RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

A mensagem que Ronnie James Dio quis passar em "Stand Up and Shout"

O clássico do AC/DC que Brian Johnson escreveu com a primeira coisa que veio à cabeça

Ed Motta diz que não é muito fã do Rush por conta da voz de Geddy Lee

Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent

Esposa de Denis "Snake" Bélanger, vocalista do Voivod, morre de câncer

O clássico do Queen que Rick Rubin tentou estragar de propósito; "Era uma gravação perfeita"

O tocante último pedido da mãe de Travis Barker antes de morrer, segundo o próprio

A confissão de Tony Kakko sobre as versões que ele odeia do Sonata Arctica

O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"

Doro Pesch relembra quando foi salva da morte por uma força celestial

O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti

O que Stewart Copeland ganhava quando as mulheres suspiravam por Sting

A "biografia não autorizada do Slayer" cantada por um rapper

Dynazty anuncia "Dark Arts", seu décimo álbum de estúdio

A importante lição que o álbum "The Crusade" ensinou ao Trivium


Stamp

Resenha - Engenheiros do Hawaii (Olimpo, Rio de Janeiro, 18/01/2003)

Por
Postado em 18 de janeiro de 2003

Se algum desavisado que curtiu o auge dos Engenheiros do Hawaii, no fim da década de 80, aportasse na casa de Shows Olimpo, no dia 18 de janeiro de 2003, certamente não saberia o que estava acontecendo: "O que milhares de jovens estão fazendo aqui, cantando Infinita Highway?", "Esse sujeito com cara de homem das cavernas é mesmo o Humberto Gessinger?", "Que banda é essa acompanhando Humberto Gessinger?", "Que músicas são essas que os fãs estão cantando as letras do começo ao fim?". Bom, certamente essas seriam algumas das "FAQ" mais populares.

No meio de tanta adrenalina, tentei decifrar os segredos da esfinge e, ao mesmo tempo, curtir o inspirado show dos Engenheiros. O público do show era extremamente jovem, o que revela uma renovação do público dos Engenheiros, que não se estagnou na tríplice "O Papa é Pop", "Várias Variáveis", "GLM", de lá pra cá muita coisa aconteceu, várias mudanças na formação da banda, no estilo de música, álbuns de muito sucesso, outros nem tanto, hits radiofônicos, e lá se vão 13 discos e uma carreira que já se estende desde meados da década de 80. E é incrível como o público canta todas as letras da primeira à última música, e não é só os sucessos, as músicas do último álbum parecem já possuírem anos de "carreira", frente ao entusiasmo com que o público canta. Talvez o fator surpresa seja um ponto crucial para essa adoração à Humberto Gessinger. Começando pelo seu visual, uma verdadeira "metamorfose ambulante" de combinação no trinômio barba, cabelo e bigode, às vezes ele está "rastafari", às vezes ele está "homem das cavernas", às vezes ele está "ermitão", às vezes ele está "Dunga (capitão do tetra)", às vezes ele está... bom, já chega, né? Passando pela sua alternância nos instrumentos que ele toca; começou na guitarra, passou pelo baixo, piano, teclados, violões, guitarra novamente e, agora, uma surpreendente performance de violão e gaita à la Bob Dylan. O repertório de seus shows nos brinda com revisões de músicas dos seus treze álbuns, de "Longe Demais das Capitais" a "Surfando Karmas e DNA". E olha o fator surpresa de novo: "Caramba, tu viu?, Humberto mandou Nau a deriva!", "E aquela inédita, será que vai estar no próximo álbum?". Incursões de músicas dentro de músicas, músicas ora pesadas tornaram-se baladas, e vice-versa. Talvez esses sejam alguns dos segredos de Humberto Gessinger, escolhido por muitos críticos como o Messias do Rock nacional. Aliás na época do Rock In Rio 3, andei lendo muito isso nos artigos sobre a banda, e talvez por isso já esteja virando clichê falar do dom messiânico de Gessinger. Os críticos tentam o tempo todo entender a reação contrária do público dos Engenheiros ao que eles escrevem em resenhas de discos. Afinal de contas como podem os Engenheiros ser a banda nacional que mais levou fãs ao Rock In Rio 3? Como podem os Engenheiros fecharem, apoteoticamente (parafraseando Alexandre Petillo) o Festival "Pop Rock Brasil - Amigos da Água" em Minas Gerais? Como pode? Na semana que antecedeu o show no Olimpo, só se falava do evento por aqui no Rio.

Engenheiros Do Hawaii - + Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Bom, Humberto abriu o show com "3º do Plural", muito tocada nas rádios rock daqui do Rio de Janeiro, "Toda forma de Poder", "Eu que não amo você", maior sucesso recente, seguiu sendo cantada em coro por todos, e por aí o show rolou com as músicas do disco novo (todas já decoradas pelos fãs), releitura de sucessos como uma versão rockeira da balada "Parabólica", incursões de músicas dentro de músicas, causando o efeito "música incidental" como em "Segurança". Mas a grande surpresa foi mesmo um mini set acústico com Gessinger encarnando Bob Dylan, violão, gaita e voz, com uma linda versão de "Números". A banda está muito segura e entrosada, cada um deles teve seus momentos, um longo solo de baixo com Bernardo Fonseca, solos de guitarra de Paulinho Galvão (principalmente em "Eu que não amo você"), solos de batera surpreendentes e ensurdecedores de Gláucio Ayala. O baterista aliás mandou ver nos vocais em muitos momentos fazendo voz solo e de apoio, foi muito aplaudido pelo público. Falando em performance, Humberto arrebentou na guitarra, fazendo inclusive solo em algumas músicas e tocando muito bem uma guitarra de doze cordas. Detalhe: ele não pegou no baixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Para encerrar Humberto fez dois bis, surpreendendo a todos com o resgate de "Nau à Deriva" e tocando "Surfando Karmas & DNA", que já nasceu clássico. Antes mesmo do lançamento do último disco, ela já era tocada nos shows. Bom foi ver o pessoal saindo com sorriso de orelha a orelha, após duas horas, satisfeitos com mais um show dos Engenheiros do Hawaii. Melhor ainda foi sair com a palheta do Humberto Gessinger no bolso. Fazer o que? Sorte é sorte.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bangers

publicidadeJosé Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Anderson Nascimento

Anderson Nascimento é Analista de Sistema e Professor Universitário de profissão, tendo cursado Pós-Graduação em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas na PUC-RJ. Sua grande paixão é a música, começou a colecionar discos ainda na época do vinil, em 1986, com o álbum Abbey Road dos Beatles. Esse foi o primeiro passo para esse hobby que viria a se tornar tão importante em sua vida. Entre as várias atividades no meio musical, Anderson é compositor e integrou a banda de rock Projeto:Paradoxo entre 1996 e 2004. Anderson é um ávido colecionador de discos e também escreveu sobre música em vários veículos de comunicação.
Mais matérias de Anderson Nascimento.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS