Fish: Os fãs driblaram a fraca divulgação do show de SP
Resenha - Fish (DirectTV MusicHall, São Paulo, 10/10/2001)
Por Thiago Sarkis
Postado em 10 de outubro de 2001
Fotos por Thiago Correa
Os fãs de Fish driblaram a fraca divulgação do show e os elevados preços dos ingressos, e compareceram em peso ao DirecTV Music Hall, em São Paulo, para acompanhar o seu ídolo, que não se apresentava em terras brasileiras há seis anos. O cantor escocês subiu no palco cerca de dez minutos atrasado, mais ou menos às vinte e uma horas e quarenta minutos.

A imagem que surge é de assustar. Os sinais da idade se fazem presentes em Fish, como em nenhum outro músico. O mito da ‘eterna juventude’ em figuras especiais como ele, numa junção de Peter Pan e Super Homem, vai por água abaixo. É uma sensação indescritível de cair na real e refletir sobre os anos, de 1996 (ano do último show dele no Brasil) ou 1983 (lançamento do debute do Marillion) a 2001.

O incômodo causado por esse rápido flashback logo passa, com a apresentação de material novo, e a amostra de que em termos de talento e personalidade, Fish continua o mesmo, ou seja, sensacional. Sua comunicação e domínio sobre o público são fantásticos. Algo que nunca vi igual e que, com certeza, dificilmente verei. Conversa, brinca, fala de futebol e guerra, toma ‘umas’ com os fãs, e ainda pega a câmara de um fotógrafo e sai tirando fotos da platéia e da banda. Enfim, chama os presentes para participar e fazer o show a seu lado. Nada mais ideal e de bom gosto.

Em relação a voz, houve uma perda de potência e alcance, mas esta foi compensada com um significativo aprimoramento em interpretações. É quase inacreditável, mas ele conseguiu ficar ainda melhor nesse quesito. Mais emotivo e expressivo que nunca. O set list, como você pode ver ao lado, com uma dedicatória ao Whiplash!, foi muito bem montado e proporcionou momentos inesquecíveis aos fãs.

As músicas mais recentes, como "3D", "So Fellini" e "Long Cold Day", vindas do disco "Fellini Days", ficaram bem superiores a suas versões de estúdio. Isso graças à alta qualidade sonora do local e às atuações impecáveis de John Wesley e do próprio Fish.

As canções mais antigas da carreira solo também apavoraram, com destaque especial para "The Perception Of Johnny Punter", que caiu como uma luva para o triste momento de guerra pelo qual passamos. Ficou provado por ‘a + b’ que Fish não precisaria das composições da ‘era Marillion’ para fazer uma grande apresentação. Mas, com a presença delas, fica ainda melhor. Já se foram dezesseis anos, e "Kayleigh" continua aquela balada transcendental, bem composta e interpretada, e sempre com elementos novos, como neste caso, alguns improvisos magníficos do guitarrista John Wesley.

O que dizer então de um ‘medley’ com "Jungle Ride", "Assassing", "Fugazi", "White Feather", "Market Square Heroes", "Black Night" (Deep Purple) e "My Generation" (The Who)? Precisava mais alguma coisa?
Fish achava que sim e fechou o show com chave de ouro, numa versão estendida de "Lavender". O público, grudado no palco, cantou sozinho, acompanhado apenas pelo teclado de John Young. Na seqüência, o vocalista voltou e cantou com seus admiradores, fechando quase duas horas de interação total, em uma noite espetacular.
Fish – http://www.the-company.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais bonita do Radiohead de todos os tempos, segundo Thom Yorke
A banda de heavy metal com mais álbuns em primeiro lugar nos Estados Unidos
Com Strokes e Gorillaz, Primavera Sound Brasil divulga programação por dia e venda de ingressos
As três melhores músicas do Iron Maiden escritas por Steve Harris, segundo Nicko McBrain
Vaza suposto título do novo álbum solo de Bruce Dickinson, já finalizado pelo cantor
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
Ganha força rumor sobre turnê conjunta de System of a Down e Faith No More
O álbum do Metallica que Paulo Ricardo adora: "Obra-prima, canções maravilhosas"
Lou Koller, vocalista do Sick of it All, morre aos 59 anos
A banda "ridícula" que Rick Rubin achou que jamais faria sucesso, mas ele estava errado
O melhor disco do Mastodon, segundo a Metal Hammer
David Gilmour revela quando percebeu que "não quero ser membro do Pink Floyd a vida toda"
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
O apoio de Ozzy Osbourne à comunidade LGBTQ+ em 1989
O álbum de metal sem a qual o Nirvana não existiria, de acordo com Krist Novoselic
A resposta de Paul McCartney a Pedro Bial sobre por que Beatles nunca vieram ao Brasil
A música que David Gilmour escreveu para o Pink Floyd que ele nunca mais quer ouvir
A interessante teoria de Bruno Sutter sobre por que fãs rejeitam Fabio Lione no Angra


Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Resenha e fotos do Sweden Rock Festival 2026 - Keep the Fire burning!
Nenhum de Nós celebra show histórico de número 2.500 com teatro lotado em Belo Horizonte
Resenha e fotos do show da banda Dogma em Porto Alegre
Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



