Dimmu Borgir: "Good night, Rio! Thank you very much and Hail Satan!"

Resenha - Dimmu Borgir (Claro Hall, Rio de Janeiro, 24/04/2004)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Rafael Carnovale
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.






Fotos: Anderson Guimarães.

"GOOD NIGHT RIO DE JANEEEEIIIRO, THANK YOU VERY MUCH AND HAIL SATAN!!!!!!!!!!!!!".

Com esta singela despedida, o vocalista Shagrath encerrava o massacre sonoro de 68 minutos executado pelos noruegueses do Dimmu Borgir. Foi realmente um show brutal, o primeiro show de uma banda de metal extremo numa casa como o CLARO HALL, com garantia de som de alto nível. Pena que o público foi bem abaixo do esperado. Apenas 1.500 pessoas compareceram para presenciar o massacre de Shagrath, Vortex (baixo), Silenoz e Galder (guitarras) e Mustis (teclado), num dos primeiros shows após a saída do baterista Nicholas Baker, substituído por um músico contratado. Tudo indicava que seria um dia massacrante, a começar pelo tempo, que se manteve fechado por boa parte do domingo, criando um bom clima.

Mas a noite não começou com Dimmu Borgir. As bandas cariocas Arkanum e Avec Tristesse ficaram encarregadas da abertura. Abertura que começou com um atraso significativo, com muitos fãs entrando enquanto o Arkanum ainda passava seu som. Perto das 23 horas o Arkanum começou seu "set", com "Unorthodox" (que aparece na coletânea da revista Valhalla), seguindo com "Psalme of Uncertainity" e "When the Empyreal Calls". A banda é bem competente, com destaque para o vocalista Nihil e o guitarrista Alan Domingues (com uma performance bem teatral). A banda ainda executou "The Silent Waters", "Iconoclast" e uma bela versão para "The Rise of Sodom and Gomorrah", do Therion, que contou com um quarteto de cordas. Uma banda que merece atenção. A banda possui duas demos e mostrou antes de tudo muita vontade. Boa surpresa para começar a noite.

Após um breve intervalo o Avec Tristesse sobe ao palco, com a intro "I am But One", de seu novo cd, lançado recentemente. A banda pautou seu "set" no disco novo, com músicas como "All Love is Gone", "Lost in Your Complexity", "She, The Lust" e "A View to the End", porém o show foi afetado por diversos problemas no som, que prejudicaram a performance da banda. Muitos reclamavam que o som estava bom em partes da casa, e em outras, péssimo. A banda ainda detonou dois "covers": "Roswell47" do Hypocrisy e "Unhallowed" do Dissection. Foi um bom show, mas os problemas técnicos atrapalharam, o que foi confirmado depois pela banda. Mas prestem atenção. Outra banda carioca muito competente.

Os nervos do público já estavam a flor da pele quando por volta da meia noite o pano de fundo com a imagem do cd "Death Cult Armagedon" foi mostrado e as luzes se apagaram. Uma "intro" operística e soturna, seguida da entrada da banda deixou a galera louca. O Dimmu já veio com tudo detonando um de seus maiores hits: "Spellbound", seguida de "In Death's Embrace".

Sem pensar muito a banda emenda numa porrada só "Vredesbyrd", que deixa o público atônico com a brutalidade dos noruegueses. O som estava ótimo e o jogo de luzes alternando verde,azul e vermelho funcionou perfeitamente. O vocalista Shagrath aproveitou a deixa para saudar a galera, e anunciar "Cataclism Children", do novo cd, seguida pelo clássico "Kings of Carnival Creation". O público ficou dividido. Parte observava atônita a performance da banda enquanto parte cantava e pulava sem parar. Sem parar também vieram "Allegiance" e "Arcane Lifeforce Mysteria".

Shagrath se mostrou um excelente vocalista e antes de tudo um "frontman" até que simpático, debaixo de todo o "corpsepaint" e a indumentária de couro e metal que usa. As guitarras de Galder e Silenoz ditaram o ritmo com extrema habilidade na excelente "The Insight and the Catharsis", com o auxílio sempre eficaz de Vortex no baixo, e nos vocais limpos, que o mesmo executa com maestria. Tudo complementado pela parafernália de Mustis, que encobriu seus teclados com um grande pano negro. A bateria foi bem suprida, embora Nicholas faça falta, assumidamente.

"Blessings Upon the Throne of Tyranny" e "Mourning Palace" fecham o show. A banda se retira do palco, após a despedida já citada acima e muitos se perguntam se apenas 68 minutos de show justificaram os 50 reais do ingresso. Considerando a brutalidade dos rapazes, até que foi suficiente, mas mais alguns minutos não fariam falta. Agora... eu fico me perguntando.... este show teve um público muito reduzido, considerando a fama do Dimmu Borgir pelo Brasil e a quantidade de fãs de black metal pelo estado. Será que a galera amarelou? De qualquer modo, quem foi viu um grande evento, e tomara que venham mais deste porte.

Agradecimentos:
Claro Hall e CIE (Bianca Senna)
Top Link (Paulo Barón)
Nuclear Blast (Rogério e Gerard Werron)



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Dimmu Borgir"


Dimmu Borgir: veja drumcam de música no Rockstadt Extreme FestivalDimmu Borgir e Amorphis: anunciada tour conjunta pela Europa

Dimmu Borgir: cancelada apresentação no festival BloodstockDimmu Borgir
Cancelada apresentação no festival Bloodstock

Dimmu Borgir: Death Cult Armageddon é apocalipse na forma de músicaDimmu Borgir: A banda no auge de sua criação...

Slayer: conheça outras capas do brasileiro Marcelo VascoSlayer
Conheça outras capas do brasileiro Marcelo Vasco

Dimmu Borgir: Silenoz escolhe músicas para o HalloweenDimmu Borgir
Silenoz escolhe músicas para o Halloween

Dimmu Borgir: Silenoz se considera um satanista?Dimmu Borgir
Silenoz se considera um satanista?


Separados no nascimento: Ritchie Blackmore e Mr. BeanSeparados no nascimento
Ritchie Blackmore e Mr. Bean

Drogas: As melhores músicas sobre o temaDrogas
As melhores músicas sobre o tema

King Diamond: Alguém já o viu sem a maquiagem?King Diamond
Alguém já o viu sem a maquiagem?

Dedo x Palheta: Jason Newsted joga gasolina na fogueira do debateBizarre Magazine: Quão bizarro é... Ronnie James DioKerry King: certo que fez coisa legal na sua carreiraDave Grohl: ele bebeu muito café e pensou que estava enlouquecendo

Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

Mais matérias de Rafael Carnovale no Whiplash.Net.