Liberdade de escolha ou escolha de liberdade?
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 02 de abril de 2014
"Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles." - SCHOPENHAUER
Pessimistas e realistas, uni-vos! O século XXI trouxe consigo a praga imprecada por ANDY WHAROL - a tal fama de quinze minutos que ele apregoou décadas atrás. Vídeos virais que ressignificaram o grotesco, celebridades que contam com a acefalia e receitas anabólicas como tópico curricular e música da pior qualidade parasitam o cotidiano global. Se em meados do século XIX Marx se preocupava com a alienação promovida pela incompreensão do indivíduo no processo do trabalho, a questão hoje é entender a total dissociação entre o talento e a necessidade patológica desse estar sob os holofotes.
LUIZ FELIPE PONDÉ, o melhor dos autores contemporâneos preenche uma lacuna quando diz que "a imperfeição da vida nos é insuportável, temos horror a ser animais do abismo, por isso buscamos utopias de perfeição"- fato! Difícil se conformar em ser mais um, difícil se esperar por dinheiro ou uma carreira estável quando se vê um qualquer cometendo excrescências e sendo aclamado no YouTube. Nas livrarias sobejam obras que não dizem nada entre os mais vendidos; na TV, programas que competem entre si pelo Nobel do nocivo e, claro, no rock n´roll a coisa não é diferente. SIMON REYNOLDS já se ocupou - e se preocupou - com o fenômeno da nostalgia na música; já eu penso no que aconteceu com a liberdade de escolha nos tempos atuais.
Não, não estou afirmando que não haja uma cena independente viril ou que bandas aclamadas vivam reciclando o mais do mesmo - pelo menos não todas. O que me intriga é o esvaziamento tendencioso de conteúdo, a usurpação democrática, o direcionamento oculto para bunkers de interesse comum; o que me inquieta é abrir minha conta nos canais de vídeo e ver como recomendados para mim o último sucesso de rappers misóginos, comediantes que levariam CHAPLIN ao autoflagelo ou a sensacional mistura de brega-eletrônico-sertanejo-funk de não sei quem. Caso eu não tenha súbitos de esquizofrenia galopante não me lembro de já ter acessado algo desse gênero - algo, aliás que meu e-mail parece discordar, tendo a vista a quantidade de ‘indivíduos" - nunca alguém que conheço - que me recomendam aberrações desse porte. Cadê a liberdade não condicionada na escolha do que se ver ou ouvir nessa ágora cheirando a whisky paraguaio?
Apologia ao caos? Teórico da conspiração? Chato? Por precaução permanecerei sem whatsapp.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
O álbum do Metallica que tem Kirk Hammett como ponto mais fraco, segundo Gastão
Steven Wilson tenta desvendar o fenômeno criado pelo Angine de Poitrine
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
A resposta de David Gilmour quando perguntado se tinha ciúmes de Roger Waters
A icônica banda de heavy metal que recusou baterista por conta da cor da bateria
A banda que poderia fazer parte do Big 4 do Thrash, segundo Dave Lombardo e Charlie Benante

Acender sinalizadores em shows é uma tremenda besteira
O rock e o heavy metal se misturam com a política, sim (e você provavelmente sabe disso)
A declaração de James Hetfield não surpreende, considerando de onde veio
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
O fã não é nenhum idiota, e merece mais respeito
Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso
Heavy Metal: Bem vinda, Nova Geração da Velha Escola



