Resenha - Rock The Planet (Esp. Américas, São Paulo, 02/10/2004)

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Por Rafael Carnovale
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A idéia foi ótima. Aproveitando a segunda passagem do Edguy por terras brasileiras, desta vez com o objetivo de gravar o show paulista para seu primeiro DVD, organizou-se um mini-festival contando com o projeto solo de Timo Kotipelto (ex ou atual vocal do Stratovarius) e as bandas brasileiras Shaman e o renascido Viper, que voltou com tudo ao metal com seu novo vocalista Ricardo Bolcci (ex-Rei Lagarto). Por um preço bem em conta (40 reais), poderíamos conferir duas bandas internacionais e dois nomes fortes do metal nacional.

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Para abrigar tal evento, foi escolhido o Espaço das Américas, local que fora palco, exatamente há uma semana, da primeira edição do SEPULFEST. Como já foi ressaltado no review do mesmo, trata-se de um grande galpão, com vários telões, porém com alguns graves inconvenientes: as pilastras de sustentação ocupam espaço na platéia, prejudicando a visão de quem não quer se acotovelar no meio da pista, e a ventilação é bem deficiente. Porém para compensar tais fatos o local possui telões espalhados por todo lado, e vários espaços para a montagem de “stands”. As gravadoras Nuclear Blast e Century Media (selos de Edguy e Kotipelto, respectivamente), marcaram presença, com cd’s e DVD’s a um preço mais acessível. Se o local tinha de fato deficiências, por outro lado mostrou-se bem eficiente para a montagem da estrutura do festival. Algumas correções quanto ao grave problema da ventilação serão muito úteis, já que o local abrigou cerca de 8000 fãs, um número expressivo, considerando que chovia torrencialmente em São Paulo no dia do show.

Devido a já citada chuva, acabamos perdendo o show do VIPER, que começou pontualmente as 18 horas, conforme anunciado. Sim, podem me malhar.... afinal eu também queria conferir esta nova fase da banda. Tive que me contentar com as opiniões dos fãs, que gostaram muito do show, e com os elogios ao novo vocalista. Para compensar segue o “set” da banda: “To Live Again”,“Dead Light”, “A Cry from the Edge”, “Wings of the Evil”, “Evolution”,”Prelude to Oblivion”, “Living for the Night” e “Rebel Maniac”. O fórum está aberto a quem quiser deixar sua opinião sobre o show, já que não conseguimos chegar a tempo.

Curiosamente o próximo a se apresentar seria Timo Kotipelto e sua banda solo, que contava com a ilustre presença de Jens Johansson (Stratovarius) nos teclados. Kotipelto e seus asseclas começaram com “Travel Through Time” e “Lord of Eternity”, para continuarem com duas boas músicas do novo cd “Coldness”, “Coldness of My Mind” e “Seeds of Sorrow”. Kotipelto mostrou-se satisfeito de poder finalmente se apresentar no Brasil com sua banda solo, já que sua primeira turnê brasileira havia sido cancelada há alguns anos, fato que o deixou extremamente irritado na época. “Waiting for the Dawn” foi tocada seguida de “Can You Hear the Sound”.

É óbvio que não poderíamos deixar de ouvir algumas músicas do Stratovarius, banda da qual Kotipelto fez parte e que, segundo boatos que Jens deixou escapar no backstage (obs: se é verdade não é possível afirmar) que dão conta de que em breve ele voltará a assumir o papel de vocalista. “SOS” é tocada, e percebe-se a fragilidade da banda que acompanha Timo. A música foi mal executada, assim como “Reasons” e o “hit” do Stratovarius, “Black Diamond”. Timo não trouxe uma banda a altura de seu potencial como vocalista, e seu show soou muito morno, até mesmo pela recepção do público. Pouco para quem produziu dois bons cd’s. É hora de voltar ao Stratovarius meu caro.

Acho que boa parte dos presentes já assistiu um show do SHAMAN, quem sabe até mesmo já pode ver mais de um. Para quem já conferiu 5, como este repórter, não é de assustar quando “Ancient Winds” soou nas caixas de som, seguida de “Here I Am” e “Distant Thunder”. A banda se apresentava com sua habitual competência, e com os vocais de André Matos mais agressivos do que nunca. Uma nova música “Turn Away” é executada, e vemos que a banda está partindo para uma sonoridade bem mais pesada e direta. Uma boa idéia. O “set” seguiu com o show normal do SHAMAN, um pouco reduzido é claro, já que eles tinham um tempo limite de 60 minutos. “For Tomorrow”, “Time Will Come”, “Fairy Tale” e “No More Tears”, de Ozzy, foram tocadas, juntamente com a pesada “Pride” e “Carry On” (desta vez sem a “intro” costumeira). A competência de André, Hugo, Luís e Ricardo já é fato notório, e a banda cumpriu muito bem seu papel. A galera curtiu muito a garra do SHAMAN e ovacionou a banda.

E era hora da apresentação principal: o palco é revelado, com um pano de fundo que lembrava o cd “Theater of Salvation” e um belo coelho localizado atrás da bateria, além do nome “EDGUY” escrito no piso. Logo várias câmeras começam a se posicionar e testes são feitos rapidamente, para que as luzes se apaguem e a “intro” comece a soar nos PA’s. A banda entra no palco e aonde está Mr. Tobias Sammet????? Bastava olhar para cima..... o rapaz veio descendo do teto, içado ao melhor estilo Gene Simmons, vestindo um terno branco como se fosse o mestre de ceremônias. “Mysteria” abre o show, segunda da boa “Under the Moon” e da excelente “Navigator”. Tobias não cansa de correr pelo palco e agradecer ao público, e emendam “Wake Up the King” e “Land of The Miracle”. Neste momento o baixo de Tobbias Exxel começa a emitir alguns acordes conhecidos, enquanto Sammet interage e brinca com a platéia, usando-se de trejeitos um tanto quanto exagerados e até certo ponto ridículos. “Lavatory Love Machine” é executada, e é muito bem recebida pela galera. Tobias avisa que irão “tocar uma música do álbum de capa verde” e “Vain Glory Opera” é executada.

Logo notamos que a banda é muito eficiente ao vivo. As guitarras de Dirk Sauer e Jens Ludwig soam coesas, sem querer ser virtuosas, e a bateria de Felix Bohnke é segura e competente. Se não temos nenhum virtuoso em ação, temos um conjunto muito bem entrosado, liderado pelo competente Sammet, que possui um gogó bem potente e versátil, só pecando nos trejeitos um tanto quanto “exagerados”. Um solo de bateria é executado por Felix, e seria um momento tedioso, se o mesmo não tivesse a genial idéia de executar o “Tema da Armada” de “Star Wars”, acompanhando com a bateria. Uma boa idéia, que conseguiu evitar que o solo fosse tedioso e cansativo, como são vários solos de bateria. “Fallen Angels” leva a galera ao delírio, seguida de “The Piper Never Dies” e “King of Fools”, cantadas em uma só voz pela galera.

É claro que em se falando de Edguy jamais poderemos deixar de lembrar do projeto Avanthasia, o grande sucesso de Mr. Sammet, e “Chalice of Agony” é executada. André Mattos faz uma participação especial, o que joga fogo num público já extasiado. A banda se retira, finalizando o “set” normal.

Para o “bis”, nada melhor que “Tears of Mandrake” e “Out of Control”, que apesar de bem executas, não tiveram tanto impacto por parte do público, que já estava cansado e abatido pelo forte calor. O “set” teve cerca de 120 minutos e contou com um bom som, fato que não aconteceu nos shows de abertura, e as câmeras captaram diversos ângulos da apresentação. O EDGUY mostrou porque “Hellfire Club” é um excelente cd, e porque a banda vem se consolidando como um dos nomes fortes do metal atual.

O ROCK THE PLANET se mostrou um sucesso absoluto e merecedor de continuações. A performance de todas as bandas foi boa e a idéia de se aproveitar o Espaço das Américas é boa, desde que se façam os devidos ajustes. Mas para começo já foi muito bom. Agora é esperar o DVD, afinal, o Brasil já virou rota para gravação de cd’s ao vivo e DVD’s de várias bandas..... que coisa não?

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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