dos novos membros e muitas outras coisas. Todos se mostraram bastante simpáticos e atenciosos com os fãs. E enquanto falavam distribuíam autógrafos. Ainda atenciosamente tiraram fotos com os presentes no local.
Um dia cheio. Apesar de ter ficado gripado com o ar gelado, e de ter perdido o encarte do The Gate, valeu muito a pena! E fico na esperança de vê-los novamente o mais rápido possível!
Set-List:
Kyrie (Intro)
Holy Spirit
Terra Nova
I Believe In Love
Epiphany
Piedade
Da Pacem Domine
Working Man
The Word
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



System of a Down e Faith No More farão show no Maracanã em janeiro de 2027
O melhor disco do Scorpions, segundo o guitarrista Rudolf Schenker
Por que Ritchie Blackmore decidiu tocar com o Deep Purple, segundo o próprio
Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
Os 5 álbuns obrigatórios para se ter uma boa base na música, segundo Regis Tadeu
"Foi um erro", diz Scott Ian (Anthrax) sobre demissão de Joey Belladonna nos anos 1990
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
As três músicas do AC/DC escolhidas por Brian Johnson entre as suas favoritas
Lançado no Brasil "Tornado Of Souls", último volume da trilogia de Martin Popoff sobre o thrash
Nine Red Moons reúne músicos de Sepultura e Viper em "Archetypes"
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
A música do Kiss que Ace Frehley gravou sozinho sem deixar Gene Simmons por a mão
Regis Tadeu diz que evangélicos são pouco ecléticos e diz que ouve black metal
Bruce Dickinson revela sua vocalista preferida; "linda no folk e fantástica no metal"
A crítica de Humberto Gessinger contra prática cultural "infantil" da região Sul do Brasil



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



