Bandas: Sobre formações e comparações

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Por Zé Elias
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Uma tônica nos comentários das matérias é a discussão sobre as variações das formações de bandas. De um lado, os defensores veementes desta ou daquela. Do outro, aquele a que pertenço, estão os que não se importam ou até gostam que haja mudanças. A polêmica, naturalmente desde que não ofensiva, é bem-vinda pois serve para "movimentar" os artigos e também para despertar a curiosidade dos novatos sobre a banda em pauta.

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Faço uma pequena defesa do meu lado. Como em todos os campos da vida, mudanças fazem parte do contexto, estão quase sempre fora da nossa possibilidade de intervenção, então veio o que tinha que vir, e em muitos casos elas foram saudáveis.

Porém, minha proposta aqui é outra: dar meu ponto de vista em algumas diferentes situações de mudança, usando uns poucos exemplos e, claro, ler sua opinião!

1) Quando o nome perde identidade devido às novas formações

Algumas mudanças musicais na banda são tão significativas que manter o mesmo nome soa quase uma heresia. Van "Roth" x Van "Hagar"; Deep Purple com Evans, com Gillan, com Coverdale e Hughes, com Turner, com Morse; Marillion com Fish ou sem ele; Black Sabbath com Ozzy ou Dio (que se chamou um dia Heaven and Hell, o que achei bastante interessante) ou ainda com Martin, Gillan, Hughes... E o que dizer das diferentes formações e resultados musicais de Yes e Genesis?

2) Bandas que mudam de formação e não mudam de estilo, ou mudam pouco

Kiss: talvez o maior exemplo de que as diversas formações pouco afetaram a proposta principal. Quando tentaram sair disso (The Elder e Carnival of Souls), o resultado não foi bem visto pela maioria.

ACDC e Iron Maiden: tá, é claro que a gente nota a diferença de timbre dos vocalistas, alguma coisa nas letras... Mas a meu ver, o estilo sofreu ao longo dos anos pouca variação.

3) Bandas que não mudam e tentam algo diferente

Led Zeppelin e Rush são os exemplos que tenho aqui. Um leigo que ouve Led 1 e logo depois In Through the Outdoor, no primeiro caso, ou 2112 e Hold Your Fire, no segundo, pode até pensar em bandas diferentes. Ou não?

4) Os músicos e sua influência na mudança

É mais notória a troca de vocalista, talvez em segundo lugar a de guitarrista, mas penso que não é necessariamente a mudança do pessoa em si, em termos musicais, a mais significativa. Vejo como fator principal a do compositor. Retomo algumas bandas que citei:

- Quem compunha predominantemente no Black Sabbath com Ozzy era Geezer Butler. Com a chegada de Dio, este assumiu a tarefa. E a pegada passou a ser outra.

- Coverdale e Hughes deram outro direcionamento ao Deep Purple. Foi até demais pra Mr. Blackmore, que era o "cabeça" antes. Por outro lado, a entrada de Morse nos anos 90 não provocou tanta reviravolta no estilo da banda, até porque Glover, Gillan e Lord sempre continuaram presentes nas composições.

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- Parece-me que o grande ponto de divergência entre os fãs do Van Halen, mais do que a mudança da voz principal, é porque Hagar guinou a banda para um estilo considerado mais "comercial".

- Ainda que tendo tido uns 30 músicos durante sua existência, todas as composições do Jethro Tull são de Ian Anderson (pelo menos nos créditos).

- ACDC e Iron Maiden: os irmãos Young e Steve Harris sempre ditaram o estilo.

No fim das contas, o que importa pra mim de verdade é o resultado. A música é boa? Então parabéns aos músicos, sejam eles quem forem.




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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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