Metallica: o "mi mi mi" desnecessário
Por Rômulo Campos
Fonte: Coffee Music Cine
Postado em 04 de dezembro de 2016
Quando começa o maior "mi mi mi" do cenário heavy metal? Basta o Metallica lançar um novo álbum. Dito e feito assim que ‘Hardwired... To Self Destruct’, mais novo lançamento da banda americana, chegou aos ouvidos dos fãs. Acho que o Metallica é alvo de críticas desde o lançamento de ‘Black Album’ (1991), uma de suas criações de maior sucesso comercial. Mas o ouvinte pode perceber o início de novas experiências já em ‘... And Justice For All’ (1988), um material conceitual, com músicas longas e complexas (permita-me dizer que uma das piores mixagens da banda está em ‘... And Justice...’, talvez tal motivo seja um dos que me faz não ter nenhum tipo de apreço pelo o mesmo). E foi em B.A que a banda assumiu de vez que nunca mais seria a mesma de ‘Kill ‘Em All’ (1983), ‘Ride The Ligthning’(1985) e ‘Master Of Puppets’(1986). Ou seja, faz mais de vinte e cinco anos que eles anunciaram a morte do Metallica "Thrash Metal", e até hoje muitos fãs ficam na bronca com o quarteto.
Não é novidade para alguns amigos mais próximos, mas a verdade é que em relação à banda, sou completamente ortodoxo, somente até ao ‘Master Of Puppets’ eu consigo ouvir na íntegra – e mesmo assim não mantenho nenhum tipo de marra por eles não lançarem mais discos do meu gosto. Como eu disse antes, desde ‘Black Album’ que eles se reinventam a cada obra, a sua discografia tem uma construção muito bem diversificada e elaborada – com exceção de ‘St. Anger’ (2003), seja lá o que o baterista Lars Ulrich tentou criar de novo, não deu certo, o som da bateria é horrível (o que não é nenhuma novidade), sem contar a péssima inspiração dos músicos.

Antes do lançamento de ‘St. Anger’, os fãs mais fervorosos pegavam para cristo os discos ‘Load’ (1996) e ‘Reload’ (1997). Hoje já vejo uma grande parcela confessar que há coisas legais em ‘Load’, outros assumiram completamente que o mesmo é um grande álbum, ok. Eu vou um pouco mais além: será mesmo se ‘Reload’ é totalmente de se jogar fora? "Fuel" não é uma música que carrega o selo de qualidade? Será mesmo que entendemos a proposta de "The Memory Remains"?
‘Hardwired... To Self Destruct’ também não foi poupado de críticas. Particularmente acho que eles tentaram seguir a linha de ‘Death Magnetic’, apresentando um pouco da pegada que há em seu antecessor, que é um breve resumo da carreira, principalmente do início dos anos 1990. E, esqueça, Lars a cada dia que passa demostra que nunca mais será o mesmo baterista de antigamente, parece ser intencional sua forma de tocar. O que me espantou um pouco foi a "preguicinha" do guitarrista Kirk Hammett, mas enfim, nada que elimine a ideia de um álbum bem projetado, e mais uma vez, eles estão respeitando a época.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Nas palavras de um fã: sim, eu queria um Metallica com uma bateria mais agressiva, que capitasse a ambiência de estúdio, aquela bateria com eco, gostaria de guitarras rápidas e solos que beirasse o velho trhash metal da bay-area, que a voz de James Hetifield soasse um pouco mais "suja", mais intensa. Porém, eu não tenho mais esse direito, seria de um egoísmo desnecessário de minha parte esperar que uma banda retroceda de forma drástica. Mesmo não sendo um fã assíduo, eu entendo a importância que eles têm em um contexto geral. A verdade é que eles conseguem movimentar um mercado quase apagado, ainda é a banda que mais lota estádios. Querendo ou não, ainda é um dos raros grupo que faz um serviço em prol do Metal. Há muito tempo estou conformado, estou feliz com os três primeiros clássicos. Eu sei que pode soar estranho um ouvinte de apenas três álbuns advogar uma carreira completa, o fato é que precisamos ser justos, a imparcialidade deve prevalecer.

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